Osteoporose: Quando os ossos começam a enfraquecer
A educação dos jovens é decisiva, devendo os pais preocuparem-se em incentivar os seus filhos a seguirem uma dieta saudável e a praticarem exercício físico. E devem estar atentos à vulnerabilidade das filhas de virem a desenvolver anorexia e bulimia, pois estes distúrbios alimentares aumentam o risco de osteoporose.
Assim, como assegura o Dr. Nuno Nunes, da direcção da Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN), a prevenção e tratamento da osteoporose passam pela ingestão de alimentos ricos em cálcio e vitamina D. “O leite e seus derivados (queijo e iogurtes) são os alimentos que mais contribuem para a manutenção e fortalecimento da massa óssea, mas existem outros que importa realçar. São eles o espinafre, a couve-galega e rama de nabo, as sardinhas em conserva e os peixes que se comem com espinha.”
A fixação do cálcio nos ossos é facilitada pela ingestão de alimentos compostos pela vitamina D. Alimentos como óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo, manteiga, peixes gordos (sardinha, atum, salmão, cavala…) são, segundo o nutricionista, “excelentes fontes de vitamina D”.
Importância de seguir a terapêutica
No caso dos doentes que apresentam um elevado grau de risco de fractura, é fundamental seguir uma terapêutica. O doente deve esclarecer com o seu médico as suas dúvidas face ao tratamento da doença, nomeadamente, informar-se sobre a necessidade de fazer uma medição da massa óssea (densitometria), para calcular o seu risco de fractura. E, caso seja necessário, “ser medicado”, refere a Viviana Tavares.
Já Jaime Branco realça que “os doentes não devem realizar mais do que duas densitometrias durante o tratamento, pois os ossos respondem lentamente”. Existe ainda um instrumento que, através da introdução de características do doente, permite calcular o risco de fractura nos próximos dez anos, mesmo sem densitometria: o FRAX.
A dirigente da APOROS aconselha “o doente a fazer sempre um suplemento de cálcio e vitamina D se tiver uma alimentação que não cubra as necessidades do organismo, cumprindo essa terapêutica” A especialista adianta, ainda, que o facto de a doença não apresentar sintomas é um entrave ao seguimento deste tratamento. “Isto contribui para que mais de metade das mulheres pare a terapêutica antes do tempo, o que vai potenciar ainda mais o seu risco.”
Quais os factores de risco?
Há factores de risco incontornáveis válidos para homens e para mulheres. O historial de doença osteoporótica na família é o principal. Mas é fundamental conhecer aqueles que se podem evitar e que são o seguimento de uma dieta pobre em cálcio, o sedentarismo e o tabagismo. Outro dos factores de risco é o consumo de medicamentos que interferem na massa óssea, sendo o mais conhecido a cortisona. Certas doenças são igualmente factores de risco como, por exemplo, a artrite reumatóide, a espondilite e as doenças intestinais inflamatórias.
Jornal do Centro de Saúde
www.jornaldocentrodesaude.pt
Páginas: 1 2

