Exercício, alimentação e perda de peso. Mitos e factos - Médicos de Portugal

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Exercício, alimentação e perda de peso. Mitos e factos

13 Fevereiro, 2011 0

Aprenda a gerir o seu peso de forma saudável, mantenha-se activo e siga um regime alimentar adaptado ao seu desgaste calórico diário. Por último, conheça os mitos e os factos associados a esta problemática.

Tem-se assistido nos últimos anos a um aumento exponencial do número de pessoas que vemos, todos os dias, a caminhar junto à praia, nos jardins ou mesmo na rua. Ou seja, parece indiscutível que se tem registado um aumento na preocupação em fazer actividade física com alguma regularidade. No entanto, os dados mais recentes apontam para um aumento significativo das pessoas com peso excessivo e obesas. Algo está errado e não está a funcionar. Então, o que se estará a passar?

Um deficit de exercício ou hábitos alimentares desajustados? Neste sentido, passemos a enumerar alguns dos mitos e factos associados à relação do exercício, alimentação e perda de peso.

MITO: Trinta minutos de exercício são suficientes para diminuir o peso. O gasto energético associado a 30 minutos de caminhada é insuficiente para diminuir significativamente o peso corporal. Caminhar durante meia hora é um bom exercício para quem tem um peso ideal e o quer manter. Não para diminuir. É só uma questão de fazer as contas: caminhar durante 30 minutos a uma velocidade de 5 km/h para uma pessoa de 70 kg equivale a um gasto de energia de cerca de 150 Kcal. Se depois dessa caminhada bebermos um sumo de laranja natural (2-3 laranjas) e comermos uma banana já excedemos largamente o que “gastamos”. E o exemplo dado tem por base uma alimentação saudável, imagine-se agora se se considerar outro tipo de dieta!

MITO: Distribuir a actividade física por pequenos períodos durante o dia é o mesmo que realizar o exercício de forma continuada sem interrupções. Na realidade, a taxa de oxidação das gorduras está dependente da intensidade do exercício, mas também da duração. Fazer 5×5 minutos não é igual a fazer 25 minutos seguidos. Para além disso, há estudos que demonstram que realizar exercício de forma contínua está associado a uma adesão a programas de perda de peso mais prolongados no tempo.

FACTO: A intensidade do exercício é determinante para a quantidade de calorias “gastas”. Do ponto de vista bioenergético não é a mesma coisa fazermos um exercício a caminhar, a correr ligeiramente ou a correr de forma vigorosa. As vias metabólicas utilizadas são diferentes e, por isso, os substratos utilizados também serão diferentes. Logo, os efeitos serão, obviamente, também diversos e, por vezes, indesejáveis.

FACTO: O exercício e a alimentação são os 2 factores, em conjunto, decisivos para a perda de peso. Existem diversos estudos que mostram claramente que a alimentação per se ou o exercício sem preocupações nutricionais não representam uma estratégia adequada para a gestão do peso. Restrição calórica sem exercício resulta numa perda substancial de massa gorda, mas também de massa muscular. Neste sentido, o exercício funciona como coadjuvante terapêutico de elevado interesse clínico. Cuide da alimentação e faça exercício. As 2 acções em conjunto garantem uma forma mais eficaz e, acima de tudo, mais saudável de gerir o seu peso.

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