Exercício, alimentação e perda de peso. Mitos e factos
MITO: A perda de peso, por si só, está associada à diminuição do risco de acidente cardiovascular. Não é verdade. Num largo estudo designado por “Women’s Ischemic Syndrome Evaluation” foi observado de forma clara que os factores de risco diminuem com a melhoria da componente cardiorespiratória, independentemente da perda de peso. Ou seja, não se preocupe apenas com a perda de peso. A melhoria da aptidão física é um factor decisivo para se tornar mais saudável. Isto significa que a perda de peso não pode ser um fim em si mesmo, mas um meio para nos tornarmos mais saudáveis. Entre outras razões, perder peso apenas com a dieta e sem a intervenção do exercício não é uma forma adequada para melhoria da saúde.
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FACTO: É necessário mais de 150 min/semana de exercício para um programa de gestão do peso a longo prazo. Foi demonstrado que 200-300 min/semana é a quantidade de exercício mínima e necessária para ter efeitos significativos em pessoas com excesso de peso e obesos quando se quer implementar um programa a longo prazo.
FACTO: A resposta ao exercício e alimentação sobre o peso é individualizada. Existem inúmeras evidências de que a actividade física e a alimentação têm impactos diferentes em diferentes pessoas. Isto significa que um programa poderá ser eficaz para mim e completamente desajustado para uma outra pessoa. Ou seja, para cada caso um programa prescrito em função de diversos aspectos: características morfológicas, estado de saúde, limitações funcionais, perfil motivacional, etc.
À procura de uma validação científica
Face ao que foi referido, teremos de entender que existe ainda muita informação difundida de forma abundante à qual lhe falta robustez científica. Apesar de não haver consistência para muitas das afirmações que se vão fazendo, importa realçar a velha máxima: muito pior do que fazer pouco exercício é não fazer nenhuma actividade.
Ou seja, se não pode fazer 30 minutos, faça 20, se não, faça 10. Se não pode seguir escrupulosamente as regras do nutricionista, siga as que puder. É sempre melhor do que baixar os braços e dizer: como não posso cumprir, então vou abandonar.
E, finalmente, lembre-se que o facto de ter feito uma caminhada não o “desculpa” por passar a tarde sentado no sofá a comer pipocas. Faça isso, porque o prazer também é importante na vida, mas esporadicamente.
Nunca como forma de compensação para o “sacrifício” que fez. Encare a gestão do peso como algo que lhe vai permitir ser mais saudável e mais feliz.
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