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Tabagismo: Razões para não fumar

São muitas as razões de um fumador para acender mais um cigarro. Mas, razões à parte, fumar é nocivo para a saúde e para o bem-estar de quem fuma. Além de que é prejudicial também para quem não fuma, mas recebe o fumo do cigarro do fumador…

Há quem lhe chame vício, há quem diga que é apenas um hábito. Certo é que cada um tem as suas razões para acender um cigarro. Um gesto que, na maioria das vezes, começa na adolescência, a idade de todas as experiências.

É a idade em que a integração no grupo de pares é decisiva, pelo que, para ser aceite ou apenas por curiosidade, são muitos os rapazes e raparigas que fumam o seu primeiro cigarro nesta altura da vida. Para uns a experiência fica por aqui, para outros repete-se uma vez e outra até que fumar passa a ser prática comum.

E são muitos os motivos para fumar. Porque se está em grupo, quando se está sozinho à espera de alguém, quando se festeja ou quando se está triste. Todas as razões são legítimas, porque a verdade é que fumar depende do livre arbítrio de cada um.

Mas razões e vontades à parte, o que é indesmentível é que fumar é prejudicial à saúde. Causa mau hálito, contribui para o envelhecimento precoce da pele, é um factor de risco para doenças gástricas e, sobretudo, para doenças cardiovasculares. Mas os malefícios não ficam por aqui, o tabaco está associado a vários tipos de cancro, entre os quais o do pulmão, além de doenças respiratórias (como a doença pulmonar obstrutiva crónica – DPOC), tosse, garganta irritada, entre outros. E causa também dependência.

 

Uma mão cheia de riscos

O tabaco causa dependência, física e psíquica, devido ao facto de conter nicotina, uma substância existente na folha do tabaco e que viaja até aos pulmões “à boleia” do alcatrão presente no fumo do tabaco. Quando o fumo é inalado, a nicotina entra no sistema respiratório e daí passa para o fluxo sanguíneo.

Ora, a nicotina é uma substância psicoactiva que causa dependência: quanto mais se fuma, mais o organismo fica dependente, pelo que reage quando lhe sente a falta. Emergem então os chamados sintomas da abstinência – nervosismo, ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração, insónias.

[Continua na página seguinte]

Os pensamentos fixam-se no tabaco e o fumador é levado a desenvolver todos os esforços para conseguir fumar mais um cigarro. Acontece assim com qualquer dependência, seja ela de que substância for – no caso do álcool também. Não é apenas a nicotina que torna o tabaco nocivo. É que, além dela, na sua composição entram cerca de quatro mil químicos, 40 dos quais são considerados um factor de risco para o desenvolvimento de cancro.

Amoníaco, arsénico, butano, cádmio, monóxido de carbono são apenas alguns, a que se juntam substâncias como a amónia e a glicerina cujos efeitos para a saúde, quando queimadas e inaladas, ainda não estão esclarecidos. É, pois, uma mão cheia de riscos. E, além da dependência, está provada a influência da nicotina sobre a pressão arterial, fazendo com que os valores aumentem, constituindo um factor de risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial. Também a necessidade de oxigenação do coração aumenta, além de que provoca um aumento dos níveis de açúcar no sangue (glicemia) e do “mau” colesterol” (LDL) no sangue.

Por sua vez, o alcatrão fixa-se nas paredes dos pulmões, causando danos no sistema respiratório e sendo, até, um factor de risco para vários tipos de cancro. Já o monóxido de carbono reduz a quantidade de oxigénio no sangue e, consequentemente, nos tecidos, estando relacionado com a aterosclerose, um factor de risco para as doenças cardiovasculares.

Já para não falar nos diversos gases presentes no fumo do tabaco e que afectam a respiração, podendo desencadear os sintomas que estão na origem de inúmeras doenças respiratórias. E entre as doenças associadas ao tabagismo está em primeiro lugar o cancro do pulmão – não é  causa única, mas calcula-se que 90 por cento dos casos estejam relacionados com o fumo. A DPOC também tem no tabaco a sua principal causa. Tosse constante, com abundante produção de muco, é um dos sintomas, a que se junta o cansaço frequente – o que acontece é que, como o nome indica, há uma obstrução das vias respiratórias, o que afecta a função respiratória.

Menos falados são os efeitos do tabaco na fertilidade, mas existem. Na mulher, o tabaco parece ser responsável por uma menopausa precoce e, quando associado à toma da pílula contraceptiva, aumenta em cerca de dez vezes o risco de doença cardíaca. E fumar durante a gravidez aumenta a probabilidade de bebés prematuros e com peso reduzido. É que durante a gestação a nicotina existente no sangue materno passa para o feto através da placenta.

E quando a mãe fuma o pequeno coração bate mais depressa e o sangue que recebe contém substâncias nocivas e oxigénio insuficiente, o que pode afectar o desenvolvimento do bebé e aumentar a vulnerabilidade a algumas doenças respiratórias.

A estas consequências negativas do tabaco para o próprio fumador juntam-se os efeitos sobre os não fumadores: é o chamado tabagismo passivo.

Há quem lhe chame vício, há quem diga que é apenas um hábito. Certo é que cada um tem as suas razões para acender um cigarro. Um gesto que, na maioria das vezes, começa na adolescência, a idade de todas as experiências.

 

É a idade em que a integração no grupo de pares é decisiva, pelo que, para ser aceite ou apenas por curiosidade, são muitos os rapazes e raparigas que fumam o seu primeiro cigarro nesta altura da vida. Para uns a experiência fica por aqui, para outros repete-se uma vez e outra até que fumar passa a ser prática comum.

 

E são muitos os motivos para fumar. Porque se está em grupo, quando se está sozinho à espera de alguém, quando se festeja ou quando se está triste. Todas as razões são legítimas, porque a verdade é que fumar depende do livre arbítrio de cada um.

 

Mas razões e vontades à parte, o que é indesmentível é que fumar é prejudicial à saúde. Causa mau hálito, contribui para o envelhecimento precoce da pele, é um factor de risco para doenças gástricas e, sobretudo, para doenças cardiovasculares. Mas os malefícios não ficam por aqui, o tabaco está associado a vários tipos de cancro, entre os quais o do pulmão, além de doenças respiratórias (como a doença pulmonar obstrutiva crónica – DPOC), tosse, garganta irritada, entre outros. E causa também dependência.

 

 

 

Uma mão cheia de riscos

 

O tabaco causa dependência, física e psíquica, devido ao facto de conter nicotina, uma substância existente na folha do tabaco e que viaja até aos pulmões “à boleia” do alcatrão presente no fumo do tabaco. Quando o fumo é inalado, a nicotina entra no sistema respiratório e daí passa para o fluxo sanguíneo.

 

Ora, a nicotina é uma substância psicoactiva que causa dependência: quanto mais se fuma, mais o organismo fica dependente, pelo que reage quando lhe sente a falta. Emergem então os chamados sintomas da abstinêncianervosismo, ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração, insónias.

 

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Os pensamentos fixam-se no tabaco e o fumador é levado a desenvolver todos os esforços para conseguir fumar mais um cigarro. Acontece assim com qualquer dependência, seja ela de que substância for – no caso do álcool também. Não é apenas a nicotina que torna o tabaco nocivo. É que, além dela, na sua composição entram cerca de quatro mil químicos, 40 dos quais são considerados um factor de risco para o desenvolvimento de cancro.

 

Amoníaco, arsénico, butano, cádmio, monóxido de carbono são apenas alguns, a que se juntam substâncias como a amónia e a glicerina cujos efeitos para a saúde, quando queimadas e inaladas, ainda não estão esclarecidos. É, pois, uma mão cheia de riscos. E, além da dependência, está provada a influência da nicotina sobre a pressão arterial, fazendo com que os valores aumentem, constituindo um factor de risco para o desenvolvimento de hipertensão arterial. Também a necessidade de oxigenação do coração aumenta, além de que provoca um aumento dos níveis de açúcar no sangue (glicemia) e do “mau” colesterol” (LDL) no sangue.

 

Por sua vez, o alcatrão fixa-se nas paredes dos pulmões, causando danos no sistema respiratório e sendo, até, um factor de risco para vários tipos de cancro. Já o monóxido de carbono reduz a quantidade de oxigénio no sangue e, consequentemente, nos tecidos, estando relacionado com a aterosclerose, um factor de risco para as doenças cardiovasculares.

 

Já para não falar nos diversos gases presentes no fumo do tabaco e que afectam a respiração, podendo desencadear os sintomas que estão na origem de inúmeras doenças respiratórias. E entre as doenças associadas ao tabagismo está em primeiro lugar o cancro do pulmão – não é  causa única, mas calcula-se que 90 por cento dos casos estejam relacionados com o fumo. A DPOC também tem no tabaco a sua principal causa. Tosse constante, com abundante produção de muco, é um dos sintomas, a que se junta o cansaço frequente – o que acontece é que, como o nome indica, há uma obstrução das vias respiratórias, o que afecta a função respiratória.

 

Menos falados são os efeitos do tabaco na fertilidade, mas existem. Na mulher, o tabaco parece ser responsável por uma menopausa precoce e, quando associado à toma da pílula contraceptiva, aumenta em cerca de dez vezes o risco de doença cardíaca. E fumar durante a gravidez aumenta a probabilidade de bebés prematuros e com peso reduzido. É que durante a gestação a nicotina existente no sangue materno passa para o feto através da placenta.

 

E quando a mãe fuma o pequeno coração bate mais depressa e o sangue que recebe contém substâncias nocivas e oxigénio insuficiente, o que pode afectar o desenvolvimento do bebé e aumentar a vulnerabilidade a algumas doenças respiratórias.

 

A estas consequências negativas do tabaco para o próprio fumador juntam-se os efeitos sobre os não fumadores: é o chamado tabagismo passivo.

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