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Psoríase – Dossier Informativo

12 Dezembro, 2007 0

As publicações científicas mais recentes apontam nesse sentido e especialistas franceses já demonstraram que certos papilomavirus poderiam representar o seu papel no aparecimento da doença.

Vários estudos encontraram traços de alguns papilomavirus numa grande quantidade de pacientes atingidos por psoríase familiar. Integrando-se no património celular, estes vírus muito particulares provocam uma mutação genética que poderá ser favorável ao desenvolvimento desta doença.

Esta mutação, que se transmitirá de pais para filhos, permitiria explicar os casos de transmissão hereditária da doença. Novos estudos estão a decorrer para aprofundar a questão. Se os dados se confirmarem, permitirão seguir melhor os doentes e seus familiares.

A psoríase não está ligada a desordens psicológicas, mas certos factores psicológicos têm uma parte da responsabilidade na aparição da doença: não é raro que se desencadeie ou que surjam surtos após um esgotamento profissional ou choques emocionais. De aspecto inestético e consequentemente incómodo nas zonas expostas, a psoríase pode também provocar repercussões psicológicas nas pessoas atingidas no conjunto do corpo.

Outros elementos podem igualmente provocar ou agravar a doença: a diabetes, o tabaco, o álcool, certos medicamentos (betabloqueadores, sais de lítio…).

3. Números em Portugal

A psoríase atinge cerca de 1.5-2%, que corresponde a 150-200.000 doentes com psoríase em Portugal. A maior incidência é em adultos jovens.

4. Impacto da doença

O impacto da doença na qualidade de vida dos doentes mede-se não só pelo envolvimento físico, mas também na repercussão que tem a nível familiar, social, profissional, emocional e psicológico.

Relativamente, ao envolvimento físico há a considerar a extensão e localização das lesões (por exemplo, nas palmas e plantas, face, mãos), o prurido, o ardor, o compromisso articular, etc. a repercussão a nível familiar e social inclui as actividades de rotina diária, as relações sociais em geral, a frequência de locais públicos, a actividade sexual, as relações a nível profissional, etc. A nível da repercussão emocional e psicológica há a considerar a sensação de rejeição, de culpa, de vergonha a que estes doentes estão fortemente sujeitos, podendo levar a depressões e ideias suicidas.

5. Formas de Tratamento

Não existe uma cura definitiva para a esta doença, mas sim um conjunto variado de tratamentos, cujo uso isolado ou em associações permite controlar os sintomas na maioria dos casos.

Cada doente tem a sua especificidade, pelo que estas terapêuticas devem ser usadas criteriosamente, de acordo com as indicações adequadas para cada caso e respectiva fase de evolução e com respeito pelas regras de segurança, para evitar eventuais efeitos secundários ou agravamento da própria doença.

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