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Varicela, 2ª edição

17 Junho, 2009 0

Para alguns doentes o risco maior é o de a dor se prolongar muito para além da cicatrização das vesículas: trata-se de uma condição designada por nevralgia pós-herpética. O que acontece é que as fibras nervosas danificadas pelo vírus enviam mensagens de dor exageradas da pele para o cérebro, o que deixa a parte do corpo afectada extremamente sensível ao toque. O simples contacto com a roupa pode ser insuportável.

 

Prevenir o contágio

A zona desaparece, normalmente, ao fim de algumas semanas, podendo até curar-se por si mesma, mas dada a intensidade de sintomas como a dor e a possibilidade de complicações é fundamental tratá-la.

Medicamentos antivíricos são usados para encurtar a duração e diminuir a gravidade dos sintomas. Para aliviar a inflamação pode ser prescrito um anti-inflamatório, enquanto para a dor – e dada a sua intensidade – podem ser necessários medicamentos narcóticos (opióides). O alívio do prurido é conseguido com a aplicação de uma loção à base de calamina, tal como na varicela.

E, à semelhança da varicela, a zona é uma doença altamente infecciosa com o contágio a ocorrer por contacto directo com as vesículas, sobretudo se estiverem abertas. Porém, a pessoa infectada irá desenvolver varicela, não zona, o que significa que quem nunca teve varicela é mais vulnerável a este contágio.

Daí que aos doentes com zona se recomende que, até as vesículas cicatrizarem, evitem o contacto com pessoas que nunca tiveram varicela, com pessoas cujo sistema imunitário esteja fragilizado, com recém-nascidos e grávidas.

A única forma de prevenir a zona (tal como a varicela) é a vacinação. Não é uma garantia automática de que se está imune à doença, mas oferece um elevado grau de protecção.

Neste momento a vacina contra o herpes zóster não está disponível no nosso país.

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

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