Varicela, 2ª edição
Para alguns doentes o risco maior é o de a dor se prolongar muito para além da cicatrização das vesículas: trata-se de uma condição designada por nevralgia pós-herpética. O que acontece é que as fibras nervosas danificadas pelo vírus enviam mensagens de dor exageradas da pele para o cérebro, o que deixa a parte do corpo afectada extremamente sensível ao toque. O simples contacto com a roupa pode ser insuportável.
Prevenir o contágio
A zona desaparece, normalmente, ao fim de algumas semanas, podendo até curar-se por si mesma, mas dada a intensidade de sintomas como a dor e a possibilidade de complicações é fundamental tratá-la.
Medicamentos antivíricos são usados para encurtar a duração e diminuir a gravidade dos sintomas. Para aliviar a inflamação pode ser prescrito um anti-inflamatório, enquanto para a dor – e dada a sua intensidade – podem ser necessários medicamentos narcóticos (opióides). O alívio do prurido é conseguido com a aplicação de uma loção à base de calamina, tal como na varicela.
E, à semelhança da varicela, a zona é uma doença altamente infecciosa com o contágio a ocorrer por contacto directo com as vesículas, sobretudo se estiverem abertas. Porém, a pessoa infectada irá desenvolver varicela, não zona, o que significa que quem nunca teve varicela é mais vulnerável a este contágio.
Daí que aos doentes com zona se recomende que, até as vesículas cicatrizarem, evitem o contacto com pessoas que nunca tiveram varicela, com pessoas cujo sistema imunitário esteja fragilizado, com recém-nascidos e grávidas.
A única forma de prevenir a zona (tal como a varicela) é a vacinação. Não é uma garantia automática de que se está imune à doença, mas oferece um elevado grau de protecção.
Neste momento a vacina contra o herpes zóster não está disponível no nosso país.
FARMÁCIA SAÚDE – ANF
www.anf.pt
Páginas: 1 2

