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Sono e insónia na idade Sénior

Dormir é uma necessidade biológica que permite restabelecer as funções físicas e psicológicas essenciais para se sentir bem-estar, um funcionamento (bio, psíquico e social) na plenitude. Há uma discussão interminável sobre a quantidade de horas de que precisamos de dormir, ao longo da vida.

Acontece que a necessidade de dormir varia de pessoa para pessoa. Na idade sénior, o processo do envelhecimento é acompanhado de modificações na quantidade e qualidade do sono. São de diferente índole os factores que contribuem para os problemas do sono, na idade sénior: dores decorrentes de doença crónica ou alterações que são acompanhadas de desconforto físico; factores ambientais; desconfortos emocionais; alterações no padrão do sono, neste caso com queixas de estar na cama sem dormir, com dificuldade para reiniciar o sono, um despertar matinal cada vez mais cedo, entre outras.

Além dessas queixas há a referir a sonolência e fadiga diurna, intercaladas com pequenos cochilos.

O sénior vai perdendo capacidade adaptativa às perturbações emocionais que também concorrem para o acréscimo de problemas de sono. Daí as queixas frequentes dos idosos com as instabilidades de sono, responsabilizando este modo de dormir pelo cansaço, perda de atenção e memória, pelo gosto de viver e pelo aumento da ansiedade.

Não é fácil falar sobre o sono, pois quando dormimos, há diferentes ciclos de sono, nem todos têm o mesmo poder restaurador das funções orgânicas, há fases de sono mais profundo e outras mais superficiais. A arquitectura do sono altera-se na idade sénior: diminuição da duração dos ciclos, aumento do número e duração dos despertares nocturnos.

No envelhecimento há também uma alteração no ciclo circadiano, que é o ritmo de distribuição das actividades biológicas ao longo de, aproximadamente, 24 horas.

Temos depois um conjunto de distúrbios que são mais usuais no processo de envelhecimento: a insónia (dificuldade de iniciar ou manter o sono), a apneia do sono (interrupção do fluxo do ar pela boca ou nariz durante alguns segundos), maior sensibilidade à luz ou à temperatura. É bastante elevado o número de causas que podem provocar distúrbios de sono, mas no envelhecimento poderão ter grande importância as doenças crónicas e outras: Alzheimer, artrite, cardiopatias, doença pulmonar obstrutiva crónica, diabetes, refluxo gastro-esofágico, Parkinson, úlcera, doença renal, síndrome de pernas inquietas.

Enfim, devemos dedicar a maior atenção ao dormir bem, para isso é preciso procurar identificar o nosso mau sono e o que está por detrás do estado de insónia, um dos flagelos do mau viver dos seniores.

Casos há em que devemos requerer o aconselhamento do médico, noutros teremos toda a vantagem em saber tirar partido do aconselhamento farmacêutico.

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Sono e insónia na terceira idade

Ao contrário do que muita gente pensa, a quantidade de sono necessária não se reduz só porque se chegou à idade sénior. Mas importa reconhecer que a capacidade para obter esta quantidade de sono durante um único período diminui a partir dos 60 ou 65 anos, o sono torna-se mais fragmentado e superficial, com o avançar da idade potencia-se a ansiedade ou depressão ou até mesmo o peso da solidão. A insónia torna-se a queixa mais comum. Na idade sénior, a insónia é muitas vezes do tipo matinal: o idoso acorda demasiado cedo e não consegue adormecer outra vez com facilidade; torna-se frequente acordar muitas vezes durante a noite ainda que por breves segundos; o aparecimento de doenças de saúde e a interacção de medicamentos podem perturbar o sono. Observe-se que o sono dos idosos está menos concentrado na noite e está mais disperso no dia, quer dizer que há uma maior tendência para dormir durante o dia, sobretudo de manhã.

Para controlar a insónia, usam-se intervenções não medicamentosas mas também as medicamentosas. Compete ao médico avaliar os fundamentos que estão por detrás da insónia que se caracteriza pelas seguintes situações: dificuldade em adormecer, acordar demasiado cedo de manhã e por se apresentar permanentemente a queixa de que não há sono reparador. É o médico quem vai avaliar se essa insónia é crónica ou intermitente, se tem por causa uma doença ou questões relacionadas com a higiene de vida do sono.

O médico avalia a história do doente que sofre de insónias, nomeadamente no que diz respeito à possível toma de medicamentos ou o consumo de substâncias que possam interferir com o sono normal, é a ele que compete a decisão de alterar a terapêutica. Nas intervenções não medicamentosas o aconselhamento farmacêutico pode revelar-se de maior importância. Como se passa a descrever.

 

Quer dormir bem, ter um sono com qualidade? Fale com o seu farmacêutico

Na sua farmácia, tem ao seu dispor uma brochura onde encontrará informações úteis sobre o que nos pode acontecer quando não dormimos o suficiente e como devemos actuar para ter uma boa noite de sono.

É desejável contar com a equipa da farmácia para identificar e controlar os factores que interferem com o sono numa perspectiva de, gradualmente, retomar um sono com qualidade.

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Quando conversar com o seu farmacêutico, há-de observar que, se o seu caso não exigir manifestamente consulta médica, ele irá sugerir intervenções não medicamentosas quando se queixa de insónias e outras perturbações do sono.

A higiene do sono é indispensável para reduzir os factores que podem conduzir à insónia: ir para a cama a horas certas, não permanecer na cama sem sono, o estar protegido o melhor possível das agressões exteriores, fazer exercício regular, mas não antes de se deitar, não beber bebidas excitantes depois das 16 horas, beber muito moderadamente álcool, o dispor de um regime alimentar que permita que não vá para a cama com a sensação de enfartamento.

Também o dormir num quarto com uma boa temperatura ambiente, não estar à noite muito tempo diante da televisão ou do computador e evitar as sestas demasiado longas, durante o dia, são medidas a por em prática. Há um conjunto de recomendações complementares que podem, também, ajudar: desde o duche quente a não ter os pés frios, tomar uma infusão, etc.

Há que saber identificar os comportamentos que possam estar a agravar a insónia para os evitar.

Sinta-se disponível para conversar com o seu farmacêutico e peça-lhe conselho sobre as eventuais causas do distúrbio do sono, quais as técnicas de relaxamento muscular e gestão da ansiedade, se for caso disso.

Conte igualmente com o seu farmacêutico para o aconselhar relativamente à terapêutica farmacológica da insónia que o seu médico lhe prescreveu.

Não se esqueça que o uso crónico de medicamentos condiciona o desenvolvimento de aptidões para lidar com a insónia…

É verdade que uma elevada percentagem de seniores consome medicamentos para o sono, no entanto estes medicamentos não são isentos de riscos e é necessário tomar algumas precauções. Conversando com o seu farmacêutico, ficará a saber que todas as insónias são diferentes, se acaso estiver a tomar um medicamento para dormir será necessário respeitar a prescrição do médico, nomeadamente quanto à duração da toma.

Prolongar a toma destes medicamentos pode resultar em habituação, com perda do efeito pretendido, ou em dependência.
Em caso de dúvida, informe sobre todos os medicamentos e produtos de saúde que se encontra a tomar. Desta forma, o seu farmacêutico pode avaliar a segurança da terapêutica e, se necessário, falar com o médico.

O fundamental, não se esqueça, é que os profissionais de saúde querem que tenha um sono de qualidade e que durma bem para dar mais vida aos anos.

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

www.anf.pt

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