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Reduzir ou aumentar: eis a questão!

16 Agosto, 2007 0

As mulheres que decidem modificar o volume dos seios fazem-no essencialmente por razões estéticas. Embora, muitas vezes, a opção se escude em razões clínicas para não assumir claramente a razão estética. No entanto, há situações em que mulheres com seios grandes e pesados têm problemas de colu­na: sentem tendência para posições que cedem ao volume e peso do peito, o que origina mal-estar. A cirurgia surge como correcção de posições, satisfação pessoal e melhores condições de vida.

Menos falada que o aumento dos seios, a redução mamária, segundo indica o Dr. Reis Maia, cirurgião plástico, «é uma cirurgia procurada, geralmente, pelas mulheres com mais de 40 anos, mas que pode ir até aos 60 ou 70 anos. Porém, as jovens, entre os 18 e os 20 anos, que têm problemas de hipertrofia mamária, podem também querer reduzir os seios, justificando-se a necessidade da intervenção cirúrgica».

A cirurgia que visa diminuir o peito, nas suas diferentes técnicas, tem o mesmo objectivo: resolver a insatisfação física//clínica da mulher.

«O mamilo tem de ser mantido vivo, através de um pedículo vascular, que o irriga. É aqui que as opções diferem: pode ser utilizado um só pedículo, inferior ou superior, ou dois pedículos. Para mamas maiores, há técnicas preferíveis e para as mais petosadas, mais descaídas do que volumosas, poder-se-á optar por outras. Variam apenas pelo tipo e número de pedículos», explica Reis Maia, acrescentando:

«Cada cirurgião utiliza a técnica que considera melhor. No fundo, resume-se a retirar grande parte da mama e tecido gordo, para depois se reconstruir o formato da mesma, mantendo sempre o complexo aureolo-mamilar viável e com sensibilidade.»

Quando questionado sobre os cuidados a ter no pós-operatório, o especialista afirma serem, «sobretudo, o uso de um sutiã de contenção para que a mama se mantenha moldada e posicionada no local para onde foi transposta. E, naturalmente, durante os primeiros tempos não fazer esforços, não pegar em pesos, havendo também alguma limitação na condução automóvel. A partir das três semanas, regra geral, a mulher já faz a sua vida normal».

No que diz respeito à diminuição de volu­me e peso do peito, a mulher sentir-se-á muito mais aliviada.

O cirurgião informa que «os resultados são quase sempre satisfatórios e a mulher sente-se mais gratificada. O senão desta cirurgia são as cicatrizes que resultam da intervenção, já que esta se faz à custa de cicatrizes que são visíveis e que podem ter uma evolução mais ou menos favorável. Depende da pessoa, das características da pele e sua capacidade de regeneração. As mulheres podem ficar um pouco desgostosas, mas na maioria dos casos o resultado é gratificante. O médico tem a obrigação de alertar as pacientes e informar que após a operação isso pode acontecer».

Implante mamário

Por outro lado, a mulher que quer aumentar o tamanho dos seios tem na base da sua decisão uma motivação estética.
Reis Maia salienta as diferenças nestes casos: «A faixa etária mais comum é entre os 20 e os 40, podendo ir até aos 50 anos. Após esta idade não é vulgar – a não ser que seja uma mulher com um peito atrofiado, que nunca teve coragem e que chega a uma certa idade e diz – “É agora, está decidido!”».

Para o especialista, «o resultado estético depende muito da mama que a mulher tem. Quando se tem uma mama atrófica, desabitada, mas com uma boa pele, nós preenchemos com uma prótese e conse­guimos dar-lhe um volume, uma tonicidade e do qual resulta um peito bonito. Obtêm-se óptimos resultados em mu­lheres de 30 e 40 anos, mas é entre os 20 e 30 que se verificam os melhores resultados, os mais bonitos».

Actualmente, a técnica cirúrgica mais utilizada é aquela em que se introduz uma prótese de silicone texturada, que tenha superfície rugosa, para evitar a formação de cápsula. Há vários tipos de silicone – mais fluído ou mais espesso – e a escolha da prótese tem a ver com a sensibilidade do médico em pressentir o que a pessoa quer, tendo sempre em conta factores como a idade e a forma que o peito tem. É fundamental uma boa comunicação entre o médico e a mulher para que este aconselhe a melhor forma de obter o resultado pretendido.

«No período pós-operatório é de evitar movimentos bruscos com os braços – o deslize da prótese pode provocar sangramento e causar hematomas. É preciso ter atenção aos traumatismos e ter precaução, recato nos primeiros tempos.

É uma recuperação relativamente rápida e se a mulher tiver determinados cuidados, ao fim de 10 dias faz a sua vida normal», esclarece Reis Maia, acrescentando:
«Os principais riscos neste período são os hematomas e as infecções, apesar de raras, e a rejeição da prótese, o que também é pouco vulgar. A posteriori, caso haja hematoma, pode haver a formação de uma cápsula fibrosa que torna a mama dura e um pouco disforme. Obriga a uma reintervenção externa, apenas manual; ou cirúrgica, para abrir a cápsula e recolocar a prótese no seu sítio.»

No que diz respeito aos resultados finais, se tudo correr bem, as mulheres ficam muito satisfeitas. Principalmente as jo­vens que não têm peito, que tenham uma mama atrófica e que têm desejo de ter um peito de uma «teenager».

Por fim, para as mulheres que procuram reduzir ou aumentar o peito, o especialis­ta refere que «a Sociedade Portuguesa de Cirurgia Plástica e Estética tem alertado para o seguinte: existem pessoas a operar que não estão devidamente qualificadas para fazer este tipo de cirurgias. Há que ver qual é a melhor solução e escolher o especialista certo para realizar a intervenção. Com abertura, empatia e confian­ça no médico a decisão tomada deste modo facilita os bons resultados.»

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