Quando a atenção é um obstáculo
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Estas características traduzem-se em dificuldades reais na aquisição de competências no “seu curriculum académico” e nem sempre acompanham os colegas da turma, à velocidade esperada. “Denotam-se ainda contrariedades nas relações com os pares porque apresentam frequentemente problemas pragmáticos de linguagem (dificuldade em organizar as ideias enquanto conversam, respeito pelos tempos de conversação, manutenção do tema durante a conversa de acordo com o interesse do outro interlocutor e dificuldades na compreensão da informação oral)”. Estas crianças tornam-se assim um verdadeiro desafio para os professores, para os pais, para os amigos e para eles próprios.
Diagnóstico da PHDA
É um diagnóstico complexo e requer “uma avaliação sistematizada e rigorosa, realizada por equipas multidisciplinares compostas por pediatras do desenvolvimento, um pedopsiquiatra, um neuropediatra e psicólogos”. O diagnóstico clínico inclui informação acerca da história familiar e médica da criança, um exame físico, entrevistas aos pais e à criança, questionários de comportamento preenchidos pelos pais e professores e observação. A equipa multidisciplinar conta com uma variedade de testes psicológicos para avaliar as aptidões intelectuais da criança e o ajustamento social e emocional da mesma.
Se suspeitar que o(a) seu (sua) filho(a) tem dificuldades de atenção e/ou hiperactividade, deve falar com o pediatra ou o seu médico de família para que seja dado o encaminhamento adequado. A colaboração dos familiares e professores, em conjunto com os médicos e psicólogos, é essencial para que seja efectuado um diagnóstico correcto e seja delineado um plano de tratamento para a criança com PHDA. “O tratamento compreende a terapêutica farmacologia e a intervenção psico-educativa”, explica Luísa Teles.
Ajude o seu filho!
Perante um diagnóstico de PHDA, deve mostrar-se disponível para ajudar a criança. Terá de se adaptar às suas necessidades e mostrar ao(à) seu(sua) filho(a) que fará tudo para o(a) ajudar. Pense bem nas recompensas que lhe promete, se considerar que as mesmas não são eficazes na mudança de comportamento da criança.
Mantenha-se calmo, positivo e optimista. Utilize uma linguagem clara e crie algumas regras a que o(a) seu(a) filho(a) se deve adaptar. Escreva uma lista de regras que a criança terá de cumprir e explique-lhe, objectivamente, o que espera dele, mostrando-lhe que fica satisfeito quando ele(ela) adopta o comportamento pretendido.
Jornal do Centro de Saúde
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