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Nas sociedades modernas, 50% das mulheres abandonam a amamentação aos 3 meses, mas…

28 Junho, 2007 0

Diversificação alimentar Dos 6 meses em diante é tempo de começar, paulatinamente, a introduzir outros alimentos na dieta da criança e na opinião deste pediatra «não é absolutamente mandatório iniciar pela fruta, pelos legumes ou pelos cereais».

Para este médico, é uma boa prática começar a alimentação diversificada por «uma farinha láctea sem glúten, de consistência cremosa e com um paladar não muito distante do leite, o que aumenta a possibilidade de sucesso da primeira refeição fornecida pela colher».

Embora seja uma prática habitual a utilização do sumo de fruta como primeiro alimento na diversificação, é desejável que o seu consumo seja feito sob a forma de uma papa «utilizando a peça inteira de modo a poder beneficiar de todos os nutrientes que a fruta fornece», esclarece António Guerra.

Este clínico não aconselha de início a utilização de frutos com maior potencial alergogénico, como o kiwi, citrinos ou os morangos. A maçã, a banana ou a pêra são os mais adequados no princípio da diversificação.

É, também, importante respeitar a introdução de um alimento novo com intervalos de, pelo menos, cinco dias, por uma razão muito simples.

«Podem surgir alergias/intolerâncias e dessa forma é mais fácil identificar o elemento causal», explica o especialista.
A consistência dos novos alimentos a introduzir passará progressivamente de cremosa a grumosa e pastosa, esta a partir dos 8 meses, altura em que o lactente está apto a iniciar o processo de mastigação.

António Guerra indica que «estes passos são temporalmente importantes, de modo a evitar que crianças com 18, 24, ou mesmo 36 meses recusem qualquer alimento que não seja fornecido sob a forma cremosa.

Se há uma comprovada história familiar de patologia alérgica, a introdução de alguns alimentos deverá ser mais tardia. Por exemplo, os ovos devem apenas ser colocados à disposição da criança aos 2 anos de idade e mais tarde, aos 36 meses, é que pode surgir o peixe.

Nos primeiros meses de vida as proteínas do leite de vaca são as que constituem maior risco de alergia para a criança.

A percentagem desce ao longo do segundo/terceiro ano de vida.

Os malefícios do sal A partir do primeiro ano de vida, é recomendável que a criança inicie uma integração progressiva na dieta familiar, naturalmente, desde que os pais respeitem os princípios de uma alimentação saudável.

A adição de sal aos alimentos dados à criança não é recomendável. Sobretudo pelo que essa atitude pode representar na idade adulta.
«O teor de sal intrínseco dos alimentos fornece de modo adequado as necessidades diárias em sódio, não sendo por isso necessário a sua adição aos alimentos», explica o médico.

Neste sentido, António Guerra é peremptório:
«Não há motivo e não é recomendável habituar a criança ao sal desde muito cedo, porque vai comportar riscos de tensão arterial elevada mais tarde. Por isso, é importante não criar apetência pelo alimento com sal.»

O mesmo se aplica à utilização de açúcar, por motivos comprovados: o desenvolvimento de cáries e de patologias crónicas degenerativas na idade adulta.

Comer muito não significa saúde Alguns pais entendem que os filhos comem sempre pouco e, por isso, tendem a colocar mais e mais alimento no prato, até acharem que é suficiente. Este comportamento não favorece um factor essencial no crescimento da criança: a manutenção de um peso equilibrado, nem mais, nem menos daquilo que é considerado normal.

Um dos motivos para o aumento de peso numa criança é a ingestão energética e proteica muito elevada desde o início da vida, facto que condiciona o risco de obesidade.

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