“Mãe, tenho medo do escuro!”
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E se o “monstro” aparecer, porque não procurá-lo debaixo da cama ou no roupeiro, pegar-lhe por uma orelha, abrir a janela e espantá-lo? É mais eficaz do que o melhor dos discursos: dizer que não existem monstros nem papões até pode convencer a criança a deitar-se, mas não faz desaparecer o medo.
Com o tempo, o medo do escuro acaba por desvanecer-se. Mas pode persistir até à adolescência, sem que seja sinal de um problema: afinal, é um medo simbólico. E é no escuro que algumas interrogações se colocam, sobretudo na idade de todas as dúvidas e todas as certezas.
Medos para todas as idades
Ter medo é natural. E é mesmo uma reacção que acompanha a infância nas suas diferentes etapas, logo a partir do nascimento:
• Até aos seis meses, o bebé tem medo dos ruídos bruscos, das luzes fortes, de cair e de perder o apoio;
• Dos sete aos doze meses, tem medo dos rostos desconhecidos, de quem o possa separar da mãe, dos objectos que surgem bruscamente no seu campo visual;
• Pelos dois anos, começa a ter medo do escuro, dos animais, das máquinas, das mudanças no seu ambiente, dos trovões;
• Dos três aos seis anos, domina o medo do escuro e, com ele, o medo de dormir só, de ser separado dos pais; surge o medo da doença e da morte;
• Dos seis aos doze anos, os medos são mais reais: acidentes, incêndios, ladrões e ainda a morte; a criança é impressionável pelo que vê e ouve, colocando questões sobre o que a rodeia, preocupando-se com o que lhe possa acontecer e sendo incapaz de relativizar os perigos.
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