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Hiperactividade: Crianças ligadas à corrente

5 Agosto, 2012 0

Perante este quadro é necessário intervir. Na escola e em casa. Porque os medicamentos apenas oferecem transitoriamente a possibilidade de se comportarem de forma diferente, interrompendo o processo de rejeição, mas não resolvem a perturbação. Daí que os medicamentos sejam, em regra, associados às chamadas terapias comportamentais e cognitivas, destinadas tanto às crianças como aos pais.

Ajudam os hiperactivos a reflectir antes de agir e dão aos pais as ferramentas que lhes permitirão incentivar os filhos nesta nova atitude. A missão do terapeuta é mostrar que é possível planificar e organizar a vida quotidiana, em vez de fazer tudo e nada ao mesmo tempo.

 

Regras simples mas eficazes

É preciso motivar as crianças hiperactivas. O que se consegue estabelecendo regras, algumas muito simples: só começar uma tarefa depois de concluída a anterior, arrumar os brinquedos após cada utilização, permanecer à mesa até ao prato principal (para evitar que se levante de cinco em cinco minutos), fazer os trabalhos de casa num ambiente sem distracções (afastando objectos que possam suscitar distracção).

O importante é que a criança hiperactiva reflicta sobre o seu comportamento e perceba que existem alternativas. E com esse objectivo cabe aos pais e professores agir, em vez de reagir. Para estas crianças, a qualidade do ensino passa por uma estratégia que lhes aumente a concentração.

Sentarem-se na primeira fila ajuda: ficam mais próximas do docente e do quadro, têm menos oportunidades de se distraírem com os colegas (e de os distraírem); por outro lado, esta proximidade permite ao professor enfatizar a importância do que está a dizer ou escrever, chamando à atenção, verificando se estes alunos compreenderam o que foi transmitido. Perante crianças hiperactivas, que não param quietas, há que deixar-lhes alguma margem de manobra e permitir, por exemplo, que se levantem uma vez ou outra.

Tanto na escola como em casa há que saber recompensar os avanços – os esforços, como os sucessos.

Mas também há que saber punir sempre que não completa uma determinada tarefa. Com equilíbrio e justiça, naturalmente. Para que recompensas e punições tenham o devido efeito na construção da autoestima da criança.

[Continua na página seguinte]

A ajuda dos pais

A hiperactividade afecta tanto as crianças como os pais, que se esgotam em múltiplas tentativas para lidar com esta situação difícil. De tudo experimentam e muitas vezes sentem faltar-lhes a coragem. Mas podem, de facto, ajudar os filhos a concentrar-se e a protagonizar comportamentos mais tranquilos e estáveis. Aqui ficam algumas sugestões:

• Criar regras simples e explicar à criança o que pode acontecer se transgredir, sendo que os castigos devem ser rápidos e consistentes, além de justos naturalmente;

• Estabelecer horários e prazos, uma forma de ajudar estas crianças que estão em constante actividade, se distraem e esquecem facilmente das suas tarefas;

• Acompanhar a criança no desempenho das suas tarefas, de modo a combater as dificuldades de concentração;

• Recompensar os esforços, não apenas os bons resultados.

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