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Higiene Íntima: da Puberdade à Menopausa

6 Agosto, 2008 0

A tricomoníase tem como agente causador a tricomonas, um parasita associado a maior parte das vezes à transmissão sexual. Os seus sintomas traduzem-se também no eritema e por vezes edema da região vulvar (sobretudo dos grandes lábios), prurido, ardor (sendo este mais acentuado a maior parte das vezes do que o prurido), dispareunia e aparecimento de um corrimento amarelado, por vezes esverdeado, com cheiro forte e desagradável.

A vaginose ocorre, como já foi referido, sem infecção propriamente dita, mas associada a um aumento de determinadas populações bacterianas que se aproveitam da debilitação ou dimi-nuição de outras.

Os agentes mais habitualmente associados a esta situação são a gardnerella e o mobiluncus, e caracteriza-se pelo aparecimento de um corrimento muito abundante, por vezes branco acinzentado, com odor fétido. Em metade dos casos não coexiste qualquer outro sintoma para além do aparecimento deste corrimento.

 

TERAPIAS

O tratamento pode ser feito quer localmente, com a utilização de comprimidos vaginais ou creme, quer por via oral e de curta duração com bons resultados. Por vezes, o desequilíbrio da flora vaginal por deficiência crónica nos bacilos de Doderlein, os responsáveis pela acidificação da vagina, facilita a rep-tição das vulvovaginites por Candida albicans o que pode implicar tratamentos mais prolongados.

 

PRODUTOS

Um produto adequado à higiene íntima deve contemplar o objectivo de prevenir situações que desequilibrem a normal proporção das populações que habitam o tracto genital feminino. Assim, é recomendável um produto com propriedades descongestionantes e tonificantes que mantenha intactas as defesas naturais da mucosa genital.

Não é objectivo desses produtos abolir qualquer tipo de “corrimento”, já que o aparelho genital inferior da mulher, em particular vagina e vulva, têm uma humidade natural, causada por secreções naturais que variam em volume, cor, odor, consistência e viscosidade de mulher para mulher e de acordo com a fase da vida. Antes da puberdade e após a menopausa existe uma secura vaginal característica motivada pelos níveis reduzidos de estrogénios.

É de recordar que o sabão é um detergente e como tal facilita a dissolução e remoção dos resíduos ligados às gorduras, pelo que não tem qualquer vantagem o seu uso no aparelho genital.

Como se não bastasse, apresenta um pH alcalino o que será desde logo agressivo para a vagina que apresenta um meio ácido. O sabonete é habitualmente partilhado e como tal apresenta um risco acrescido de contaminação; por outro lado, a sua exposição leva à deposição de poeiras e sujidade.

Não devem também ser utilizados produtos perfumados, desodorizantes íntimos ou produtos de irrigação vaginal. Por vezes, estes produtos são demasiado agressivos e como tal provocam reacções inflamatórias, tal como o sabão.

 

HIGIENE ÍNTIMA E SEXUALIDADE

O aumento do pH vaginal leva a sinto-mas de desconforto vaginal, tais como secura vaginal e dispareunia (dor durante as relações sexuais). Um bom produto para higiene íntima da mulher é aquele que protege o meio vaginal tendo em conta as suas características, ou seja, não esquecendo que os tecidos que envolvem o aparelho genital têm um pH (4,5) diferente do resto da pele, que é neutro (7).

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