A gravidez é uma etapa única na vida de uma mulher. Assim, deve ser seguida, de uma forma próxima e rigorosa, por um médico ginecologista e obstetra até o seu bebé nascer.
Durante o parto e após o nascimento, é fundamental a intervenção da equipa de neonatologia, assegurando a viabilidade e o bem-estar do recém-nascido. Conheça duas equipas pluridisciplinares do Hospital dos Lusíadas que, apoiadas pelos mais avançados recursos tecnológicos, se dedicam de forma integrada e personalizada às futuras mães e aos seusrecém-nascidos.
No Hospital dos Lusíadas, após a marcação da consulta, as mulheres grávidas são sempre seguidas pelos obstetras e enfermeiras que integram a Unidade de Obstetrícia e Ginecologia. De realçar que antes de terem a consulta de obstetrícia, as futuras mães passam por uma pré-consulta preparatória.
É no âmbito desta pré-consulta que “é medida a sua pressão arterial e se avalia o seu peso, sendo este também um espaço de ensinamentos sobre a gravidez”, explica António Fonseca, coordenadorda Unidade de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital dos Lusíadas.
“Levar o Hospital a Casa”
Segundo afirma, a filosofia de actuação da equipa desta unidade tem por base uma abordagem humana e pluridisciplinar. “Lançámos a ideia de levar o hospital a casa, que é pioneira e inexistente nos outros hospitais privados”, adianta.
O obstetra justifica que é indispensável que o apoio dado às mulheres grávidas no hospital se estenda ao domicílio, com o objectivo de maximizar a relação médico-futura mãe, com efeitos positivos no acompanhamento. A medida reveste-se da máxima importância num contexto marcado por evoluções sociais, que condicionam a assistência aos novos pais.
“Actualmente, os casais vivem profundamente isolados, isto porque a família está a desaparecer na estrutura social e os seus membros se encontram dispersos”,
acrescenta.
António Fonseca realça ainda a existência de Atendimento Urgente no Hospital dos Lusíadas na área da Obstetrícia e Ginecologia, o qual funciona 24 horas por dia, durante todo o ano e “com uma equipa constituída por dois médicos obstetras, um neonatologista e um anestesiologista em permanência”.
Um nascimento seguro
Criada em plena sinergia com a Unidade de Obstetrícia e Ginecologia, a Unidade de Neonatologia do Hospital dos Lusíadas pretende “assegurar as melhores condições de segurança a todos os bebés que nascem neste hospital”, explica Pedro Silva, coordenador da Unidade de Neonatologia.
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A contratação de uma equipa experiente e especializada e a existência de recursos tecnológicos avançados constituem pontos fortes da Unidade de Neonatologia, que oferece “a garantia de um tratamento e acompanhamento permanentes dos recém-nascidos desde o nascimento até à sua saída da maternidade”, acrescenta.
Pedro Silva realça que todos os médicos neonatologistas têm preparação ao nível dos cuidados intensivos de recém-nascidos, com as mais valias subjacentes. Salienta igualmente que o acompanhamento desde o primeiro minuto de vida, de todos os bebes que nascem no Hospital dos Lusìadas é uma constante da equipa que coordena, reflectindo esta prática uma conduta com uma forte vertente de proximidade, característica da perspectiva assistencial praticada em todo o grupo HPP Saúde.
Segundo afirma “a primeira hora de vida do bebé é extremamente importante e complexa, porque é quando ele nos vai mostrar se já está ,ou não, preparado para a ter uma vida independente do útero materno”.
Reforça que a parceria entre a equipa de neonatologistas e obstetras é fundamental, até porque “se o bebé nascer prematuro ou com alguma deficiência, , a partilha de toda a informação decorrente do período de gestação permite ao neonatologista “receber o bebé de uma forma avisada, e mais eficaz”.
Avaliar a adaptação do recém-nascido
Sempre que um bebé nasce o neonatologista avalia de imediato as suas funções vitais , assegurando desde logo que a transição da “vida intra-uterina” para a vida extra-uterina se faz de forma adequada, e intervindo sempre que necessário.
Nos dois primeiros dias de vida, em que o bébé se mantém com a mãe na maternidade, os neonatologistas examinamno ” da cabeça aos pés”, avaliando as suas capacidades e o regular funcionamento dos diferentes órgãos, “desde o simples acto de mamar até ao mais sofisticado rastreio auditivo”, revela Pedro Silva, coordenador da Unidade de Neonatologia do Hospital dos Lusíadas. Este enfoque traduz-se numa maisvalia, a qual permite agilizar a intervenção precoce sempre que é detectado algum problema, frisa o especialista.
Tecnologia e muito carinho ao serviço do bem-estar do bebé
Segundo Pedro Silva, os recursos tecnológicos de que a Unidade de Neonatologia dispõe aliados ao carinho e humanização dos cuidados prestados ao bébé e à família por parte de médicos e enfermeiros da Unidade são factores determinantes para sucesso. . “Por exemplo, nas salas de parto existem mesas de reanimação neonatal que incluem um ventilador, pelo que se o bebé tiver dificuldade em começar a respirar, pode ser desde logo adequadamente assistido”, explica.
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Acrescenta que os cuidados com os bebés prematuros são também beneficiados pela existência de recursos tecnológicos de última geração. O especialista dá alguns exemplos: “as incubadoras, concebidas para tentar recriar o conforto do útero da mãe, o acompanhamento e envolvimento informado dos pais nos cuidados ao seu bebé, o registo permanente das funções vitais através de monitores adequados, a disponibilidade de ventiladores interactivos, mais adequados às patologias do recém-nascido e à sua necessidade de conforto ou a capacidade de realização do sofisticado estudo ecográfico do cérebro ou do coração sem que o bebé tenha de sair da incubadora, não lhe causando assim qualquer incómodo “.
Trabalho em equipa
António Fonseca reconhece os benefícios nas condições de trabalho, fruto da integração do Hospital dos Lusíadas num grupo privado de saúde com valências várias, principalmente, ao nível da subespecialização, interdisciplinaridade e equipamentos tecnológicos. Reforça a este respeito que “os hospitais privados não podem viver só de um núcleo fechado. As pessoas mais esclarecidas sabem que os médicos não dominam todos os conhecimentos mesmo na sua própria área, daí ser fundamental o trabalho em equipa em todas as especialidades, sobretudo, em áreas muito específicas como a da mama e uroginecologia”.
O obstetra do Hospital dos Lusíadas salienta, por sua vez, que a existência de tecnologia avançada favorece a agilidade do diagnóstico na consulta de Obstetrícia. Refere que a unidade que coordena está dotada de equipamento tão avançado que permite o diagnóstico de 95% das doenças.
Investigação e aplicação na prática clínica
António Fonseca revela que se realizam regularmente encontros entre especialistas da unidade e outros do hospital para partilhar e aumentar conhecimentos. Afirma que se perspectiva uma aposta na internacionalização das sessões e no estudo do erro e problemas resultantes da prática clínica.
“As pessoas quando recorrem a uma consulta cirúrgica têm o direito de saber quais as complicações que podem decorrer da realização de uma determinada cirurgia e os especialistas devem apresentar os resultados daquilo que fazem”, alerta. O coordenador da Unidade de Obstetrícia do Hospital dos Lusíadas sublinha a importância de haver formação contínua numa área em que é indispensável questionar procedimentos, em nome de uma melhoria da qualidade na prestação de cuidados médicos.
“É fundamental interrogarmo-nos, olharmos para dentro, identificarmos o que não está bem, para nos corrigirmos”, acrescenta. António Fonseca. “A saúde privada tem que ser um espaço de investigação médica, onde se cuida dos doentes e há uma aprendizagem contínua”, defende o especialista.
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