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Férias: Tranquilidade ameaçada

4 Junho, 2013 0

Ataques aos pés descalços

É verdade: as micoses também vão à praia, escondendo-se entre os grãos de areia para “atacar” os pequenos pés desnudos. Vão também à piscina, “nadando” na água dos lava-pés ou sobrevivendo na partilha de chinelos de plástico.

O sintoma mais frequente é o pé de atleta, pequenas bolhas inflamadas e pele descamada entre os dedos, sobretudo entre o quarto e o quinto. Não tratado, pode estender-se rapidamente aos outros dedos e ao outro pé, devido ao elevado potencial de contágio.

O que há a fazer quando se detecta uma alteração na pele entre os dedos é aplicar um anti-fúngico, lavando com um sabonete adequado e depois protegendo com pomada. Secar bem os intervalos entre cada dedo é um conselho útil, quer quando a micose já se declarou quer para preveni-la. E na piscina, sobretudo, convém evitar andar descalço nas zonas comuns e evitar partilhar calçado.

Cuidado com o lume

Ao ar livre, nada melhor do que um churrasco, mas este prazer pode ser um risco, sobretudo se houver crianças por perto. É que os mais pequenos correm a torto e direito, podendo tropeçar no churrasco e queimar-se. Por outro lado, o carvão pode libertar fagulhas que facilmente atingem quem anda por perto. As mãos e o rosto são as principais vítimas destas queimaduras.

E, neste caso, deve recorrer-se a um serviço de urgência.
Quando isso acontece, o primeiro gesto é arrefecer a pele, passando a zona queimada por água a 15ºC, a uma distância de 15 cm e durante um quarto de hora. Assim, evita-se um aumento de temperatura e que a queimadura se aprofunde.

Muitas pessoas passam manteiga sobre a queimadura, mas este é um gesto errado, que deve ser abandonado, pois apenas contribui para empolar a pele, exactamente o contrário do que se pretende.

Quedas e trambolhões

Com o clima quente, sobra tempo para as crianças explorarem as mil e uma brincadeiras que só o ar livre proporciona. E com essas brincadeiras, vêm as quedas. São inevitáveis, porque eles correm, saltam, trepam, rastejam, escorregam…

Uma pequena queda é suficiente para fazer saltar algumas gotas de sangue por entre a pele arranhada, mas quase sempre a esfoladela é ligeira e o sangramento pára ao fim de alguns segundos. O que há a fazer é limpar bem a ferida, lavando e depois desinfectando com um anti-séptico isento de álcool.

Se o sangramento persistir, o melhor será comprimir a pele com compressas estéreis e proteger com um penso,de modo a facilitar a cicatrização.

Convém também verificar a validade da vacina anti-tétano, para não correr riscos desnecessários.

Uma queda também pode originar sangramento nasal: o que há a fazer é comprimir a narina, colocar um pequeno rolo de algodão e inclinar a cabeça para a frente, nunca para trás. Ao fim de poucos segundos, o nariz deixa de sangrar.

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

www.anf.pt

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