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Envelhecer sem drama

18 Junho, 2009 0

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A autonomia é o estado de capacitação, real em cada momento e, por sua vez, susceptível de modificar a qualquer momento por causa intrínseca ou extrínseca ao próprio sujeito. A pessoa idosa autónoma apresenta uma versatilidade que lhe permite uma adaptação constante para interagir com o quotidiano, desenvolvendo-se pessoalmente e de forma integrada. Sair diariamente, conviver e sentir interesse por projectos é o melhor antídoto do isolamento. Prevenir o estado de autonomia é a chave da longevidade com qualidade.

Factores intrínsecos, como os genéticos, podem influenciar a forma como envelhecemos. E uns podem transportar um legado genético mais gratificante que outros, isto é, proporcionar ou potenciar uma maior longevidade. Os genes que afectam o processo de envelhecimento são também os responsáveis pela manutenção e reparação do corpo. Mas para além da herança genética existe o estilo de vida que seguimos ou que nos condiciona.

O estilo de vida tem interdependência com o tipo de alimentos que ingerimos, com a vida activa, ou seja, a prática de exercício assistido e orientado e tarefas diárias que realizamos, complementadas pela atitude mental e qualidade do ecossistema em que nos inserimos. Os valores socioculturais da comunidade, a educação acrescentada e o sentido que concedemos à vida adicionam qualidade aos anos.

 

Lar, doce lar

Para uma resposta adequada impõe-se que conheçamos as condições de regulação do funcionamento dos lares. Ora, espera-se a prestação de todos os cuidados adequados à satisfação das suas necessidades, tendo em vista alguns elementos.

– Manutenção da autonomia e independência;

– Uma alimentação adequada, atendendo, na medida do possível, a hábitos alimentares e gostos pessoais e cumprindo as prescrições médicas;

– Uma qualidade de vida que compatibilize a vivência em comum com o respeito pela individualidade e privacidade de cada idoso;

– O acesso a actividades de animação sociocultural, recreativa e ocupacional que contribuam para um clima de relacionamento saudável entre os idosos e para a manutenção das suas capacidades físicas e psíquicas;

– Um ambiente calmo, confortável e humanizado;

– Serviços domésticos necessários ao bem-estar do idoso, destinados à higiene do ambiente, ao serviço de refeições e ao tratamento de roupas;

– O funcionamento do lar deve fomentar a convivência social, através do relacionamento entre os idosos e destes com os familiares e amigos, com a equipa de tratadores e com a própria comunidade, de acordo com os seus interesses;

– A participação dos familiares, ou pessoa responsável pelo internamento, no apoio ao idoso, sempre que possível: desde que este apoio contribua para um maior bem-estar e equilíbrio psico-afectivo do residente;

– O lar deve, ainda, permitir a assistência religiosa, sempre que o idoso a solicite, ou, na incapacidade deste, a pedido dos seus familiares ou próximos.

Jornal do Centro de Saúde

www.jornaldocentrodesaude.pt

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