Chucha, sim ou não?
Quer o dedo, quer a chucha têm um reconhecido poder calmante. Mas a chucha, por não ser natural, não deve constituir o primeiro recurso: o conselho dos pediatras vai no sentido deos pais resistirem e usá-la como última escolha. Perante o choro, há que procurar identificar a causa e consolar o bebé com atenção e carinho, confortando-o com mimos, massagens suaves, colo.
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Desta forma, fortalecem-se os laços entre pais e filhos e previne-se o risco de dependência. É que há bebés verdadeiramente viciados na chucha e que prolongam este hábito muito para além do aconselhável – os dois, três anos. Deixar a chucha pode ser então um processo difícil. O ideal é que a iniciativa seja da criança, sem pressões dos pais. Mas, quando isso não acontece, há que recorrer a algumas estratégias, reduzindo aos poucos a dependência e preparando a criança para o facto. Os estímulos ajudam: as crianças são sensíveis ao argumento de que já são crescidas e, por isso, está na altura de deixar a chucha.
Mas podem retroceder se, pelo contrário, lhes disserem que ainda são bebés porque usam chucha.
Em torno da chucha, não há unanimidade. Usá-la com conta, peso e medida parece a melhor solução. Para evitar que a chucha se torne um reflexo tão instintivo para os pais como chuchar é instintivo para os bebés…
Escolhas seguras
Se a decisão dos pais for no sentido de introduzir a chucha, é importante que a segurança seja o critério número um na escolha e na utilização.
Assim:
• A chucha deve ter um tamanho adequado à boca do bebé;
• Deve ser constituída por uma peça única;
• A protecção (parte mais rígida) deve ter uma dimensão que impeça que o bebé ponha a chucha toda na boca e deve ter furos, de modo a permitir a respiração;
• A tetina do biberão não deve ser usada como substituto da chucha;
• Se a chucha tiver corrente, esta deve ser curta, para que não se enrole à volta do pescoço do bebé;
• A corrente não deve ser presa à cama, pois o risco de acidente é real;
• A chucha deve ser mantida limpa;
• E deve ser substituída regularmente.
Prós & Contras
A discussão em torno do uso de chucha não é pacífica. Estão identificados argumentos a seu favor e outros contra.
Por um lado, a chucha:
• Acalma os bebés mais inquietos – em situações em que os pais não podem responder de imediato;
• Ajuda a adormecer – o movimento de sucção induz o sono;
• Reduz o risco de morte súbita do lactente – há estudos que estabelecem essa relação;
• É um hábito temporário, podendo ser controlado pelos pais.
Mas, por outro:
• Pode interferir com a amamentação se for introduzida precocemente;
• Gera dependência – deixar a chucha pode ser difícil;

