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Sol a mais…queima!

Jogar pelo seguro. É o que se deve fazer para proteger as crianças da exposição solar: porque todas as peles são vulneráveis aos raios ultravioleta, há que proteger, proteger, proteger… E dar o exemplo, fazendo do protector solar um companheiro de férias para toda a família.

Bastam 15 minutos ao sol para que uma pele sem protecção sofra. Mas nem sempre os sintomas desse excesso são imediatos: às vezes, passam algumas horas até que a pele se queixe, começando a expor a cor avermelhada que é sinónimo de uma queimadura (o “escaldão”).

É provável que a criança pareça cansada e irritadiça, que se queixe de dor e calor e que apresente arrepios. A pele, seca pelo sol, fica tensa e causa comichão. Ao fim de uns dias começa a cair, sendo importante sensibilizar a criança para não coçar ou arrancar, sob pena de abrir caminho a uma infecção.

Perante os primeiros sinais de uma queimadura, a criança deve ser retirada do sol e qualquer exposição adicional é de evitar, pois aumentará a gravidade dos danos. Um banho em água morna ou a aplicação de compressas frias sobre a pele lesionada também são cuidados eficazes para aliviar o desconforto. Um creme ou gel hidratante contribui para regenerar a pele. E a dor ou febre podem ser atenuadas com acetaminofeno ou ibuprofeno (nunca aspirina).

Mas se a queimadura for muito extensa, se se formarem bolhas, se a febre ultrapassar os 38 graus e se permanecer elevada, se a pele parecer infectada ou se a criança tiver dificuldade em olhar para a luz, há que contactar o médico. Náuseas e vómitos, desmaio, delírio e diarreia também devem suscitar uma ida imediata a um serviço de saúde. É que pode ser mais do que um escaldão.

 

Regras de ouro

A exposição solar é necessária. Porque é a principal fonte de vitamina D, essencial para a absorção do cálcio e, em consequência, para a formação de ossos fortes e saudáveis.

São benefícios que se obtêm na fase de crescimento e com um mínimo de exposição. Só que todos nós excedemos esse limite, expondo a pele aos raios solares muito mais do que o necessário e assim ficando vulneráveis aos seus muitos efeitos nocivos – das queimaduras solares ao envelhecimento precoce, das lesões oculares ao enfraquecimento do sistema imunitário e ao cancro cutâneo.

Antes dos 18 anos já se alcançou a quase totalidade da exposição solar considerada saudável, o que torna imprescindível jogar pelo seguro quando se associam as crianças e o sol. Todas as crianças estão em risco potencial, mas há algumas que concentram características que as tornam mais frágeis: são as que têm pele e cabelos claros, as que têm sinais cutâneos e as que possuem antecedentes familiares de cancro cutâneo, sobretudo melanoma.

Tal como as crianças são diferentes perante o sol, também a concentração de raios ultravioleta difere em função da altura do ano, da latitude e da altitude. Significa isto que a intensidade dos raios é maior no Verão, nas regiões mais próximas do equador e nas mais altas. Quanto maior a altitude, menos densa é a camada da atmosfera que filtra os raios, permitindo assim que mais radiação atinja a superfície terrestre e os corpos.

Apesar do risco, é possível estar ao sol em segurança. Basta que se adoptem os cuidados adequados. E o primeiro passa por evitar a exposição na altura do dia em que a radiação é mais intensa – o que, no hemisfério norte, a que pertencemos, acontece das 11 às 16.

[Continua na página seguinte]

O ideal seria que nesse período as crianças não estivessem ao sol. Mas é difícil mantê-las dentro de casa, sobretudo quando já passaram a idade da sesta. O apelo das actividades no exterior é demasiado. Há então que tornar as brincadeiras na sombra atractivas, mesmo quando o sol parece não brilhar, escondido nas nuvens. São dias que conferem uma falsa sensação de protecção, mas a verdade é que há radiação tal como num dia ensolarado – é o chamado sol invisível, que se reflecte na areia, na água e até no cimento para atingir a pele e causar-lhe danos. É preciso saber, pois, que não é a temperatura que determina o risco.

Se arredá-las do sol não resultar por muito tempo, há que insistir na protecção. Vestindo-as para enfrentar a radiação. Com roupa que não deixe passar os raios, de preferência de cores claras e materiais naturais como o algodão. E como saber se o vestuário é seguro? Coloque a mão no interior da peça e verifique: se não conseguir vê-la através do tecido é adequada.

Ainda em matéria de vestuário, o chapéu é imprescindível: deve projectar sombra sobre a face, o pescoço e as orelhas. Ou seja, o modelo mais amigo das crianças é de abas, o que nem sempre lhes agrada. Quando são mais crescidas, preferem os bonés de basebol, mas estes deixam o pescoço e as orelhas descobertos, exigindo uma dose reforçada de protector solar.

Também os olhos devem ficar a salvo da radiação ultravioleta. É que eles sofrem tanto com o sol como a pele, podendo bastar um dia de exposição sem protecção para danificar a córnea (a membrana transparente que cobre os olhos), além de que a exposição acumulada pode resultar, mais tarde na vida, em cataratas (danos na lente ocular que dificultam a visão e podem conduzir à cegueira).

O uso de óculos de sol é a melhor protecção. No início, pode ser difícil convencer a criança a usá-los, mas deixá-la participar na escolha – actualmente as marcas pensam cada vez mais no público infantil – é um bom incentivo.

O importante é que ofereçam protecção ultravioleta, pelo que é conveniente adquirilos em pontos de venda seleccionados.

Naturalmente que para uma protecção o mais segura possível falta um ingrediente: o protector solar. Nunca com o factor de protecção inferior a 15 e sempre com dupla defesa, contra os ultravioleta A e B. Aplicado com generosidade, antes da exposição solar e depois renovado com regularidade. Sem esquecer as zonas mais sensíveis, como as orelhas, o nariz e a parte da frente dos pés.

É preciso saber, no entanto, que o protector solar apenas reduz o risco de danos, não o elimina. Não é uma autorização para estar mais tempo ao sol, apenas uma defesa.

Bastam 15 minutos ao sol para que uma pele sem protecção sofra. Mas nem sempre os sintomas desse excesso são imediatos: às vezes, passam algumas horas até que a pele se queixe, começando a expor a cor avermelhada que é sinónimo de uma queimadura (o “escaldão”).

É provável que a criança pareça cansada e irritadiça, que se queixe de dor e calor e que apresente arrepios. A pele, seca pelo sol, fica tensa e causa comichão. Ao fim de uns dias começa a cair, sendo importante sensibilizar a criança para não coçar ou arrancar, sob pena de abrir caminho a uma infecção.

Perante os primeiros sinais de uma queimadura, a criança deve ser retirada do sol e qualquer exposição adicional é de evitar, pois aumentará a gravidade dos danos. Um banho em água morna ou a aplicação de compressas frias sobre a pele lesionada também são cuidados eficazes para aliviar o desconforto. Um creme ou gel hidratante contribui para regenerar a pele. E a dor ou febre podem ser atenuadas com acetaminofeno ou ibuprofeno (nunca aspirina).

Mas se a queimadura for muito extensa, se se formarem bolhas, se a febre ultrapassar os 38 graus e se permanecer elevada, se a pele parecer infectada ou se a criança tiver dificuldade em olhar para a luz, há que contactar o médico. Náuseas e vómitos, desmaio, delírio e diarreia também devem suscitar uma ida imediata a um serviço de saúde. É que pode ser mais do que um escaldão.

 

Regras de ouro

A exposição solar é necessária. Porque é a principal fonte de vitamina D, essencial para a absorção do cálcio e, em consequência, para a formação de ossos fortes e saudáveis.

São benefícios que se obtêm na fase de crescimento e com um mínimo de exposição. Só que todos nós excedemos esse limite, expondo a pele aos raios solares muito mais do que o necessário e assim ficando vulneráveis aos seus muitos efeitos nocivos – das queimaduras solares ao envelhecimento precoce, das lesões oculares ao enfraquecimento do sistema imunitário e ao cancro cutâneo.

Antes dos 18 anos já se alcançou a quase totalidade da exposição solar considerada saudável, o que torna imprescindível jogar pelo seguro quando se associam as crianças e o sol. Todas as crianças estão em risco potencial, mas há algumas que concentram características que as tornam mais frágeis: são as que têm pele e cabelos claros, as que têm sinais cutâneos e as que possuem antecedentes familiares de cancro cutâneo, sobretudo melanoma.

Tal como as crianças são diferentes perante o sol, também a concentração de raios ultravioleta difere em função da altura do ano, da latitude e da altitude. Significa isto que a intensidade dos raios é maior no Verão, nas regiões mais próximas do equador e nas mais altas. Quanto maior a altitude, menos densa é a camada da atmosfera que filtra os raios, permitindo assim que mais radiação atinja a superfície terrestre e os corpos.

Apesar do risco, é possível estar ao sol em segurança. Basta que se adoptem os cuidados adequados. E o primeiro passa por evitar a exposição na altura do dia em que a radiação é mais intensa – o que, no hemisfério norte, a que pertencemos, acontece das 11 às 16.

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O ideal seria que nesse período as crianças não estivessem ao sol. Mas é difícil mantê-las dentro de casa, sobretudo quando já passaram a idade da sesta. O apelo das actividades no exterior é demasiado. Há então que tornar as brincadeiras na sombra atractivas, mesmo quando o sol parece não brilhar, escondido nas nuvens. São dias que conferem uma falsa sensação de protecção, mas a verdade é que há radiação tal como num dia ensolarado – é o chamado sol invisível, que se reflecte na areia, na água e até no cimento para atingir a pele e causar-lhe danos. É preciso saber, pois, que não é a temperatura que determina o risco.

Se arredá-las do sol não resultar por muito tempo, há que insistir na protecção. Vestindo-as para enfrentar a radiação. Com roupa que não deixe passar os raios, de preferência de cores claras e materiais naturais como o algodão. E como saber se o vestuário é seguro? Coloque a mão no interior da peça e verifique: se não conseguir vê-la através do tecido é adequada.

Ainda em matéria de vestuário, o chapéu é imprescindível: deve projectar sombra sobre a face, o pescoço e as orelhas. Ou seja, o modelo mais amigo das crianças é de abas, o que nem sempre lhes agrada. Quando são mais crescidas, preferem os bonés de basebol, mas estes deixam o pescoço e as orelhas descobertos, exigindo uma dose reforçada de protector solar.

Também os olhos devem ficar a salvo da radiação ultravioleta. É que eles sofrem tanto com o sol como a pele, podendo bastar um dia de exposição sem protecção para danificar a córnea (a membrana transparente que cobre os olhos), além de que a exposição acumulada pode resultar, mais tarde na vida, em cataratas (danos na lente ocular que dificultam a visão e podem conduzir à cegueira).

O uso de óculos de sol é a melhor protecção. No início, pode ser difícil convencer a criança a usá-los, mas deixá-la participar na escolha – actualmente as marcas pensam cada vez mais no público infantil – é um bom incentivo.

O importante é que ofereçam protecção ultravioleta, pelo que é conveniente adquirilos em pontos de venda seleccionados.

Naturalmente que para uma protecção o mais segura possível falta um ingrediente: o protector solar. Nunca com o factor de protecção inferior a 15 e sempre com dupla defesa, contra os ultravioleta A e B. Aplicado com generosidade, antes da exposição solar e depois renovado com regularidade. Sem esquecer as zonas mais sensíveis, como as orelhas, o nariz e a parte da frente dos pés.

É preciso saber, no entanto, que o protector solar apenas reduz o risco de danos, não o elimina. Não é uma autorização para estar mais tempo ao sol, apenas uma defesa.

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