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Lembrar ou esquecer eis a questão

Como se explica que ainda hoje nos lembremos quanto é 7X9, se aprendemos a tabuada há tantos anos? E, pelo contrário, porque nos esquecemos das coisas a que não atribuímos importância. E, já agora, uma outra pergunta: o que é, afinal, a memória?

A memória é um processo de retenção de informações, no qual as nossas experiências são arquivadas e recuperadas quando as chamamos.

Ela está intimamente associada à aprendizagem, que é a habilidade de mudarmos o nosso comportamento através das experiências que foram armazenadas na memória. Por outras palavras, a aprendizagem é a aquisição de novos conhecimentos e a memória é a retenção daqueles conhecimentos aprendidos.

 

Tipos de Memória

Pense na diferença entre memorizar a data de aniversário de alguns amigos e aprender a andar de bicicleta.

As diversas coisas que aprendemos e lembramos não são processadas sempre pelo mesmo mecanismo neural. Existem pois diferentes categorias de memórias:. De uma maneira geral, podemos classificar a memória em recente e de longo prazo.

Esta pode dividir-se em memória declarativa, que é a memória para factos e eventos, como datas, factos históricos, números de telefone, entre outros; e em memória processual relacionada com os procedimentos e actividades, de que são exemplo a habilidade para conduzir, jogar à bola ou dar um nó na gravata.

A memória para datas (ou factos históricos e outros eventos) é mais fácil de se formar, mas ela é facilmente esquecida, enquanto a processual tende a requerer repetição e prática.

 

Lembranças e Esquecimentos

Acabámos de ouvir um número de telefone ditado por alguém, mas em poucos segundos somos incapazes de nos lembrarmos de parte ou de todos aqueles digitos. Porquê?

Porque existe uma memória que é temporária e que é limitada na sua capacidade, sendo armazenada por um tempo muito curto no cérebro, na ordem de um segundo a poucos minutos, podendo chegar a 24 horas. Esta memória é chamada memória de curta duração.

Para que ela se torne permanente, requer atenção, repetições e ideias associativas. Mas, através de um mecanismo ainda não conhecido, é comum uma pessoa lembrar-se subitamente de um facto esquecido, como aquele número de telefone que havia esquecido.

Neste caso, a informação foi armazenada na memória de longa duração, a qual é mais permanente e tem uma capacidade muito mais ampla. O processo de armazenar novas informações na memória de longa duração é chamado consolidação.

Uma elaboração do conceito da memória de curta duração que tem sido feita nos últimos anos é a memória operacional, um termo mais genérico para o armazenamento da informação temporária.

Muitos especialistas consideram memória de curta duração e memória operacional como a mesma coisa. Entretanto, uma característica chave que distingue uma da outra é, não somente o seu aspecto operacional, como também as múltiplas regiões no cérebro onde o armazenamento temporário ocorre.

[Continua na página seguinte]

Isto significa que podemos não ser conscientes de todas as informações armazenadas ao mesmo tempo na memória operacional, nas diferentes partes do cérebro.

Tomemos como exemplo o acto de conduzirum carro. Esta é uma tarefa complexa que requer diversos tipos de informações processadas simultaneamente, tais como a informação sensorial, cognitiva e motora.

Parece improvável que estes vários tipos de informação sejam armazenados num único sistema de memória de curta duração.

A memória não está localizada numa estrutura isolada no cérebro. Ela é um fenómeno biológico e psicológico que envolve uma aliança de sistemas cerebrais que funcionam juntos.

 

Inimigos da memória

Medicação – Alguns medicamentos podem causar perda da memória: tranquilizantes, relaxantes musculares, hipnóticos e ansiolíticos. Alguns medicamentos usados para controlar a tensão alta (hipertensão), podem causar problemas de memória e depressão.

Álcool – O alcoolismo é um dos mais sérios candidatos a afectar a memória. O álcool afecta especialmente a memória de curta duração, o que prejudica a capacidade de reter novas informações. Estudos mostraram que mesmo a ingestão de baixas quantidades de bebida alcoólica durante toda a semana interfere com a capacidade de lembrar.

Fumo – Já é conhecido que o fumo diminui a quantidade de oxigénio que chega ao cérebro e este facto muitas vezes afecta a memória. Vários estudos já mostraram que fumadores de um ou mais maços de cigarros por dia tiveram dificuldade em se lembrar de faces e nomes de pessoas em testes de memória visual e verbal, quando comparados com indivíduos não fumadores.

Cafeína – Café e chá têm um efeito muito positivo para manter a atenção e acabar com o sono, mas a excitação continuada provocada por estas bebidas pode interferir com a função da memória.

 

Não perca a cabeça, use-a

Se não exercitar o seu corpo, ele enfraquece. Depois de algumas semanas na cama, os músculos das nossas pernas diminuem e, por vezes, temos de voltar a “aprender” a andar.

É bem possível que, se não usarmos a nossa memória, nos possa acontecer o mesmo.

Pessoas inteligentes e que, durante toda a sua vida, tiveram uma actividade mental intensa têm normalmente menos problemas de memória quando ficam mais velhas. Tal pode estar relacionado com o facto de durante anos terem exercitado a sua mente para estudar, aprender e resolver problemas.

Passatempos tais como concursos, palavras cruzadas, leitura, jogos de cartas ou, mesmo, tentativas para decorar poesias e outros textos, podem ajudar-nos a evitar os problemas de memória que advêm com a idade.

A memória é um processo de retenção de informações, no qual as nossas experiências são arquivadas e recuperadas quando as chamamos.

Ela está intimamente associada à aprendizagem, que é a habilidade de mudarmos o nosso comportamento através das experiências que foram armazenadas na memória. Por outras palavras, a aprendizagem é a aquisição de novos conhecimentos e a memória é a retenção daqueles conhecimentos aprendidos.

 

Tipos de Memória

Pense na diferença entre memorizar a data de aniversário de alguns amigos e aprender a andar de bicicleta.

As diversas coisas que aprendemos e lembramos não são processadas sempre pelo mesmo mecanismo neural. Existem pois diferentes categorias de memórias:. De uma maneira geral, podemos classificar a memória em recente e de longo prazo.

Esta pode dividir-se em memória declarativa, que é a memória para factos e eventos, como datas, factos históricos, números de telefone, entre outros; e em memória processual relacionada com os procedimentos e actividades, de que são exemplo a habilidade para conduzir, jogar à bola ou dar um nó na gravata.

A memória para datas (ou factos históricos e outros eventos) é mais fácil de se formar, mas ela é facilmente esquecida, enquanto a processual tende a requerer repetição e prática.

 

Lembranças e Esquecimentos

Acabámos de ouvir um número de telefone ditado por alguém, mas em poucos segundos somos incapazes de nos lembrarmos de parte ou de todos aqueles digitos. Porquê?

Porque existe uma memória que é temporária e que é limitada na sua capacidade, sendo armazenada por um tempo muito curto no cérebro, na ordem de um segundo a poucos minutos, podendo chegar a 24 horas. Esta memória é chamada memória de curta duração.

Para que ela se torne permanente, requer atenção, repetições e ideias associativas. Mas, através de um mecanismo ainda não conhecido, é comum uma pessoa lembrar-se subitamente de um facto esquecido, como aquele número de telefone que havia esquecido.

Neste caso, a informação foi armazenada na memória de longa duração, a qual é mais permanente e tem uma capacidade muito mais ampla. O processo de armazenar novas informações na memória de longa duração é chamado consolidação.

Uma elaboração do conceito da memória de curta duração que tem sido feita nos últimos anos é a memória operacional, um termo mais genérico para o armazenamento da informação temporária.

Muitos especialistas consideram memória de curta duração e memória operacional como a mesma coisa. Entretanto, uma característica chave que distingue uma da outra é, não somente o seu aspecto operacional, como também as múltiplas regiões no cérebro onde o armazenamento temporário ocorre.

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Isto significa que podemos não ser conscientes de todas as informações armazenadas ao mesmo tempo na memória operacional, nas diferentes partes do cérebro.

Tomemos como exemplo o acto de conduzirum carro. Esta é uma tarefa complexa que requer diversos tipos de informações processadas simultaneamente, tais como a informação sensorial, cognitiva e motora.

Parece improvável que estes vários tipos de informação sejam armazenados num único sistema de memória de curta duração.

A memória não está localizada numa estrutura isolada no cérebro. Ela é um fenómeno biológico e psicológico que envolve uma aliança de sistemas cerebrais que funcionam juntos.

 

Inimigos da memória

Medicação – Alguns medicamentos podem causar perda da memória: tranquilizantes, relaxantes musculares, hipnóticos e ansiolíticos. Alguns medicamentos usados para controlar a tensão alta (hipertensão), podem causar problemas de memória e depressão.

Álcool – O alcoolismo é um dos mais sérios candidatos a afectar a memória. O álcool afecta especialmente a memória de curta duração, o que prejudica a capacidade de reter novas informações. Estudos mostraram que mesmo a ingestão de baixas quantidades de bebida alcoólica durante toda a semana interfere com a capacidade de lembrar.

Fumo – Já é conhecido que o fumo diminui a quantidade de oxigénio que chega ao cérebro e este facto muitas vezes afecta a memória. Vários estudos já mostraram que fumadores de um ou mais maços de cigarros por dia tiveram dificuldade em se lembrar de faces e nomes de pessoas em testes de memória visual e verbal, quando comparados com indivíduos não fumadores.

Cafeína – Café e chá têm um efeito muito positivo para manter a atenção e acabar com o sono, mas a excitação continuada provocada por estas bebidas pode interferir com a função da memória.

 

Não perca a cabeça, use-a

Se não exercitar o seu corpo, ele enfraquece. Depois de algumas semanas na cama, os músculos das nossas pernas diminuem e, por vezes, temos de voltar a “aprender” a andar.

É bem possível que, se não usarmos a nossa memória, nos possa acontecer o mesmo.

Pessoas inteligentes e que, durante toda a sua vida, tiveram uma actividade mental intensa têm normalmente menos problemas de memória quando ficam mais velhas. Tal pode estar relacionado com o facto de durante anos terem exercitado a sua mente para estudar, aprender e resolver problemas.

Passatempos tais como concursos, palavras cruzadas, leitura, jogos de cartas ou, mesmo, tentativas para decorar poesias e outros textos, podem ajudar-nos a evitar os problemas de memória que advêm com a idade.

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