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Produtos tóxicos: Perigo à espreita

24 Julho, 2009 0

É ainda possível que a contaminação aconteça através dos olhos, por contacto directo com as substâncias tóxicas ou indirecto, através das mãos. Os sprays representam o maior risco.

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O que fazer?

Uma intoxicação não passa despercebida, mas os sintomas dependem do produto, do seu grau de toxicidade, da quantidade envolvida e da via de penetração no organismo.

Ainda assim costumam ficar vestígios do contacto com a substância perigosa.

Modificação na coloração dos lábios, dor, sensação de queimadura (também na garganta e no estômago), lesões na pele, hálito com odor estranho são sinais que se observam de uma forma geral. A eles se juntam, por vezes, sonolência, torpor, confusão mental, dificuldade respiratória, delírios e alucinações.

A observação destes sintomas é fundamental para uma intervenção atempada, que passa pelo contacto com o Centro de Informação Anti-Venenos (808 250 143, acessível 24 horas por dia).

Um contacto que deve ocorrer o mais cedo possível, de modo a obter instruções sobre como actuar: é que nem sempre é necessário recorrer a uma unidade de saúde, podendo as situações serem resolvidas no local do acidente desde que adoptando os cuidados adequados.

E esses cuidados dependem da via de intoxicação. A maior parte dos acidentes envolve a ingestão, havendo necessidade de evitar a absorção do tóxico. Há que esvaziar o estômago, provocando o vómito.

Porém, há situações em que este é um gesto interdito: quando o doente está inconsciente, sonolento ou não consegue engolir, quando ingeriu corrosivos (deve, em vez disso, dar água ou leite), produtos que provocam convulsões ou que fazem espuma. Na ingestão de petróleo e derivados também não se deve induzir o vómito.

Se o produto originar convulsões, importa prevenir o risco de asfixia: o doente deve ser colocado de lado, de modo a evitar a aspiração de vómito espontâneo, e deve abrir-se a boca para verificar se a língua não impede a respiração. Não se deve dar água.

Quando a intoxicação acontece por inalação do tóxico (com gás, por exemplo) há que levar o doente para fora do ambiente contaminado ou, na impossibilidade, arejar o mais possível o espaço.

É importante vigiar a função respiratória e conservar o corpo aquecido.

Já a intoxicação por via cutânea implica medidas para evitar que o produto seja absorvido pela pele: há que remover a roupa do doente, colocando-o debaixo de água corrente e, no caso de pesticidas, lavando-o com sabão.

É também com água corrente que os olhos devem ser lavados: um fio de água, durante 15 a 20 minutos, mantendo as pálpebras separadas. Não se deve usar colírio.

Sem uma intervenção atempada, há intoxicações que deixam lesões para toda a vida. E, embora os casos fatais sejam cada vez mais raros, a verdade é que os produtos tóxicos podem matar.

Na Europa, dois por cento das mortes até aos 14 anos devem-se a intoxicações.

 

Proteger as crianças

A maioria das intoxicações previne-se, sendo possível proteger as crianças adoptando um conjunto de cuidados básicos mas valiosos. Assim:

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