A glucose, um tipo especial de açúcar que se encontra em variados alimentos, é fundamental para a produção de energia e para o funcionamento dos diversos órgãos. Para a glucose ser bem absorvida e transformada pelas nossas células, necessita da insulina produzida pelo pâncreas. Se este for o procedimento do seu organismo então está livre da diabetes tipo 2.
O problema da diabetes tipo 2 surge precisamente quando há problemas neste funcionamento e que se pode traduzir por uma produção de insulina insuficiente, por parte do pâncreas.
Deste modo, os tecidos onde a insulina devia actuar, para transformar a glucose, tornam-se resistentes. Os níveis de glucose na circulação tornam-se elevados e podem provocar graves problemas de saúde, tais como infecções, enfarte do miocárdio, acidentes vasculares, má circulação nas pernas e nos pés e cegueira.
A fase da pré-diabetes
A preocupação não recai somente quando estamos perante a diabetes tipo 2. A pré-diabetes já é um alerta muito importante e deve ser considerado como tal. Por norma, na pré-diabetes as pessoas apresentam valores de açúcar no sangue (glicemia) acima do normal, mas ainda não podem ser consideradas diabéticas.
É nesta fase, da pré-diabetes, que se devem fazer todos os esforços, como uma medicação adequada e a mudança de estilos de vida, para atrasar ou impedir o surgimento da diabetes tipo 2 e diminuir o risco cardiovascular.
Além disso, na pré-diabetes a glucose no sangue tem variações irregulares e caracteriza-se pela ausência de sintomas. Esta é uma situação que pode durar anos. Alguns doentes poderão vir a desenvolver diabetes tipo 2 num período de 10 anos.
O facto de ser uma fase silenciosa, sem sintomas que possam alertar para os reais problemas que advêm da pré-diabetes, não facilita a consciencialização das pessoas para alguns cuidados que devem ter, nomeadamente através da prática de exercício físico e de uma alimentação cuidada, visto que 80 a 90% dos diabéticos tipo 2 são obesos. Por outro lado, a pré-diabetes está muitas vezes associada à síndrome metabólica, condição caracterizada pela presença de obesidade abdominal, e por outros factores como colesterol elevado e hipertensão arterial.
Uma vez feito o diagnóstico de síndrome metabólica, a abordagem terapêutica deverá ser agressiva para reduzir o risco de doença cardiovascular e de evolução para diabetes tipo 2.
Assim, nos doentes pré-diabéticos, a intervenção primária incide, deste modo, na promoção de um estilo de vida saudável que passa pela restrição calórica moderada (redução da massa corporal em 5 a 10% no primeiro ano), aumento moderado da actividade física e mudança da composição da dieta.
Nos indivíduos em que a alteração do estilo de vida não seja suficiente e que sejam considerados em risco elevado de doença cardiovascular pode ser necessária terapêutica farmacológica adequada.
Factores de risco para o desenvolvimento da diabetes tipo 2
Os erros alimentares e o sedentarismo são responsáveis por um aumento significativo da doença nas próximas gerações. Existem actualmente, a nível mundial, perto de 200 milhões de pessoas que sofrem de diabetes tipo 2, sendo que apenas cerca de metade estão diagnosticados.
Para além deste problema, existem 314 milhões de pré-diabéticos. Para 2025, a estimativa é de 324 milhões de casos de diabetes tipo 2 e de 500 milhões de casos de pré-diabetes. Estas duas patologias aumentam duas a dez vezes o risco de acidentes cardiovasculares, a principal causa de morte e incapacidade no mundo. De facto, a associação entre a disglicemia e o risco cardiovascular ocorre precocemente, logo na fase pré-diabética e aumenta com a progressão para a diabetes tipo 2.
Outros factores de risco associados ao desenvolvimento da diabetes tipo 2 estão relacionados com a hipertensão arterial, valores elevados de colesterol, idade superior a 40 anos, familiares com diabetes tipo 2 e, curiosamente, se teve um filho com peso à nascença superior a 4 kg.
A associação da pré-diabetes com a diabetes tipo 2 está demonstrada e o caminho actual é evitar ou retardar a progressão da pré-diabetes para a diabetes tipo 2. Em contrário, poderá surgir uma nova vaga de doença cardiovascular com consequências quer a nível da Saúde Pública, quer a nível dos custos de saúde.
Tratar na pré-diabetes
Para além da alimentação saudável e do exercício físico, hoje em dia já existem medicamentos para pré-diabéticos que retardam a progressão desta fase para a diabetes tipo 2.
No estudo STOP-NIDDM (Study to Prevent Non-Insulin Dependent Diabetes Mellitus) demonstrou-se que a acarbose, um antidiabético oral desenvolvido pela Bayer, reduziu em 36% a progressão da pré-diabetes para diabetes tipo 2 e diminuiu em 49% o risco de qualquer acidente cardiovascular.
Outro estudo, o MeRIA (Meta-analysis of Risk Improvement Under Acarbose), vem reforçar o efeito positivo da acarbose, provando que o antidiabético oral da Bayer versus placebo, reduziu de forma significativa em 41% o risco de qualquer acidente cardiovascular, em 64% o risco de enfarte do miocárdio e em 32% o risco de AVC.
Estes resultados levaram a Federação Internacional da Diabetes a recomendar que a acarbose seja utilizada, numa abordagem de terapêutica agressiva, como forma de reduzir o risco de doença cardiovascular e de evolução para diabetes tipo 2 nos doentes com síndrome metabólico, indivíduos com obesidade abdominal e outros factores de risco associados.
Estou em risco de desenvolver diabetes tipo 2?
Responda às seguintes perguntas e veja:
1. Pratica pelo menos 30 minutos de actividade física regular?
Sim……………. 0 Pontos
Não……………. 2 Pontos
2. Tem um familiar próximo com diabetes tipo 2?
Nenhum……… 0 Pontos
Avós, Tios…… 2 Pontos
Pais, Irmãos… 4 Pontos
3. Quanto mede a sua cintura?
Homem
Menos de 94 cm….. 0 Pontos
94-102 cm…. …….. 1 Ponto
Mais de 102 cm……. 2 Pontos
Mulher
Menos de 80 cm….. 0 Pontos
80-88 cm. …………. 1 Ponto
Mais de 88 cm……… 2 Pontos
Se soma 4 ou menos, não está em risco.
Se soma 5 ou mais, então está em risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Por favor, fale com o seu médico para saber o que pode fazer no sentido de reduzir este risco de uma forma rápida e segura.
Fonte: Adaptação do questionário da IDF
O problema da diabetes tipo 2 surge precisamente quando há problemas neste funcionamento e que se pode traduzir por uma produção de insulina insuficiente, por parte do pâncreas.
Deste modo, os tecidos onde a insulina devia actuar, para transformar a glucose, tornam-se resistentes. Os níveis de glucose na circulação tornam-se elevados e podem provocar graves problemas de saúde, tais como infecções, enfarte do miocárdio, acidentes vasculares, má circulação nas pernas e nos pés e cegueira.
A fase da pré-diabetes
A preocupação não recai somente quando estamos perante a diabetes tipo 2. A pré-diabetes já é um alerta muito importante e deve ser considerado como tal. Por norma, na pré-diabetes as pessoas apresentam valores de açúcar no sangue (glicemia) acima do normal, mas ainda não podem ser consideradas diabéticas.
É nesta fase, da pré-diabetes, que se devem fazer todos os esforços, como uma medicação adequada e a mudança de estilos de vida, para atrasar ou impedir o surgimento da diabetes tipo 2 e diminuir o risco cardiovascular.
Além disso, na pré-diabetes a glucose no sangue tem variações irregulares e caracteriza-se pela ausência de sintomas. Esta é uma situação que pode durar anos. Alguns doentes poderão vir a desenvolver diabetes tipo 2 num período de 10 anos.
O facto de ser uma fase silenciosa, sem sintomas que possam alertar para os reais problemas que advêm da pré-diabetes, não facilita a consciencialização das pessoas para alguns cuidados que devem ter, nomeadamente através da prática de exercício físico e de uma alimentação cuidada, visto que 80 a 90% dos diabéticos tipo 2 são obesos. Por outro lado, a pré-diabetes está muitas vezes associada à síndrome metabólica, condição caracterizada pela presença de obesidade abdominal, e por outros factores como colesterol elevado e hipertensão arterial.
Uma vez feito o diagnóstico de síndrome metabólica, a abordagem terapêutica deverá ser agressiva para reduzir o risco de doença cardiovascular e de evolução para diabetes tipo 2.
Assim, nos doentes pré-diabéticos, a intervenção primária incide, deste modo, na promoção de um estilo de vida saudável que passa pela restrição calórica moderada (redução da massa corporal em 5 a 10% no primeiro ano), aumento moderado da actividade física e mudança da composição da dieta.
Nos indivíduos em que a alteração do estilo de vida não seja suficiente e que sejam considerados em risco elevado de doença cardiovascular pode ser necessária terapêutica farmacológica adequada.
Factores de risco para o desenvolvimento da diabetes tipo 2
Os erros alimentares e o sedentarismo são responsáveis por um aumento significativo da doença nas próximas gerações. Existem actualmente, a nível mundial, perto de 200 milhões de pessoas que sofrem de diabetes tipo 2, sendo que apenas cerca de metade estão diagnosticados.
Para além deste problema, existem 314 milhões de pré-diabéticos. Para 2025, a estimativa é de 324 milhões de casos de diabetes tipo 2 e de 500 milhões de casos de pré-diabetes. Estas duas patologias aumentam duas a dez vezes o risco de acidentes cardiovasculares, a principal causa de morte e incapacidade no mundo. De facto, a associação entre a disglicemia e o risco cardiovascular ocorre precocemente, logo na fase pré-diabética e aumenta com a progressão para a diabetes tipo 2.
Outros factores de risco associados ao desenvolvimento da diabetes tipo 2 estão relacionados com a hipertensão arterial, valores elevados de colesterol, idade superior a 40 anos, familiares com diabetes tipo 2 e, curiosamente, se teve um filho com peso à nascença superior a 4 kg.
A associação da pré-diabetes com a diabetes tipo 2 está demonstrada e o caminho actual é evitar ou retardar a progressão da pré-diabetes para a diabetes tipo 2. Em contrário, poderá surgir uma nova vaga de doença cardiovascular com consequências quer a nível da Saúde Pública, quer a nível dos custos de saúde.
Tratar na pré-diabetes
Para além da alimentação saudável e do exercício físico, hoje em dia já existem medicamentos para pré-diabéticos que retardam a progressão desta fase para a diabetes tipo 2.
No estudo STOP-NIDDM (Study to Prevent Non-Insulin Dependent Diabetes Mellitus) demonstrou-se que a acarbose, um antidiabético oral desenvolvido pela Bayer, reduziu em 36% a progressão da pré-diabetes para diabetes tipo 2 e diminuiu em 49% o risco de qualquer acidente cardiovascular.
Outro estudo, o MeRIA (Meta-analysis of Risk Improvement Under Acarbose), vem reforçar o efeito positivo da acarbose, provando que o antidiabético oral da Bayer versus placebo, reduziu de forma significativa em 41% o risco de qualquer acidente cardiovascular, em 64% o risco de enfarte do miocárdio e em 32% o risco de AVC.
Estes resultados levaram a Federação Internacional da Diabetes a recomendar que a acarbose seja utilizada, numa abordagem de terapêutica agressiva, como forma de reduzir o risco de doença cardiovascular e de evolução para diabetes tipo 2 nos doentes com síndrome metabólico, indivíduos com obesidade abdominal e outros factores de risco associados.
Estou em risco de desenvolver diabetes tipo 2?
Responda às seguintes perguntas e veja:
1. Pratica pelo menos 30 minutos de actividade física regular?
Sim……………. 0 Pontos
Não……………. 2 Pontos
2. Tem um familiar próximo com diabetes tipo 2?
Nenhum……… 0 Pontos
Avós, Tios…… 2 Pontos
Pais, Irmãos… 4 Pontos
3. Quanto mede a sua cintura?
Homem
Menos de 94 cm….. 0 Pontos
94-102 cm…. …….. 1 Ponto
Mais de 102 cm……. 2 Pontos
Mulher
Menos de 80 cm….. 0 Pontos
80-88 cm. …………. 1 Ponto
Mais de 88 cm……… 2 Pontos
Se soma 4 ou menos, não está em risco.
Se soma 5 ou mais, então está em risco de desenvolver diabetes tipo 2.
Por favor, fale com o seu médico para saber o que pode fazer no sentido de reduzir este risco de uma forma rápida e segura.
Fonte: Adaptação do questionário da IDF