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O Tabaco

O tabaco é uma planta do género nicotiana da qual existem mais de 50 espécies diferentes. De entre estas há a Nicotina tabacum, a que suscita maior interesse, sendo que o seu cultivo é originário do chamado Mundo Novo.

Componentes do tabaco

Na combustão do tabaco produzem-se milhares de substâncias (gases, vapores orgânicos e compostos libertados em forma de partículas) que são transportadas pelo fumo até aos pulmões. Estas actuam principalmente sobre o aparelho respiratório, ainda que algumas delas sejam absorvidas passando à corrente sanguínea a partir da qual actuam sobre o organismo.

Tais substâncias podem agrupar-se desta forma:

Nicotina:

É o alcalóide responsável pela maior parte dos efeitos do tabaco sobre o organismo e a que gera dependência física. A vida média da nicotina no sangue é inferior a 2 horas e se se reduz a sua concentração aparecem os sintomas que alertam o fumador para o desejo de novo cigarro.

Irritantes:

O fumo do tabaco contém muitas substâncias irritantes como a acroleína, fenóis, peróxido de nitrogénio, ácido cianídrico, amoníaco, etc., que são responsáveis pela contracção bronquial, pela estimulação das glândulas secretoras da mucosa e da tosse típica do fumador e, definitivamente, pela alteração dos mecanismos de defesa do pulmão.

Alcatrão e outros agentes cancerígenos:

Incluem-se neste grupo toda uma série de substâncias tóxicas que contribuem para as neoplasias associadas ao consumo de tabaco, sendo a mais estudada o alfabenzopireno.

Monóxido de carbono:

Trata-se de um gás incolor de elevada toxicidade presente em grande concentração no fumo do tabaco. Tem uma grande facilidade de associação com a hemoglobina, diminuindo a capacidade dos glóbulos vermelhos em transportarem oxigénio.

Efeitos

Fumar um cigarro dá lugar a um aumento do ritmo cardíaco, da frequência respiratória e da tensão arterial, gerando um aumento do tónus a nível de todo o organismo.

Ao inalar o fumo, a nicotina actua no cérebro (SNC) de forma quase imediata produzindo uma sensação recompensante para o fumador, sendo que a reiterada prática deste acto acaba por consolidar-se como rotina para o indivíduo. A partir deste momento pode-se falar de dependência da nicotina. A supressão brusca da taxa de nicotina no sangue produz uma sintomatologia ampla, que evidencia um síndroma de abstinência tabágica o qual é representado da seguinte forma: intranquilidade ou excitação, aumento da tosse e expectoração, ansiedade e agressividade, mau humor, falta de concentração na condução de veículos, aumento de peso, etc…

Ainda que o tabaco seja uma droga estimulante, a maioria dos fumadores considera que é relaxante, devendo-se esta sensação ao facto de uma vez instalada a dependência fumar acalma a ansiedade que é gerada pelo não consumo.

Consequências a longo prazo

Aparelho respiratório:

O fumo do tabaco produz uma acção irritante sobre as vias respiratórias desencadeando uma maior produção de muco e dificuldade na sua eliminação. A irritação contínua dá lugar à inflamação dos brônquios, bronquites crónicas. As secreções dificultam a passagem do ar o que origina obstrução crónica do pulmão e sérias complicações, como o enfisema pulmonar.

Diminuição da capacidade pulmonar: os fumadores vêem reduzida a resistência ao exercício físico.

Por outro lado, é indubitável a relação causa – efeito entre o tabaco e o cancro do pulmão. Existe uma forte correlação entre o risco de desenvolver esta doença e a quantidade de tabaco consumido, idade de início do consumo, número de inspirações que se fazem por cada cigarro fumado e o costume que se tem de manter o cigarro na boca entre uma e outra inspiração.

Aparelho circulatório:

O tabaco é um factor de risco importante no que se refere a doenças cardiovasculares, como a arterosclerose que por sua vez está na base de enfartes, AVC por trombose ou hemorrágicos.

Tabaco e gestação:

Numerosos estudos evidenciaram que o tabagismo materno influencia o crescimento fetal, de forma especial o peso do recém-nascido. Também esta droga está na origem do aumento das taxas de aborto espontâneo, complicações durante a gravidez e do parto e nascimentos prematuros.

Outras consequências do tabaco

Sem pretender fazer uma enumeração exaustiva, ficam aqui alguns dos efeitos comuns nos fumadores crónicos:

– Úlceras digestivas;

– Faringites e laringites, afonias e alterações do olfacto;

– Pigmentação da língua e dentes assim como disfunção das papilas gustativas;

– Cancro do estômago e da boca.

Componentes do tabaco

Na combustão do tabaco produzem-se milhares de substâncias (gases, vapores orgânicos e compostos libertados em forma de partículas) que são transportadas pelo fumo até aos pulmões. Estas actuam principalmente sobre o aparelho respiratório, ainda que algumas delas sejam absorvidas passando à corrente sanguínea a partir da qual actuam sobre o organismo.

Tais substâncias podem agrupar-se desta forma:

Nicotina:

É o alcalóide responsável pela maior parte dos efeitos do tabaco sobre o organismo e a que gera dependência física. A vida média da nicotina no sangue é inferior a 2 horas e se se reduz a sua concentração aparecem os sintomas que alertam o fumador para o desejo de novo cigarro.

Irritantes:

O fumo do tabaco contém muitas substâncias irritantes como a acroleína, fenóis, peróxido de nitrogénio, ácido cianídrico, amoníaco, etc., que são responsáveis pela contracção bronquial, pela estimulação das glândulas secretoras da mucosa e da tosse típica do fumador e, definitivamente, pela alteração dos mecanismos de defesa do pulmão.

Alcatrão e outros agentes cancerígenos:

Incluem-se neste grupo toda uma série de substâncias tóxicas que contribuem para as neoplasias associadas ao consumo de tabaco, sendo a mais estudada o alfabenzopireno.

Monóxido de carbono:

Trata-se de um gás incolor de elevada toxicidade presente em grande concentração no fumo do tabaco. Tem uma grande facilidade de associação com a hemoglobina, diminuindo a capacidade dos glóbulos vermelhos em transportarem oxigénio.

Efeitos

Fumar um cigarro dá lugar a um aumento do ritmo cardíaco, da frequência respiratória e da tensão arterial, gerando um aumento do tónus a nível de todo o organismo.

Ao inalar o fumo, a nicotina actua no cérebro (SNC) de forma quase imediata produzindo uma sensação recompensante para o fumador, sendo que a reiterada prática deste acto acaba por consolidar-se como rotina para o indivíduo. A partir deste momento pode-se falar de dependência da nicotina. A supressão brusca da taxa de nicotina no sangue produz uma sintomatologia ampla, que evidencia um síndroma de abstinência tabágica o qual é representado da seguinte forma: intranquilidade ou excitação, aumento da tosse e expectoração, ansiedade e agressividade, mau humor, falta de concentração na condução de veículos, aumento de peso, etc…

Ainda que o tabaco seja uma droga estimulante, a maioria dos fumadores considera que é relaxante, devendo-se esta sensação ao facto de uma vez instalada a dependência fumar acalma a ansiedade que é gerada pelo não consumo.

Consequências a longo prazo

Aparelho respiratório:

O fumo do tabaco produz uma acção irritante sobre as vias respiratórias desencadeando uma maior produção de muco e dificuldade na sua eliminação. A irritação contínua dá lugar à inflamação dos brônquios, bronquites crónicas. As secreções dificultam a passagem do ar o que origina obstrução crónica do pulmão e sérias complicações, como o enfisema pulmonar.

Diminuição da capacidade pulmonar: os fumadores vêem reduzida a resistência ao exercício físico.

Por outro lado, é indubitável a relação causa – efeito entre o tabaco e o cancro do pulmão. Existe uma forte correlação entre o risco de desenvolver esta doença e a quantidade de tabaco consumido, idade de início do consumo, número de inspirações que se fazem por cada cigarro fumado e o costume que se tem de manter o cigarro na boca entre uma e outra inspiração.

Aparelho circulatório:

O tabaco é um factor de risco importante no que se refere a doenças cardiovasculares, como a arterosclerose que por sua vez está na base de enfartes, AVC por trombose ou hemorrágicos.

Tabaco e gestação:

Numerosos estudos evidenciaram que o tabagismo materno influencia o crescimento fetal, de forma especial o peso do recém-nascido. Também esta droga está na origem do aumento das taxas de aborto espontâneo, complicações durante a gravidez e do parto e nascimentos prematuros.

Outras consequências do tabaco

Sem pretender fazer uma enumeração exaustiva, ficam aqui alguns dos efeitos comuns nos fumadores crónicos:

– Úlceras digestivas;

– Faringites e laringites, afonias e alterações do olfacto;

– Pigmentação da língua e dentes assim como disfunção das papilas gustativas;

– Cancro do estômago e da boca.

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