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Ligações perigosas

27 Agosto, 2009 0

Que perigos?

Segundo as últimas estatísticas, mais de 80% de homens e mulheres sexos entraram em contacto com o vírus do HPV (vírus do Papiloma Humano) em algum momento da sua vida, através das relações sexuais desprotegidas. “Determinados tipos de HPV, nomeadamente os de alto risco (16,18,33,35,45), podem ser responsáveis pelo cancro do colo do útero, da vulva, do ânus, do pénis, da boca, da pele, dependendo da localização e afinidade”, diz a Dr.ª Clara Bicho, vice-presidente da Sociedade Portuguesa do Papillomavirus.
“Ambos os sexos são reservatórios do HPV e a sua transmissão é efectuada através da via sexual, que inclui os preliminares. Mas também quem apenas pratica o sexo oral ou anal”, adianta a especialista. Os dados indicam que, anualmente, “são diagnosticados à volta de 956 mulheres cancro do colo do útero”. Do total deste número, “morrem à volta de 378 mulheres”. Para as jovens que iniciem a vida sexual, a despistagem desta situações pode ser feita através da citologia (vulgo Papanicolau).

“A citologia continua a ser um bom meio de diagnóstico do bem-estar do colo do útero ou de doença (lesões pré-malignas ou cancro). A citologia representa as células que são libertadas/mortas do colo do útero e são estudadas pelo laboratório de citologia. Este teste deve ser efectuados em todas as mulheres que têm actividade sexual.”

Desde 2008 que todas as jovens com 13 anos são vacinadas contra o vírus do Papiloma Humano. “Trata-se de um meio de prevenir primariamente o aparecimento da doença, pelo que a vacina é a melhor via de prevenir o HPV. As adolescentes devem ser vacinadas antes de iniciar a sua vida sexual. Quanto à vacinação das mulheres mais velhas deve ser personalizada.” De acordo com os estudos efectuados, “a eficácia da vacina ronda os 99% para os tipos 16 e 18 de alto risco e também para alguns outros de alto risco, mas com menor eficácia (ronda os 30%)”.

 

Em caso de emergência…

Segundo os dados disponíveis, em 2008, as vendas do dia seguinte decaíram. Para Duarte Vilar, um maior uso dos métodos habituais parece justificar este decréscimo na comercialização da contracepção de emergência. “O facto de se ter usado uma vez ou várias vezes faz com que os utilizadores optem por um meio regular de contracepção”.

Se algo falhou na relação sexual, “há, contudo, a hipótese de usar a contracepção de emergência”, diz. Mas este método deve ser usado quando “há um lapso” e apenas previne “uma gravidez não desejada”. Para um esclarecimento mais detalhado, os jovens podem contactar o 808 222 003 (Sexualidade em Linha), uma linha que é disponibilizada pelo Instituto Português da Juventude.

Jornal do Centro de Saúde

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