Verão é tempo de picadas de insectos. Não porque haja mais insectos, mas porque passamos mais tempo ao ar livre e com menos roupas, o que torna uma picada mais provável. Para a maioria das pessoas, é apenas um incómodo, mas para outras representa o receio de uma reacção alérgica.
O Verão, sobretudo nas zonas ribeirinhas e nas de vegetação mais abundante, abre a porta à proliferação de insectos, companhia nem sempre bem recebida quando se desfruta de uma esplanada, de um piquenique ou até de uma sesta à sombra frondosa de uma árvore.
O simples zumbido pode incomodar, mas o maior incómodo costuma acontecer quando não se limitam a rondar, mas tomam a pele como alvo e… picam.
E fazem-no por razões diferentes: uns, como os mosquitos, para se alimentarem, pois precisam do sangue que sugam na picada; outros, como as abelhas, para se defenderem, pois sentem o seu território ameaçado.
Quando picam, libertam substâncias que provocam uma reacção inflamatória acompanhada de inchaço, vermelhidão, comichão e dor. Coçar é a tentação imediata para obter alívio, mas a verdade é que a pele acaba por ficar irritada. A vermelhidão é o primeiro sinal, podendo formar-se uma pápula – trata-se de uma mancha geralmente avermelhada e elevada em redor da picada.
É isto que acontece à maioria das pessoas, mas há algumas que são mais sensíveis às picadas dos insectos e às substâncias que eles libertam. São pessoas que desenvolvem reacções alérgicas, que podem ter apenas manifestações cutâneas ou outras mais alargadas.
O primeiro nível de reacção caracteriza-se pela inflamação no ponto em que o insecto picou. Nalgumas situações raras, a reacção estende-se a outras zonas do corpo, e nesse caso as queixas podem envolver inchaço, pressão no peito, náuseas e vómitos, dores abdominais, dificuldade em respirar. Nas situações mais graves, pode ocorrer a chamada reacção anafiláctica, em que os sintomas são sobretudo respiratórios.
Esta é uma situação rara, de emergência médica.
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Depois da picada
A maioria das picadas de insecto resolve-se rápida e facilmente, com recurso a alguns gestos simples mas eficazes.
Em primeiro lugar, a pessoa deve sair do local onde foi picada, de modo a evitar novas picadas. Depois, é essencial lavar o local afectado com água e sabão, como forma de prevenir infecções.
Em seguida, pode-se aplicar gelo ou compressas frias, que ajudam a aliviar a dor e a comichão.
Há insectos, como as abelhas e as vespas, que não se limitam a picar.
Deixam ficar o ferrão, através do qual se vai libertando veneno. Em pequenas quantidades, este veneno apenas incomoda, mas, em doses maiores, atingidas quando há múltiplas picadas, pode dar origem a uma reacção tóxica, que apresenta os sinais típicos de envenenamento (dor de cabeça, febre, sonolência, entre outros).
Assim, há que tomar algumas precauções no momento de retirar o ferrão.
Não se deve espremer nem torcer, pois corre-se o risco de libertar ainda mais veneno. O mais correcto é retirar suavemente o ferrão, com a ajuda, por exemplo, de uma pinça. Uma vez retirado o ferrão, deve lavar-se a zona da picada e de seguida aplicar compressas com vinagre ou sumo de limão (se a culpada é uma vespa) ou com uma solução de bicarbonato (se a autora da picada é uma abelha).
Uma picada incomoda quase sempre, independentemente da gravidade, pelo que, para aliviar a inflamação, a comichão e a dor, pode ser necessário recorrer a medicamentos. Existem loções com propriedades calmantes e antipruriginosas (que diminuem a comichão) e em algumas situações podem ser consideradas pomadas com, por exemplo, anti-histamínicos (antialérgicos) e analgésicos: peça conselho ao seu farmacêutico sobre a melhor alternativa para o seu caso.
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Evitar a picada
O ideal é prevenir as picadas. Assim, sempre que possível, há que evitar sair ao amanhecer e ao entardecer, pois são as alturas do dia que a maioria dos insectos prefere, em busca do fresco que as horas de maior calor lhes negam. Mas alguns também têm actividade durante o dia, e por isso é importante nunca esquecer as medidas preventivas.
Além disso, os insectos são atraídos por cores vivas, pelo que também ajuda a mantê-los à distância optar por roupas com tons mais neutros, sempre que possível cobrindo os braços e pernas, mas não demasiado largas para que os insectos não consigam “entrar” e atingir a pele coberta.
Também alguns odores podem atrair os insectos: cosméticos e perfumes com cheiros muito activos funcionam como um convite a uma picada. Os alimentos e as bebidas têm igualmente um efeito poderoso sobre estes pequenos voadores, sendo conveniente mantê-los tapados.
Neste “manual de instruções” não deve faltar o repelente: são geralmente substâncias químicas que evitam a aproximação dos insectos, oferecendo protecção por algumas horas.
Não os matam, mas mantêm a pele a salvo…
Repelente, modo de usar
Os repelentes sintéticos são produtos químicos, que requerem autorização da Direcção-Geral de Saúde para serem comercializados.
Em nome da segurança, há que respeitar as recomendações de aplicação: na pele ou na roupa, consoante o tipo de repelente, nunca sobre pele irritada, evitando o contacto com olhos e boca e lavando bem as mãos após cada aplicação.
Existem repelentes adequados para as crianças, mas devem ser os adultos a aplicar o repelente, não obstante existirem embalagens do tipo roll-on. É que há sempre o perigo de contacto directo das mãos e, delas, com a boca ou os olhos.
O Verão, sobretudo nas zonas ribeirinhas e nas de vegetação mais abundante, abre a porta à proliferação de insectos, companhia nem sempre bem recebida quando se desfruta de uma esplanada, de um piquenique ou até de uma sesta à sombra frondosa de uma árvore.
O simples zumbido pode incomodar, mas o maior incómodo costuma acontecer quando não se limitam a rondar, mas tomam a pele como alvo e… picam.
E fazem-no por razões diferentes: uns, como os mosquitos, para se alimentarem, pois precisam do sangue que sugam na picada; outros, como as abelhas, para se defenderem, pois sentem o seu território ameaçado.
Quando picam, libertam substâncias que provocam uma reacção inflamatória acompanhada de inchaço, vermelhidão, comichão e dor. Coçar é a tentação imediata para obter alívio, mas a verdade é que a pele acaba por ficar irritada. A vermelhidão é o primeiro sinal, podendo formar-se uma pápula – trata-se de uma mancha geralmente avermelhada e elevada em redor da picada.
É isto que acontece à maioria das pessoas, mas há algumas que são mais sensíveis às picadas dos insectos e às substâncias que eles libertam. São pessoas que desenvolvem reacções alérgicas, que podem ter apenas manifestações cutâneas ou outras mais alargadas.
O primeiro nível de reacção caracteriza-se pela inflamação no ponto em que o insecto picou. Nalgumas situações raras, a reacção estende-se a outras zonas do corpo, e nesse caso as queixas podem envolver inchaço, pressão no peito, náuseas e vómitos, dores abdominais, dificuldade em respirar. Nas situações mais graves, pode ocorrer a chamada reacção anafiláctica, em que os sintomas são sobretudo respiratórios.
Esta é uma situação rara, de emergência médica.
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Depois da picada
A maioria das picadas de insecto resolve-se rápida e facilmente, com recurso a alguns gestos simples mas eficazes.
Em primeiro lugar, a pessoa deve sair do local onde foi picada, de modo a evitar novas picadas. Depois, é essencial lavar o local afectado com água e sabão, como forma de prevenir infecções.
Em seguida, pode-se aplicar gelo ou compressas frias, que ajudam a aliviar a dor e a comichão.
Há insectos, como as abelhas e as vespas, que não se limitam a picar.
Deixam ficar o ferrão, através do qual se vai libertando veneno. Em pequenas quantidades, este veneno apenas incomoda, mas, em doses maiores, atingidas quando há múltiplas picadas, pode dar origem a uma reacção tóxica, que apresenta os sinais típicos de envenenamento (dor de cabeça, febre, sonolência, entre outros).
Assim, há que tomar algumas precauções no momento de retirar o ferrão.
Não se deve espremer nem torcer, pois corre-se o risco de libertar ainda mais veneno. O mais correcto é retirar suavemente o ferrão, com a ajuda, por exemplo, de uma pinça. Uma vez retirado o ferrão, deve lavar-se a zona da picada e de seguida aplicar compressas com vinagre ou sumo de limão (se a culpada é uma vespa) ou com uma solução de bicarbonato (se a autora da picada é uma abelha).
Uma picada incomoda quase sempre, independentemente da gravidade, pelo que, para aliviar a inflamação, a comichão e a dor, pode ser necessário recorrer a medicamentos. Existem loções com propriedades calmantes e antipruriginosas (que diminuem a comichão) e em algumas situações podem ser consideradas pomadas com, por exemplo, anti-histamínicos (antialérgicos) e analgésicos: peça conselho ao seu farmacêutico sobre a melhor alternativa para o seu caso.
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Evitar a picada
O ideal é prevenir as picadas. Assim, sempre que possível, há que evitar sair ao amanhecer e ao entardecer, pois são as alturas do dia que a maioria dos insectos prefere, em busca do fresco que as horas de maior calor lhes negam. Mas alguns também têm actividade durante o dia, e por isso é importante nunca esquecer as medidas preventivas.
Além disso, os insectos são atraídos por cores vivas, pelo que também ajuda a mantê-los à distância optar por roupas com tons mais neutros, sempre que possível cobrindo os braços e pernas, mas não demasiado largas para que os insectos não consigam “entrar” e atingir a pele coberta.
Também alguns odores podem atrair os insectos: cosméticos e perfumes com cheiros muito activos funcionam como um convite a uma picada. Os alimentos e as bebidas têm igualmente um efeito poderoso sobre estes pequenos voadores, sendo conveniente mantê-los tapados.
Neste “manual de instruções” não deve faltar o repelente: são geralmente substâncias químicas que evitam a aproximação dos insectos, oferecendo protecção por algumas horas.
Não os matam, mas mantêm a pele a salvo…
Repelente, modo de usar
Os repelentes sintéticos são produtos químicos, que requerem autorização da Direcção-Geral de Saúde para serem comercializados.
Em nome da segurança, há que respeitar as recomendações de aplicação: na pele ou na roupa, consoante o tipo de repelente, nunca sobre pele irritada, evitando o contacto com olhos e boca e lavando bem as mãos após cada aplicação.
Existem repelentes adequados para as crianças, mas devem ser os adultos a aplicar o repelente, não obstante existirem embalagens do tipo roll-on. É que há sempre o perigo de contacto directo das mãos e, delas, com a boca ou os olhos.