A Plataforma G. R. I. A., que foi lançada hoje na Alimentaria, um projecto que resulta da parceria entre o INSA – Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) e a GS1 Portugal, propõe-se criar a Base de Dados nacional sobre a classificação e composição dos alimentos, pondo fim à dispersão de dados actual, com recurso ao sistema de normas GS1.
O projecto de criação da Plataforma G.R.I.A. resulta de uma parceria entre o INSA e a GS1 Portugal, no âmbito do programa PortFIR (Portal de Informação Alimentar), cujo principal objectivo é operacionalizar a Rede Portuguesa sobre Composição de Alimentos junto do sector da produção e distribuição alimentar. O projecto foi apresentado hoje no seminário de lançamento da Plataforma G. R. I. A., integrado no programa da Alimentaria 2009, que contou com a presença de Representantes do Ministério da Agricultura e da Saúde, assim como de Entidades Representativas do Sector Agro-alimentar.
«Em Portugal assiste-se ainda a um défice de educação alimentar dos consumidores o qual exige uma contínua aposta na criação e no desenvolvimento de políticas de regulação, educação e formação. Políticas que se tornam mais eficazes quando reúnem entidades da Sociedade Civil e do Estado. E a associação entre a GS1 Portugal e o INSA é um destes exemplos de sucesso do diálogo e criação de sinergias, pelo que estão de parabéns pela forma como desenharam um modelo de congregação de parceiros e a divulgação da iniciativa», referiu José Manuel Pizarro, Secretário de Estado da Saúde, que presidiu à abertura.
José Manuel Pizarro acrescentou que «a parceria entre a GS1 Portugal e o INSA irá, certamente, possibilitar a concentração e análise de informação alimentar necessária à produção de estudos e à auto-regulação, assim como a implementação de boas práticas entre os parceiros integrados hoje e amanhã nesta rede de excelência informativa».
Luís Barreiros, do Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura, referiu na sua intervenção que «a regulamentação alimentar é cada vez mais complexa exigindo um controlo integrado mais rigoroso. Controlo este que só é possível através do recurso a sistemas de informação adequados, onde a qualidade dos dados e da respectiva inserção é um aspecto fundamental. A Plataforma G.R. I. A. será facilitadora neste papel de promoção da eficácia».
A Plataforma G. R. I. A. resulta do desenvolvimento permanente das políticas nacionais e internacionais de normalização de produtos e serviços e enquadra-se no projecto da União Europeia PortFir/EuroFir. As vantagens desta Plataforma dizem respeito à uniformização dos dados nacionais e europeus sobre alimentos, com base no sistema GS1 GDSN (Global Data Synchronization Network), para um mais eficaz e rigoroso cruzamento de dados. A uniformização da informação actualmente dispersa em diversas bases de dados possibilitará a criação, desenvolvimento e implementação de vários estudos, como por exemplo sobre hábitos e comportamentos alimentares; e a redução de custos inerentes à aplicabilidade desses mesmos estudos e optimização de pesquisa e resultados.
João Picoito, responsável pela plataforma tecnológica GS1 GDSN da GS1 Portugal, sublinhou que «este projecto ao permitir a integração de fluxos de informação sobre alimentos entre os produtores e utilizadores de base de dados do Sector Agro-alimentar, representa um passo muito significativo porque possibilitará ao sector a utilização de uma linguagem comum uniformizada». Todos os produtos alimentares disponíveis no mercado nacional poderão ser abrangidos por este projecto, dependendo do envolvimento dos parceiros e da capacidade de implementação das decisões que forem sendo tomadas no decurso dos trabalhos. Contudo, dada a vastidão do universo dos alimentos em Portugal, terão de ser definidas prioridades baseadas essencialmente nas necessidades de informação para a promoção e protecção da saúde pública, na vertente relacionada com a alimentação.
Uma das grandes preocupações inerentes à criação desta base de dados é contribuir para gerar evidência científica na área das relações entre alimentação e saúde. «É conhecida a existência de estudos que revelam resultados contraditórios ou inconclusivos quanto à relação de determinados alimentos e/ou nutrientes e a saúde. Um dos factores que contribuem para divergência destes resultados é a utilização de bases de dados de composição nutricional não normalizadas e consequentemente não comparáveis», explicou Luísa Oliveira, Técnica Superior de Saúde do INSA. «Regularmente são investidos recursos consideráveis em estudos de investigação epidemiológica cujos resultados ficam aquém do desejável, devido à inexistência de bases de dados comuns, normalizadas e que respondam às necessidades dos estudos», concretiza esta responsável. Por outro lado, segundo dados disponibilizados pela GS1 a ineficiência da indústria agro-alimentar, no que diz respeito à gestão de bases de dados, gera a perda de cerca de 30 mil milhões de dólares por ano, ou seja, o equivalente a 3,4 por cento das vendas. A inexistência de um correcto sistema de identificação e codificação gera acréscimo de custos, relacionados por exemplo com a necessidade de trabalho manual para inserção de dados, ao mesmo tempo que acarreta custos financeiros elevados para as empresas ou organizações e, consequentemente, para o cidadão comum.
Numa primeira fase, o investimento previsto para o desenvolvimento deste projecto prende-se sobretudo com a disponibilização, por parte dos parceiros, de recursos humanos para a participação nos grupos de trabalho temáticos e para o carregamento da base de dados nacional. Esta base de dados, que conterá informação relativa aos respectivos produtos alimentares, será gerida pelo INSA. Numa fase ulterior, poderá ser necessário investir no desenvolvimento de ferramentas informáticas e na realização de programas analíticos com vista à produção de novos dados sobre nutrientes ou outros componentes bioactivos com interesse em saúde pública. «Para se ter uma noção do valor destas bases de dados e da importância da colaboração nacional para a optimização dos recursos existentes, posso adiantar que a actual Tabela da Composição dos Alimentos, que contém cerca de 40 mil dados, representa um custo em recursos materiais e humanos de cerca de 14 milhões de euros», afirmou Luísa Oliveira.
Para além do INSA e da GS1 Portugal, a G.R.I.A. conta também com o apoio da FIPA (Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares), APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição), ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), APN (Associação Portuguesa de Nutricionistas), Centromarca, Direcção Geral da Saúde através da Plataforma contra a Obesidade e do Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura, entre outros.
A GS1 Portugal – Associação Portuguesa de Identificação e Codificação de Produtos (http://www.gs1pt.org) é a única entidade nacional que gere um sistema de identificação internacional e normalizado que permite a gestão eficiente de qualquer cadeia de valor. É uma organização privada, sem fins lucrativos, formada por industriais, distribuidores e prestadores de serviços.
Os ganhos de eficiência, em Portugal, encontram-se reconhecidos desde a sua fundação – 1985 – tendo permitido o aumento sustentado do número de empresas aderentes ao Sistema GS1 e que totalizam hoje mais de 6.000 empresas associadas. Os indicadores de gestão evidenciam um modelo organizativo e de gestão eficiente, transparente e ao serviço dos seus associados.
A GS1 em Portugal lidera o desenvolvimento e a implementação de standards bem como de boas práticas operacionais, actuando como facilitador na cadeia de valor. Faz parte de uma network internacional que integra mais de 100 organizações gestoras do Sistema GS1, presentes nos 5 continentes.
O Sistema GS1 é um conjunto de normas integradas – reconhecidas internacionalmente – para a gestão eficiente das cadeias de valor multi-sectoriais, baseada numa identificação única e inequívoca de produtos, unidades de expedição, activos, localizações e serviços, que agiliza todos os processos comerciais, incluindo o comércio electrónico e a rastreabilidade.
O projecto de criação da Plataforma G.R.I.A. resulta de uma parceria entre o INSA e a GS1 Portugal, no âmbito do programa PortFIR (Portal de Informação Alimentar), cujo principal objectivo é operacionalizar a Rede Portuguesa sobre Composição de Alimentos junto do sector da produção e distribuição alimentar. O projecto foi apresentado hoje no seminário de lançamento da Plataforma G. R. I. A., integrado no programa da Alimentaria 2009, que contou com a presença de Representantes do Ministério da Agricultura e da Saúde, assim como de Entidades Representativas do Sector Agro-alimentar.
«Em Portugal assiste-se ainda a um défice de educação alimentar dos consumidores o qual exige uma contínua aposta na criação e no desenvolvimento de políticas de regulação, educação e formação. Políticas que se tornam mais eficazes quando reúnem entidades da Sociedade Civil e do Estado. E a associação entre a GS1 Portugal e o INSA é um destes exemplos de sucesso do diálogo e criação de sinergias, pelo que estão de parabéns pela forma como desenharam um modelo de congregação de parceiros e a divulgação da iniciativa», referiu José Manuel Pizarro, Secretário de Estado da Saúde, que presidiu à abertura.
José Manuel Pizarro acrescentou que «a parceria entre a GS1 Portugal e o INSA irá, certamente, possibilitar a concentração e análise de informação alimentar necessária à produção de estudos e à auto-regulação, assim como a implementação de boas práticas entre os parceiros integrados hoje e amanhã nesta rede de excelência informativa».
Luís Barreiros, do Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura, referiu na sua intervenção que «a regulamentação alimentar é cada vez mais complexa exigindo um controlo integrado mais rigoroso. Controlo este que só é possível através do recurso a sistemas de informação adequados, onde a qualidade dos dados e da respectiva inserção é um aspecto fundamental. A Plataforma G.R. I. A. será facilitadora neste papel de promoção da eficácia».
A Plataforma G. R. I. A. resulta do desenvolvimento permanente das políticas nacionais e internacionais de normalização de produtos e serviços e enquadra-se no projecto da União Europeia PortFir/EuroFir. As vantagens desta Plataforma dizem respeito à uniformização dos dados nacionais e europeus sobre alimentos, com base no sistema GS1 GDSN (Global Data Synchronization Network), para um mais eficaz e rigoroso cruzamento de dados. A uniformização da informação actualmente dispersa em diversas bases de dados possibilitará a criação, desenvolvimento e implementação de vários estudos, como por exemplo sobre hábitos e comportamentos alimentares; e a redução de custos inerentes à aplicabilidade desses mesmos estudos e optimização de pesquisa e resultados.
João Picoito, responsável pela plataforma tecnológica GS1 GDSN da GS1 Portugal, sublinhou que «este projecto ao permitir a integração de fluxos de informação sobre alimentos entre os produtores e utilizadores de base de dados do Sector Agro-alimentar, representa um passo muito significativo porque possibilitará ao sector a utilização de uma linguagem comum uniformizada». Todos os produtos alimentares disponíveis no mercado nacional poderão ser abrangidos por este projecto, dependendo do envolvimento dos parceiros e da capacidade de implementação das decisões que forem sendo tomadas no decurso dos trabalhos. Contudo, dada a vastidão do universo dos alimentos em Portugal, terão de ser definidas prioridades baseadas essencialmente nas necessidades de informação para a promoção e protecção da saúde pública, na vertente relacionada com a alimentação.
Uma das grandes preocupações inerentes à criação desta base de dados é contribuir para gerar evidência científica na área das relações entre alimentação e saúde. «É conhecida a existência de estudos que revelam resultados contraditórios ou inconclusivos quanto à relação de determinados alimentos e/ou nutrientes e a saúde. Um dos factores que contribuem para divergência destes resultados é a utilização de bases de dados de composição nutricional não normalizadas e consequentemente não comparáveis», explicou Luísa Oliveira, Técnica Superior de Saúde do INSA. «Regularmente são investidos recursos consideráveis em estudos de investigação epidemiológica cujos resultados ficam aquém do desejável, devido à inexistência de bases de dados comuns, normalizadas e que respondam às necessidades dos estudos», concretiza esta responsável. Por outro lado, segundo dados disponibilizados pela GS1 a ineficiência da indústria agro-alimentar, no que diz respeito à gestão de bases de dados, gera a perda de cerca de 30 mil milhões de dólares por ano, ou seja, o equivalente a 3,4 por cento das vendas. A inexistência de um correcto sistema de identificação e codificação gera acréscimo de custos, relacionados por exemplo com a necessidade de trabalho manual para inserção de dados, ao mesmo tempo que acarreta custos financeiros elevados para as empresas ou organizações e, consequentemente, para o cidadão comum.
Numa primeira fase, o investimento previsto para o desenvolvimento deste projecto prende-se sobretudo com a disponibilização, por parte dos parceiros, de recursos humanos para a participação nos grupos de trabalho temáticos e para o carregamento da base de dados nacional. Esta base de dados, que conterá informação relativa aos respectivos produtos alimentares, será gerida pelo INSA. Numa fase ulterior, poderá ser necessário investir no desenvolvimento de ferramentas informáticas e na realização de programas analíticos com vista à produção de novos dados sobre nutrientes ou outros componentes bioactivos com interesse em saúde pública. «Para se ter uma noção do valor destas bases de dados e da importância da colaboração nacional para a optimização dos recursos existentes, posso adiantar que a actual Tabela da Composição dos Alimentos, que contém cerca de 40 mil dados, representa um custo em recursos materiais e humanos de cerca de 14 milhões de euros», afirmou Luísa Oliveira.
Para além do INSA e da GS1 Portugal, a G.R.I.A. conta também com o apoio da FIPA (Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares), APED (Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição), ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), APN (Associação Portuguesa de Nutricionistas), Centromarca, Direcção Geral da Saúde através da Plataforma contra a Obesidade e do Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura, entre outros.
A GS1 Portugal – Associação Portuguesa de Identificação e Codificação de Produtos (http://www.gs1pt.org) é a única entidade nacional que gere um sistema de identificação internacional e normalizado que permite a gestão eficiente de qualquer cadeia de valor. É uma organização privada, sem fins lucrativos, formada por industriais, distribuidores e prestadores de serviços.
Os ganhos de eficiência, em Portugal, encontram-se reconhecidos desde a sua fundação – 1985 – tendo permitido o aumento sustentado do número de empresas aderentes ao Sistema GS1 e que totalizam hoje mais de 6.000 empresas associadas. Os indicadores de gestão evidenciam um modelo organizativo e de gestão eficiente, transparente e ao serviço dos seus associados.
A GS1 em Portugal lidera o desenvolvimento e a implementação de standards bem como de boas práticas operacionais, actuando como facilitador na cadeia de valor. Faz parte de uma network internacional que integra mais de 100 organizações gestoras do Sistema GS1, presentes nos 5 continentes.
O Sistema GS1 é um conjunto de normas integradas – reconhecidas internacionalmente – para a gestão eficiente das cadeias de valor multi-sectoriais, baseada numa identificação única e inequívoca de produtos, unidades de expedição, activos, localizações e serviços, que agiliza todos os processos comerciais, incluindo o comércio electrónico e a rastreabilidade.