GS1 Portugal-CODIPOR apresentou “estado da arte” da RFID em Portugal e no Mundo - Médicos de Portugal

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GS1 Portugal-CODIPOR apresentou “estado da arte” da RFID em Portugal e no Mundo

20 Junho, 2008 0

A GS1 Portugal-CODIPOR realizou durante os dias 18 e 19 de Junho uma conferência subordinada ao tema “A Tecnologia RFID em Portugal”no Hotel Tiara em Lisboa. Durante estes dois dias foram apresentados casos de sucesso na aplicação da tecnologia de Identificação por Rádio Frequência (RFID) nas mais diversas áreas e debatidas as vantagens da sua utilização.

Redução dos custos, aumento da segurança, criação de valor e cumprimento de requisitos, legais ou de mercado são apenas algumas das vantagens associadas à utilização da tecnologia RFID, enumeradas pelos vários especialistas convidados da GS1 Portugal-CODIPOR para debaterem o “estado da arte” desta solução tecnológica. Em Portugal tal como no resto do mundo a utilização da RFID vem registando um crescimento e as estimativas apontam para que esta continue a ser a tendência no futuro.

De acordo com um estudo divulgado recentemente pela empresa de pesquisas ABI Research, estima-se que em cinco anos o mercado de RFID deverá movimentar cerca de 9,7 biliões de dólares. Os números apontam para um crescimento na ordem dos 15 por cento ao ano até 2013. Contudo, dados apresentados no segundo dia de conferência por Magda Cocco, associada sénior da Vieira de Almeida & Associados – Sociedade de Advogados, citando os resultados do Relatório da IDTechEx, dão conta de estimativas sobre as previsões do mercado de RFID que apontam para 25 biliões de dólares em 2018. “No início de 2007 o número de etiquetas RFID vendidas ultrapassou os 4 biliões, um quarto das quais foram vendidas em 2006”, referiu a especialista. Em finais de 2007 esse valor era de 1.740 milhões de etiquetas.

Parte da evolução que se prevê para a utilização da RFID dever-se-á, segundo o estudo da ABI Research, à formalização de contratos de compromisso assinados, com grandes empresas, com o são os casos do fabricante de aviões Airbus, que anunciou recentemente vários projectos com recurso a esta a tecnologia. O mercado deverá crescer, fundamentalmente, com base em diversas aplicações, como sejam a gestão de inventários, controle de acessos e controle da cadeia de abastecimento, e em vários segmentos industriais.

Magda Cocco enumerou vários desafios jurídicos que ainda se colocam quanto à utilização desta tecnologia, relacionados nomeadamente com “a gestão e utilização de frequência, a interoperabilidade dos sistemas, a propriedade intelectual e a segurança, privacidade e dados pessoais”. Este último aspecto, referiu ainda, “constitui um dos maiores desafios ao crescimento de tecnologia RFID”.

A Comissão Europeia, que teve em conta as preocupações surgidas sobretudo as relacionadas com a segurança e a privacidade, constituiu um grupo de aconselhamento sobre o uso de etiquetas de radiofrequência para discutir a regulamentação e os cuidados na adopção da tecnologia. Contudo, esta instituição europeia reconhece as vantagens da utilização desta tecnologia e prepara-se para apresentar em Setembro deste ano uma Recomendação sobre a matéria aos Estados-Membros. “E até finais de 2008 terá de estar concluída uma avaliação das opções políticas europeias e da necessidade de novas medidas legislativas. Um processo que está actualmente em curso”, relembrou Magda Cocco.

Silvério Paixão, gestor do departamento de Cadeia de Abastecimento da GS1 Portugal-CODIPOR, frisou, por seu turno, a importância da normalização da tecnologia e aplicações RFID. Para este responsável, “é o EPCglobal que vai viabilizar o roll-out seguro da RFID. E, para garantir os ganhos de utilização do EPC/RFID, é fundamental a re-engenharia dos sistemas e processos internos”.

Emilie Danel, que integra a equipa do Projecto BRIDGE – Building Radiofrequency Identification Solutions for the Global Environment, apresentou no dia 19 os últimos desenvolvimentos desta iniciativa europeia. Este projecto teve início em Julho de 2006, com uma duração de três anos, e envolve 30 parceiros, implicando um investimento de 13 milhões de euros, com co-financiamento comunitário de 7,5 milhões de euros. No âmbito do BRIGE, estão actualmente em curso diversos casos pilotos em áreas como a farmacêutica, o sector têxtil e em matéria de contrafacção.

Francisco Teixeira, Director Técnico do RFID Solution Center da Sybase Portugal, que fez uma apresentação sobre a “RFID made in Portugal”, deu como exemplo de aplicação da tecnologia o caso da Throttleman. “O forte crescimento registado pela Throttleman foi uma das motivações para que esta marca viesse a optar pela adopção da tecnologia RFID. Entre outros benefícios verificados podemos destacar a recepção e contabilização automatizada dos artigos, a validação de 15 mil artigos por hora e uma redução de 60 por cento no espaço em armazém”, relatou.

No último dia da conferência organizada pela GS1 Portugal-CODIPOR foram ainda apresentados casos de aplicação de RFID na actividade logística, assim como na indústria livreira com o “Caso Prático da Livraria Byblos”. Os especialistas convidados demonstraram ainda como a RFID permite localizar mais de 150 mil itens e a sua eficiência tecnológica na maximização e operacionalização dos processos de gestão.

O último dia de conferência encerrou com a intervenção de João Mateus, adjunto do coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, com uma “Reflexão sobre o RFID e a «Internet das Coisas»”.

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