Gripe e Constipações – Prevenção e Tratamento

Os antibióticos destinam-se a infecções bacterianas e não virais, pelo que nunca devem ser tomados em caso de constipação ou gripe, uma vez que não terão qualquer efeito ou podem mesmo, em determinadas situações, agravar o estado do doente. As medidas gerais e estes medicamentos, de venda livre nas farmácias, ajudam a controlar os sintomas e, ao fim de 1 a 2 semanas, estes deverão ter desaparecido.
No entanto, em algumas situações mais graves poderá ser necessário recorrer ao médico. Este deverá ser contactado em caso de: nas crianças, febre superior a 39,5o C ou que dura mais de 3 dias; sintomas que duram mais de 10 dias; dificuldade em respirar; respiração rápida ou pieira; pele de cor azulada; dor ou corrimento no ouvido; alterações do estado mental (como sonolência intensa, irritabilidade ou convulsões); sintomas de gripe que melhoram mas depois voltam com febre e tosse mais graves; agravamento de uma doença crónica (como diabetes ou doença cardíaca); vómitos ou dor abdominal.
Nos adultos, febre alta (superior a 39o C) e prolongada; sintomas que duram mais de 10 dias ou agravam em vez de melhorar; dificuldade em respirar; dor ou pressão no peito; sensação de desmaio; confusão ou desorientação; vómitos graves e persistentes; dor na face ou dor de garganta e febre sem outros sintomas de gripe.
O que fazer para prevenir a constipação e a gripe?
Como em qualquer situação, prevenir é melhor do que remediar. Assim, existem também medidas que podem ser tomadas com vista a prevenir quer a constipação quer a gripe. Lavar as mãos frequentemente reduz o risco de transmissão de germes. Uma alimentação saudável, exercício físico regular e um sono reparador também desempenham um papel importante na prevenção da gripe e da constipação, porque ajudam a fortalecer o nosso sistema imunitário.
A vacinação é um ponto importante na prevenção da gripe. Existem mais de 200 vírus diferentes que podem causar a constipação, e, por essa razão, não existe uma vacina contra a constipação. Já a gripe é causada pelo vírus influenza, estando portanto disponível uma vacina contra a gripe.
A vacina em si não causa a doença, e mesmo os indivíduos vacinados podem vir a contrair gripe. No entanto, nesses casos, os sintomas são menos graves e a vacina protege contra as complicações da gripe em idosos, crianças ou doentes crónicos já explicadas acima.
Qualquer pessoa pode receber a vacina da gripe; no entanto existem alguns grupos considerados em risco e nos quais a vacina é aconselhada: todas as pessoas com idade superior a 60 anos; adultos portadores de doenças crónicas (mesmo se grávidas ou a amamentar); sem-abrigo; co-habitantes com pessoas de alto risco; diabéticos; doentes com cancro, infecção pelo HIV ou medicados com corticosteróides, quimioterapia ou radioterapia; residentes em clínicas, com internamentos prolongados, e trabalhadores na área da saúde.
Apesar da eficácia da vacina da gripe, em alguns casos ela está contra-indicada. São eles: pessoas que tiveram uma reacção prévia a esta vacina; pessoas que já tiveram uma reacção alérgica a ovos de galinha, neomicina ou timerosal; indivíduos que tiveram uma doença caracterizada por paralisia, chamada Síndrome de Guillain-Barré, após uma vacina da gripe; pessoas com doença febril no momento; primeiro trimestre da gravidez.

