Fibrilhação auricular: Tratamento e prevenção adequada reduzem em cinco vezes a possibilidade de se sofrer de um AVC - Médicos de Portugal

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Fibrilhação auricular: Tratamento e prevenção adequada reduzem em cinco vezes a possibilidade de se sofrer de um AVC

10 Março, 2011 0
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Na maioria das vezes, o risco de se vir a sofrer de tromboses vai aumentando com a idade. “Se o sangue fica mais fino também aumenta a possibilidade de hemorragias daí que seja necessário o adequado controlo do INR. Este deve estar entre o nível 2 e 3 para que não aumente o risco de hemorragia e a eficácia seja máxima.” Quando os doentes andam bem vigiados, um controlo mensal do INR é suficiente. “É muito importante que haja um acompanhamento médico regular para que a terapêutica seja devidamente ajustada aos valores do INR”, acrescenta João Primo.

Factos que interessam

– “A incidência de FA abaixo dos 60 anos é relativamente baixa mas a partir dos 70 anos de idade, quadriplica. Depois dos 80, ainda duplica relativamente à década anterior”, indica João Primo.

– A incidência global é idêntica entre homens e mulheres mas é mais frequente nos homens a partir dos 70 anos. Ainda assim, a partir dos 80 anos, são as mulheres a sofrer mais deste problema porque a esperança média de vida no sexo feminino é superior à dos homens.

– “A abordagem da fibrilhação auricular está sempre em evolução, quer na vertente de prevenção, quer na vertente de tratamento. Estamos a discutir também a questão da proximidade, ou seja, a possibilidade de um doente fazer o controlo do hipocoagulação oral no centro de saúde mais próximo em vez de o doente ter de se deslocar para um hospital central ou um laboratório de análises clínicas mais longínquos”, defende o presidente da APAPE.

 

Estudo FAMA ajuda a diagnosticar a doença

A falta de dados fiáveis sobre a prevalência de fibrilhação auricular no nosso país foi o motivo que levou ao arranque do estudo epidemiológico FAMA, a cargo do Instituto Português do Ritmo Cardíaco (IPRC) e da APAPE. O estudo avaliou 10.447 indivíduos, de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 40 anos residentes em 70 localidades de Portugal continental e ilhas, de forma aleatória.

As conclusões do projecto revelaram que 2,5 % dos portugueses com mais de 40 anos sofrem desta arritmia cardíaca e que se extrapolarmos estes dados para a população nacional nessa faixa etária, pode afirmar-se que são 121. 825 os portugueses que são afectados pela FA. A prevalência é contudo muito superior na população com mais de 70 anos, com 6,6% e ainda maior em pessoas com mais de 80 anos, 10,4%.

Apesar da fibrilhação auricular ser a arritmia mais frequente na prática clínica, o estudo FAMA veio mostrar que dos indivíduos com FA, só 62 por cento estava previamente diagnosticado, e destes só 74 por cento fazia qualquer medicação para esta arritmia. Há, por outro lado, uma prevalência superior de patologias como a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), a diabetes, a hipertensão e a dislipidemia nos indivíduos com FA, em comparação com a amostra global.

Jornal do Centro de Saúde

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