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Febre: a companheira das doenças

24 Novembro, 2006 0

Conselhos úteis

Para reduzir a febre ou diminuir o mal-‑estar podem utilizar-se alguns recursos:

– Beber muitos líquidos para prevenir a desidratação;
– Evitar o excesso de roupas;
– No caso das crianças, devem estar em ambientes arejados e frescos;
– São também aconselhados banhos

Mas no Inverno surge mais surge mais frequentemente ligada às infecções respiratórias altas ou à gripe sem, no entanto, assumir, na maioria dos casos, formas graves.

A febre é um conjunto de sintomas e sinais, traduzido na prática pelo aumento da temperatura do corpo. Considera–se uma situação febril quando a temperatura axilar se situa acima dos 37 graus, segundo o Dr. Francisco George, subdirector-geral da Direcção-Geral da Saúde.

A febre está ligada a múltipla situações e, por isso, há que ter em conta a forma como surge, a sua magnitude, a evolução ao longo do dia, como se manifesta, se mais durante o período diurno ou nocturno, etc.

«É necessário analisar todo um conjunto de situações que implicam uma análise cuidada a fim de permitir estabelecer um diagnóstico de presunção da doença que lhe está associada. Por estar ligada a dife­rentes doenças, a febre impõe o esclarecimento da sua origem ou natureza, designa­damente, o diagnóstico de uma possível doença infecciosa.

No Inverno, e na maioria das vezes, está ligada a situações sem grande gravidade, como as infecções respiratórias comuns ou, então, à «verdadeira» gripe (provocada pelo vírus influenza). De facto, durante os meses frios os vírus estão mais activos», refere Francisco George.

E acrescenta: «Costumamos dizer que não há Inverno sem gripe. Mas, além da gripe, verifica-se, habitualmente, um aumento da actividade de outros vírus, que provocam doenças distintas mas com quadros clínicos semelhantes e que podem ter como manifestação principal a febre.»

Nestes casos, só o laboratório pode determinar, com rigor, a origem da infecção.

Comportamento da febre

No processo de diagnóstico não é suficiente ter uma única medição de tempe­ratura.

«A caracterização correcta da febre implica a elaboração de um diagrama diário e, se possível, de um período mais alargado, para perceber o comportamento da febre», conforme faz notar o especia­lista.

Este diagrama pode ser um instrumento útil no diagnóstico da sua etiologia.

«A febre por si só induz um estado de mal-estar generalizado», diz Francisco George, apontando como exemplo as doenças febris adquiridas nas alturas mais quentes do ano, sobretudo em regiões do mundo em que o acesso a antipiréticos não é tão fácil.

«Uma criança com febre, provocada, por exemplo, por paludismo numa região tropical sem acesso a antipiréticos, sofre imenso», frisa o médico.

Por isso, independentemente da infec­ção que a determina, a febre tem de ser sempre combatida, porque ela própria constitui uma situação muito difícil de suportar. Normalmente, este tipo de mani­festação é combatido eficazmente através de antipiréticos e medidas de refrigeração ambiental.

Quanto à automedicação, «só é compreensível em adultos saudáveis e que utilizem antipiréticos de forma orientada, isto é, com respeito pelas doses e vias indicadas, não deixando de pedir conselho ao médico pelo telefone», assegura Francisco George.

Todavia, se a febre se prolongar por mais tempo ou se o doente estiver perante uma doença mais grave é absolutamente necessário consultar o médico.

Em relação aos «febrões», termo normalmente associado às altas tempe­raturas que, por vezes, afectam as crian­ças, Francisco George afirma que «o termo não é cientificamente aceitável.

A expressão traduz preocupação da parte dos pais e é utilizada em situações em que temperaturas muito altas afectam as crianças».

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