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Exercício físico na diabetes

26 Março, 2008 0

A diabetes mellitus é um factor de risco importante para as doenças cardíacas e é a principal causa de cegueira no adulto, amputação, insuficiência renal e a quarta principal causa de morte.

Os principais benefícios do exercício num indivíduo com diabetes mellitus tipo II são a melhoria do controlo glicémico e a perda de peso, assim como a melhoria de parâmetros de saúde cardiometabólica, auto-estima e sensibilidade à insulina.

Adicionalmente, os indivíduos que são fisicamente activos têm menor probabilidade de desenvolver diabetes mellitus tipo II, relativamente aos indivíduos sedentários.

As seguintes considerações devem assumir particular importância quando se prescreve exercício físico a indivíduos com diabetes mellitus:

• Devido ao maior risco de doença cardíaca, ir ao médico para avaliação e obtenção de um atestado.

• Monitorizar a glicose sanguínea regularmente, isto é, antes, durante e depois do exercício.

• Conhecer os sinais e sintomas de hipoglicémia, nomeadamente, tremores, nervosismo (ansiedade), sudação e cefaleias.

• Precauções ambientais durante condições extremas de calor ou frio. Ter cuidados próprios com os pés, devido à probabilidade de neuropatia periférica (disfunção do sistema nervoso). Se existir evidência de neuropatia, evitar actividades de alto-impacto.

• Ter atenção à frequência cardíaca, que, devido à neuropatia, pode não ser um indicador válido da intensidade do exercício.

• Equilibrar devidamente a ingestão de hidratos de carbono e medicação para evitar a hipoglicémia.

• Evitar praticar exercício se a glicose sanguínea exceder os 300mg/dl.

• Evitar praticar exercício durante o pico de actividade de insulina durante um período de uma hora após as injecções intramusculares e os exercícios realizados ao fim da tarde.

• Progredir gradualmente, principalmente com os indivíduos sedentários e/ou com excesso de peso.

• Se existir evidência de retinopatia (destruição das arteríolas retinianas com possível descolamento), ou de nefropatia (doença dos rins), evitar exercícios de elevada intensidade e de alto impacto.

• Enfatizar a responsabilidade pessoal no controlo da doença e a importância do controlo dos níveis de glicose sanguínea, sob supervisão médica.

As linhas orientadoras para a prescrição do exercício para indivíduos com diabetes tipo I enfatizam a regularidade, e para a diabetes tipo 2 dão maior relevância ao gasto calórico total, à glicose sanguínea e ao controlo de peso.

Principais recomendações

Frequência: Cinco a sete dias/semana. Sugere-se diariamente aos indivíduos com diabetes tipo 1 para optimizarem o seu controlo da glicose sanguínea.

Tempo (Duração): 20 a 60 minutos por sessão. Considere a possibilidade de duas sessões diárias mais curtas para maximizar o gasto calórico dos indivíduos com diabetes mellitus tipo II.

Intensidade:

Diabetes Tipo I, 40-85% VO2 Reserva ou

FC Reserva, 55 a 90% FC máxima

Diabetes Tipo II, 40-70% VO2 Reserva ou FC

Reserva, 55 a 80% FC máx., escala de Borg

11- 16

Tipo (Modalidade): exercício aeróbio complementado com treino de resistência muscular.

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