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Estatinas previnem ocorrência de segundo AVC

Novo estudo demonstra que o uso de atorvastatina após o primeiro Acidente Vascular Cerebral (AVC) reduz a ocorrência de novos eventos e o risco de mortalidade.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é, actualmente, a principal causa de morte em Portugal, sendo responsável por 200 mortes em cada 100 mil habitantes [1], sendo uma das taxas mais elevadas da União Europeia.

Neste contexto, foi publicado um estudo que demonstra que a adopção de uma terapêutica à base de atorvastatina após um primeiro Acidente Vascular Cerebral (AVC), reduz o risco de ocorrência de um segundo AVC num período de 10 anos. Além disso, as estatinas reduzem ainda o risco de mortalidade, através da regulação de alguns factores que potenciam eventos cardiovasculares, tais como a pressão arterial.

Assim, nos doentes hospitalizados com um primeiro AVC, a taxa de nova ocorrência foi de 14,1%, dos quais, nos doentes com terapêutica à base de estatinas, a taxa de recorrência foi de 7,6%, enquanto que a dos doentes com medicação sem estatinas foi de 16,3%.

Identificar os factores de risco dos doentes que levam a que tenham um elevado risco de ocorrência de novos AVC, tem implicações importantes na prevenção secundária, ao mesmo tempo que, saber que uma terapêutica com estatinas reduz os acidentes cardiovasculares, pode salvar muitas vidas.”

 

Sobre o estudo:

Este estudo, publicado pelo American Academy of Neurology, teve como objectivo principal concluir se a utilização de uma terapêutica à base de estatinas após AVC afecta eventos cardíacos futuros e a longo prazo a mortalidade, em doentes internados pela primeira vez com diagnósticos de AVC.

A metodologia utilizada assentou num estudo retrospectivo observacional que envolveu os dados de hospitalizações e de morte. O grupo analisado envolveu 794 doentes do Athenian Stroke Registry, admitidos na instituição, desde Janeiro de 1997, e dos quais havia informação sobre a sua evolução no período de 10 anos. Além disso, o modelo utilizado permitiu identificar os principais factores de recorrência de AVC e morte.

Assim, este estudo indica que a prescrição de atorvastatina, após AVC, permite prevenir a ocorrência de novos eventos cardíacos.
A terapêutica com estatinas é o mais importante factor de prevenção a longo prazo da recorrência de eventos mesmo após “ajustes” para a eficácia do controlo da pressão arterial e dos valores de colesterol durante 12 meses após o primeiro AVC.

[1] Dados da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é, actualmente, a principal causa de morte em Portugal, sendo responsável por 200 mortes em cada 100 mil habitantes [1], sendo uma das taxas mais elevadas da União Europeia.

Neste contexto, foi publicado um estudo que demonstra que a adopção de uma terapêutica à base de atorvastatina após um primeiro Acidente Vascular Cerebral (AVC), reduz o risco de ocorrência de um segundo AVC num período de 10 anos. Além disso, as estatinas reduzem ainda o risco de mortalidade, através da regulação de alguns factores que potenciam eventos cardiovasculares, tais como a pressão arterial.

Assim, nos doentes hospitalizados com um primeiro AVC, a taxa de nova ocorrência foi de 14,1%, dos quais, nos doentes com terapêutica à base de estatinas, a taxa de recorrência foi de 7,6%, enquanto que a dos doentes com medicação sem estatinas foi de 16,3%.

Identificar os factores de risco dos doentes que levam a que tenham um elevado risco de ocorrência de novos AVC, tem implicações importantes na prevenção secundária, ao mesmo tempo que, saber que uma terapêutica com estatinas reduz os acidentes cardiovasculares, pode salvar muitas vidas.”

 

Sobre o estudo:

Este estudo, publicado pelo American Academy of Neurology, teve como objectivo principal concluir se a utilização de uma terapêutica à base de estatinas após AVC afecta eventos cardíacos futuros e a longo prazo a mortalidade, em doentes internados pela primeira vez com diagnósticos de AVC.

A metodologia utilizada assentou num estudo retrospectivo observacional que envolveu os dados de hospitalizações e de morte. O grupo analisado envolveu 794 doentes do Athenian Stroke Registry, admitidos na instituição, desde Janeiro de 1997, e dos quais havia informação sobre a sua evolução no período de 10 anos. Além disso, o modelo utilizado permitiu identificar os principais factores de recorrência de AVC e morte.

Assim, este estudo indica que a prescrição de atorvastatina, após AVC, permite prevenir a ocorrência de novos eventos cardíacos.
A terapêutica com estatinas é o mais importante factor de prevenção a longo prazo da recorrência de eventos mesmo após “ajustes” para a eficácia do controlo da pressão arterial e dos valores de colesterol durante 12 meses após o primeiro AVC.

[1] Dados da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral

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