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Especialistas pedem maior comparticipação para doentes com Asma e DPOC

1 Julho, 2008 0

Orientações para uma nova abordagem da gestão da Asma

A Global Initiative for Asthma (GINA) desenvolveu orientações baseadas na evidência através da colaboração de especialistas de todo o mundo. A GINA actualizou recentemente as orientações internacionais de tratamento com uma mudança na ênfase à abordagem recomendada de tratamento da asma, e suporte à necessidade de uma nova abordagem à gestão terapêutica. As orientações englobam:

» O benefício na prevenção de crises parece ser a consequência de uma intervenção antecipada com tratamento intensificado;

» A utilização da combinação de um agonista de rápida e longa acção (formoterol) com um glucocorticoesteróide inalado (budesonida), num único inalador como terapêutica de manutenção e de alívio (Symbicort) é eficaz na manutenção do controlo da asma e redução das crises que necessitam de glucocorticoesteróides sistémicos e de hospitalização;

» A associação budesonida/formoterol administrada quando necessário contribui para uma maior protecção face a crises graves nos doentes já a cumprir terapêutica de manutenção com uma associação e oferecem melhorias no controlo da asma com doses de tratamento relativamente baixas. Ainda não existem dados disponíveis relativamente à aplicação desta abordagem a outras associações.

DPOC

A DPOC é uma doença prevenível e tratável. Mas, uma vez instalada, e sobretudo se persiste o hábito tabágico, tende a progredir lentamente, podendo culminar na insuficiência respiratória. Quando a evolução da DPOC é assim desfavorável, as actividades do dia-a-dia tornam-se penosas e difíceis de realizar.

Como causa de mortalidade, a DPOC ocupa já a quinta posição na União Europeia. Estima-se que, entre nós, a DPOC esteja presente em cinco a seis por cento dos portugueses em idade activa. Por iniciativa da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e do GOLD, coordenado pela Professora Cristina Bárbara, num contexto de acção nacional de rastreios à DPOC, foram examinados 2400 trabalhadores de empresas portuguesas, tendo sido a prevalência de DPOC detectada de 6,3 por cento. Crê-se, consensual e universalmente, que pelo menos 20 por cento dos fumadores virão a desenvolver DPOC.

Na DPOC, a tosse crónica e a expectoração precedem habitualmente em muitos anos o desenvolvimento da limitação respiratória. A dificuldade respiratória começa por surgir em esforços banais, evoluindo depois para uma limitação em actos essenciais do viver, como o falar, tomar banho, vestir, etc.

O diagnóstico desta patologia é simples e baseia-se no registo da capacidade ventilatória por espirometria. Os resultados da espirometria são ainda úteis para orientar a terapêutica e estabelecer o prognóstico. A DPOC, em Portugal, está claramente subdiagnosticada! E quando identificada, subtratada! As razões para assim acontecer são múltiplas: o fumador subvaloriza os sintomas e vive com eles sem comunicar ao médico; os profissionais e autoridades de sáude só nos anos “90” é que despertaram colectivamente para o grande problema que é a DPOC; depois, há insuficiência de formação dos profissionais de saúde e dos meios de diagnóstico, isto é, espirometrias.

Diversos estudos demonstraram que a combinação budesonido/formoterol é um tratamento muito eficaz na prevenção das exacerbações da DPOC, conduzindo a melhorias clinicamente importantes da qualidade de vida relacionada com a saúde. Estes dados são importantes, pois sugerem que a associação de budesonido a formoterol (Symbicort) pode conduzir a um benefício sobre a sobrevida tangível assim como sobre a melhoria da qualidade de vida do doente.

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