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Especialistas na área da Dor reúnem na Ilha do Faial – Açores

A sétima edição do Fórum de Dor das Ilhas Atlânticas irá realizar-se na Ilha do Faial, nos Açores, entre os dias 15 e 17 de Junho e, este ano, será o serviço de anestesiologia do Hospital da Horta a acolher a reunião anual do Fórum de Dor das Ilhas do Atlântico.

A directora do serviço, Dr.ª Conceição Nascimento, considera que este é um desafio enriquecedor para todos os seus participantes e acrescenta que “o nosso hospital tem uma unidade de dor aguda do pós-operatório e, neste momento, estamos empenhados em abrir uma consulta de dor crónica. A realização do Fórum será, sem dúvida, uma mais valia para nós, nomeadamente no contacto e troca de impressões com colegas de grande qualidade e larga experiência, um contributo importante para essa concretização”.

DOR…uma sensibilização permanente

A dor crónica atinge um em cada cinco adultos na Europa e cerca de 2/3 referem dor de intensidade moderada ou severa. Em Portugal, único país europeu que celebra o dia nacional de luta contra a dor (14 de Junho), têm sido promovidas diversas iniciativas de sensibilização, quer junto da sociedade civil, quer junto dos profissionais de saúde.

Pretende-se, assim, chamar a atenção para a necessidade permanente de mudar a mentalidade dos portugueses para que não “sofram em silêncio”. Além disto, procura-se informar sobre os diversos profissionais que tratam a dor, bem como sobre as várias técnicas de controlo, que podem ajudar e melhorar a qualidade de vida.

Especialistas na área da Dor reúnem na Ilha do Faial – Açores

A necessidade de continuar a sensibilizar e a informar para a máxima de que a dor “Trata-se”, não é uma “Fatalidade”, reflecte-se também, e cada vez mais, junto dos profissionais de saúde. “Pelo interesse demonstrado pelos diferentes grupos profissionais envolvidos, consideramos que os temas a apresentar e a discutir, nas suas múltiplas variantes e condicionalismos, apresentam uma enorme actualidade e oportunidade” avança o anestesiologista na Unidade de Dor do Hospital Central do Funchal, e membro do Fórum de Dor das Ilhas do Atlântico, Dr. Duarte Correia.

Porque o alívio da dor é um direito e colaborar no seu tratamento é um dever, o programa da sétima edição do Fórum de Dor das Ilhas Atlânticas pretende, por um lado, sensibilizar os profissionais de saúde das Regiões da Macaronésia para a dor e a população em geral para a necessidade de desmistificar o uso de determinadas terapêuticas, nomeadamente os opióides; a importância da equipa multidisciplinar na abordagem ao doente com dor crónica; a existência de várias técnicas para o controle da dor.

Além destes aspectos, a organização pretende chamar a atenção para a maior articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares, bem como promover uma troca mútua de experiências e conhecimentos entre os profissionais que trabalham nas diferentes unidades de dor das diversas ilhas atlânticas e do continente.

A sétima edição do O Fórum de Dor das Ilhas Atlânticas realiza-se na ilha do Faial, nos Açores, no Fayal Resort Hotel, entre os dias 15 e 17 de Junho. Este ano, a organização pretende abordar temáticas actuais e de maior relevância para o panorama nacional na área da Dor, bem como proporcionar ao grupo de profissionais envolvidos nesta área uma oportunidade de actualização e de troca de experiências e saberes.

Entre os temas em debate, a sétima reunião anual destaca temáticas como Organização do tratamento da dor crónica nas Regiões Insulares, Os cuidados de saúde primários e a dor e o Tratamento da dor não oncológica.

Uma vez que na ilha do Faial não existe consulta de dor crónica, a abordagem à Organização do tratamento da dor crónica nas Regiões Insulares assume grande importância para a organização. “Pensamos que é de extrema importância o desenvolvimento dessas consultas, pois são os Hospitais, os únicos locais onde é possível congregar a noção da multidisciplinaridade, que na opinião dos especialistas é uma noção imprescindível para o controle correcto da dor” conclui a Dr.ª Conceição Nascimento. Deste modo, a organização da consulta no Hospital do Horta, em termos de recursos humanos, será constituída por Anestesista, Médico de Medicina Geral e Familiar, Psiquiatra, Psicóloga, Enfermeiro, Psicoterapeuta e Assistente Social.

Ao abordar este tema, a organização pretende alertar para a necessidade de inclusão de um um médico de Medicina Geral e Familiar nas equipas multidisciplinares das unidades de dor. A Dr.ª Conceição Nascimento explica a relevância deste aspecto: “os médicos de Medicina Geral e Familiar são o primeiro elo da cadeia no tratamento do doente com dor, além de acompanharem os tratamentos mais diferenciados que são realizados pelos especialistas” e acrescenta “a sua integração nas equipas de unidade de dor irá possibilitar um melhor acompanhamento dos doentes no apoio domiciliário e ainda uma melhor interligação entre os profissionais dos cuidados primários de saúde e os cuidados hospitalares mais diferenciados”.

A abertura da consulta, prevista para 2007, representa uma mais valia para a população, bem como para o Hospital da Horta. “Penso que a população irá beneficiar muito pois a dor ainda não é bem tratada nesta ilha e as pessoas encontram-se submedicadas e a sofrer em silêncio. Com a abertura desta consulta vão ter acesso a uma melhor informação, beneficiarão das diversas técnicas de controle da dor crónica e serão apoiados na vertente biopsicosocial”, conclui a directora do serviço de anestesiologia do Hospital da Horta.

A importância da abordagem multidisciplinar das formas complexas de dor, é igualmente um aspecto de extrema importância para o Dr. Duarte Correia que acrescenta “esta constitui na nossa opinião condição sine qua non a uma abordagem clínica e a um tratamento adequado de um síndrome álgico”.

É a convergência de metodologias diferentes, perspectivas e conceitos diferenciados, formações diversas, orientadas e fortemente motivadas para um único objectivo – a melhoria do doente –, que permite à equipa multidisciplinar uma visão biopsicosocial, obviando tempo e recursos no tratamento e recuperação destes doentes, permitindo e objectivando a sua plena integração no seu meio social, familiar e laboral.

Nas regiões insulares, particularmente na Região Autónoma dos Açores, é notória a falta de médicos de Medicina Geral e Familiar em algumas ilhas, o que conduz a um menor acompanhamento dos utentes. Assim, o tema Os Cuidados de saúde primários e a dor irá dar uma perspectiva sobre a necessidade de aumentar os recursos humanos e melhorar a articulação entre os cuidados primários de saúde e os profissionais que prestam cuidados nas unidades de dor. Deste modo, o aumento das consultas aos utentes é visto como um aspecto de extrema importância para diminuir a afluência sistemática aos serviços de urgência dos hospitais. Além do aumento dos recursos humanos, em alguns pontos do país, será necessário sensibilizar os médicos de Medicina Geral e Familiar para a Dor, nomeadamente para “o mito dos opiáceos” que ainda existe por parte dos médicos da Medicina Geral e Familiar.

Neste âmbito, é introduzido outro tema na sétima edição do Fórum de Dor das Ilhas Atlânticas: Tratamento da dor não oncológica. Sobre este aspecto, a Dr.ª Conceição Nascimento comenta “é necessário, por um lado, fazer mais acções de formação explicando que os opióides não se usam, só na dor oncológica, mas também na dor crónica não oncológica, e por outro desmistificar no sentido que esses fármacos não são “droga” e que não causam adição”.

Tendo em consideração que a dor crónica atinge um em cada cinco adultos na Europa e destes, cerca de 2/3 referem dor de intensidade moderada ou severa, o Dr. Duarte Correia considera que existe a necessidade de “adequar a terapêutica analgésica à intensidade da dor, prescrevendo de uma forma racional e adequada, optimizando todos os recursos disponíveis, conduz inevitavelmente a um conjunto de terapêuticas em que os opióides estão implícita e necessariamente incluídos”.

Contudo, o recurso a estes fármacos ainda constitui um desafio actual, quer pelos os mitos e os fantasmas da prescrição terapêutica com opioídes “major”, quer pelo elevado custo de algumas fórmulas terapêuticas, ou da eventual necessidade de material oneroso, adequado, para determinadas vias de administração. Assim, “estes são aspectos que dificultam, e por vezes impossibilitam o recurso a determinadas soluções que optimizariam a prestação de cuidados que todos desejamos”, conclui o mesmo especialista.

Mais uma vez, o Fórum de Dor das Ilhas Atlânticas conta com a participação de prestigiados oradores e clínicos no tratamento da dor. Pela mais valia científica que representam, destaca-se a participação do Professor Doutor Castro Lopes, presidente da APED; do Prof. Jorge Tavares; do Prof. Thomas Toelle; do Dr. José Caseiro; do Dr. Rui Sobral Campos; da Drª. Teresa Flor de Lima; do Dr. Duarte Correia; do Dr. Francisco Robaina; do Dr. Miguel Caramês; do Prof. Albino Teixeira; da Drª. Maria Filomena Lopes e do Dr. Torres Morera.

Com a realização do VII Fórum de Dor das Ilhas Atlânticas pretende-se, mais uma vez, sensibilizar profissionais de saúde e sociedade civil para uma questão tão complexa como a dor. Sobre este aspecto, o Dr. Duarte Correia afirma que “aferir a sensibilização de uma Sociedade numa questão tão complexa como a dor, de uma forma objectiva e desapaixonada pelos seus profissionais, será manifestamente difícil ou impossível, pela parcialidade com que analisarão, pelo entusiasmo que o efectuarão, pelas necessidades e vivências sentidas e perspectivadas por quem de perto conhece a realidade, vive e sente as dificuldades de uma forma diária quase permanente” e acrescenta “é necessário uma sensibilização constante e permanente de todos, para que seja possível uma maior consciencialização que a dor, crónica ou aguda pode e deve ser tratada e que o tratamento da dor é um dever dos profissionais e um direito inalienável dos doentes”.

Sobre o Fórum de Dor das Ilhas do Atlântico

Desde a sua constituição, em 2000, o Fórum tem promovido e realizado os esforços necessários para assumir um papel interveniente na unificação de programas educacionais na área do diagnóstico e tratamento da dor, na racionalização e normalização de métodos, e na divulgação de novas técnicas e formas de tratamento, de acordo com a evolução científica e tecnológica.

De acordo com as normas da Internacional Association for the Study of Pain (IASP), o Fórum tem vindo a promover o ensino e a divulgação no tratamento da dor, contribuindo para a valorização profissional e científica, com especial incidência na formação pós graduada nos Arquipélagos da Macaronésia – Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde.
Anualmente, realiza um congresso (ex. 2005 em Cabo Verde), de forma rotativa nas diferentes Regiões, com a colaboração e participação das pessoas que se dedicam ao tratamento da dor, e promove diversas reuniões científicas periódicas (conferências, colóquios, simpósios, mesas redondas e cursos especializados).

Além de divulgar, elaborar e compilar documentos de cariz científico entre os seus membros, o Fórum tem estimulado a investigação e fomentado a cooperação entre as Unidades de Dor, mediante a participação, colaboração, formação e treino dos seus elementos nos diferentes Serviços e Unidades de Dor nas Regiões onde está integrado, num intercâmbio que se tem revelado extremamente frutuoso.

No âmbito da partilha de experiências e conhecimentos técnico-científicos, tem dinamizado as relações com as organizações congéneres, nacionais e estrangeiras (APED, CAR, SED, EFIC, IASP).

Sob o ponto de vista editorial, todos os anos tem sido da responsabilidade do Fórum, na qualidade de editor convidado, a elaboração de um dos quatro números da revista do CAR (a revista científica de maior divulgação em Portugal na área da anestesiologia e no tratamento da dor).

A colaboração com a APED (Associação Portuguesa para o Estudo da Dor) tem sido recorrente, nomeadamente através da participação nas actividades comemorativas do Dia Nacional de Luta contra a Dor (14 de Junho), no Word Day Against Pain (11 de Outubro), na Semana Europeia de Luta Contra a Dor (Outubro), mediante a promoção destas acções nas Regiões Autónomas. Na Madeira, por exemplo, registou-se uma ampla participação e adesão da sociedade civil nesta actividades, preconizada pelos slogans ”Tratar a Dor, um direito, um dever” e “A dor não é uma fatalidade e que esta pode e deve ser tratada”.

Apesar dos avanços significativos registados nos últimos anos e da visibilidade da dor junto da opinião pública e das entidades governamentais, ainda existe um enorme percurso a ser feito por todos os intervenientes – médicos, doentes, sociedade civil e estruturas de saúde – na promoção de um direito inalienável “Tratar a Dor, melhorar a qualidade de vida” de todos aqueles que são afectados por este flagelo.

Para mais informações, por favor contacte:

Dr.ª Maria da Conceição Nascimento – Presidente da Comissão Organizadora do VII Fórum de Dor das Ilhas Atlânticas e Directora do Serviço de Anestesiologia do Hospital da Horta através do Telf. 292 201 124 e Dr. Duarte Correia – Unidade de Dor do Hospital Central do Funchal e membro do Fórum de Dor das Ilhas do Atlântico através do Tlm. 917 305 040

FAÇA O DOWNLOAD DO PROGRAMA (Documento Associado.pdf)

A directora do serviço, Dr.ª Conceição Nascimento, considera que este é um desafio enriquecedor para todos os seus participantes e acrescenta que “o nosso hospital tem uma unidade de dor aguda do pós-operatório e, neste momento, estamos empenhados em abrir uma consulta de dor crónica. A realização do Fórum será, sem dúvida, uma mais valia para nós, nomeadamente no contacto e troca de impressões com colegas de grande qualidade e larga experiência, um contributo importante para essa concretização”.

DOR…uma sensibilização permanente

A dor crónica atinge um em cada cinco adultos na Europa e cerca de 2/3 referem dor de intensidade moderada ou severa. Em Portugal, único país europeu que celebra o dia nacional de luta contra a dor (14 de Junho), têm sido promovidas diversas iniciativas de sensibilização, quer junto da sociedade civil, quer junto dos profissionais de saúde.

Pretende-se, assim, chamar a atenção para a necessidade permanente de mudar a mentalidade dos portugueses para que não “sofram em silêncio”. Além disto, procura-se informar sobre os diversos profissionais que tratam a dor, bem como sobre as várias técnicas de controlo, que podem ajudar e melhorar a qualidade de vida.

Especialistas na área da Dor reúnem na Ilha do Faial – Açores

A necessidade de continuar a sensibilizar e a informar para a máxima de que a dor “Trata-se”, não é uma “Fatalidade”, reflecte-se também, e cada vez mais, junto dos profissionais de saúde. “Pelo interesse demonstrado pelos diferentes grupos profissionais envolvidos, consideramos que os temas a apresentar e a discutir, nas suas múltiplas variantes e condicionalismos, apresentam uma enorme actualidade e oportunidade” avança o anestesiologista na Unidade de Dor do Hospital Central do Funchal, e membro do Fórum de Dor das Ilhas do Atlântico, Dr. Duarte Correia.

Porque o alívio da dor é um direito e colaborar no seu tratamento é um dever, o programa da sétima edição do Fórum de Dor das Ilhas Atlânticas pretende, por um lado, sensibilizar os profissionais de saúde das Regiões da Macaronésia para a dor e a população em geral para a necessidade de desmistificar o uso de determinadas terapêuticas, nomeadamente os opióides; a importância da equipa multidisciplinar na abordagem ao doente com dor crónica; a existência de várias técnicas para o controle da dor.

Além destes aspectos, a organização pretende chamar a atenção para a maior articulação entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares, bem como promover uma troca mútua de experiências e conhecimentos entre os profissionais que trabalham nas diferentes unidades de dor das diversas ilhas atlânticas e do continente.

A sétima edição do O Fórum de Dor das Ilhas Atlânticas realiza-se na ilha do Faial, nos Açores, no Fayal Resort Hotel, entre os dias 15 e 17 de Junho. Este ano, a organização pretende abordar temáticas actuais e de maior relevância para o panorama nacional na área da Dor, bem como proporcionar ao grupo de profissionais envolvidos nesta área uma oportunidade de actualização e de troca de experiências e saberes.

Entre os temas em debate, a sétima reunião anual destaca temáticas como Organização do tratamento da dor crónica nas Regiões Insulares, Os cuidados de saúde primários e a dor e o Tratamento da dor não oncológica.

Uma vez que na ilha do Faial não existe consulta de dor crónica, a abordagem à Organização do tratamento da dor crónica nas Regiões Insulares assume grande importância para a organização. “Pensamos que é de extrema importância o desenvolvimento dessas consultas, pois são os Hospitais, os únicos locais onde é possível congregar a noção da multidisciplinaridade, que na opinião dos especialistas é uma noção imprescindível para o controle correcto da dor” conclui a Dr.ª Conceição Nascimento. Deste modo, a organização da consulta no Hospital do Horta, em termos de recursos humanos, será constituída por Anestesista, Médico de Medicina Geral e Familiar, Psiquiatra, Psicóloga, Enfermeiro, Psicoterapeuta e Assistente Social.

Ao abordar este tema, a organização pretende alertar para a necessidade de inclusão de um um médico de Medicina Geral e Familiar nas equipas multidisciplinares das unidades de dor. A Dr.ª Conceição Nascimento explica a relevância deste aspecto: “os médicos de Medicina Geral e Familiar são o primeiro elo da cadeia no tratamento do doente com dor, além de acompanharem os tratamentos mais diferenciados que são realizados pelos especialistas” e acrescenta “a sua integração nas equipas de unidade de dor irá possibilitar um melhor acompanhamento dos doentes no apoio domiciliário e ainda uma melhor interligação entre os profissionais dos cuidados primários de saúde e os cuidados hospitalares mais diferenciados”.

A abertura da consulta, prevista para 2007, representa uma mais valia para a população, bem como para o Hospital da Horta. “Penso que a população irá beneficiar muito pois a dor ainda não é bem tratada nesta ilha e as pessoas encontram-se submedicadas e a sofrer em silêncio. Com a abertura desta consulta vão ter acesso a uma melhor informação, beneficiarão das diversas técnicas de controle da dor crónica e serão apoiados na vertente biopsicosocial”, conclui a directora do serviço de anestesiologia do Hospital da Horta.

A importância da abordagem multidisciplinar das formas complexas de dor, é igualmente um aspecto de extrema importância para o Dr. Duarte Correia que acrescenta “esta constitui na nossa opinião condição sine qua non a uma abordagem clínica e a um tratamento adequado de um síndrome álgico”.

É a convergência de metodologias diferentes, perspectivas e conceitos diferenciados, formações diversas, orientadas e fortemente motivadas para um único objectivo – a melhoria do doente –, que permite à equipa multidisciplinar uma visão biopsicosocial, obviando tempo e recursos no tratamento e recuperação destes doentes, permitindo e objectivando a sua plena integração no seu meio social, familiar e laboral.

Nas regiões insulares, particularmente na Região Autónoma dos Açores, é notória a falta de médicos de Medicina Geral e Familiar em algumas ilhas, o que conduz a um menor acompanhamento dos utentes. Assim, o tema Os Cuidados de saúde primários e a dor irá dar uma perspectiva sobre a necessidade de aumentar os recursos humanos e melhorar a articulação entre os cuidados primários de saúde e os profissionais que prestam cuidados nas unidades de dor. Deste modo, o aumento das consultas aos utentes é visto como um aspecto de extrema importância para diminuir a afluência sistemática aos serviços de urgência dos hospitais. Além do aumento dos recursos humanos, em alguns pontos do país, será necessário sensibilizar os médicos de Medicina Geral e Familiar para a Dor, nomeadamente para “o mito dos opiáceos” que ainda existe por parte dos médicos da Medicina Geral e Familiar.

Neste âmbito, é introduzido outro tema na sétima edição do Fórum de Dor das Ilhas Atlânticas: Tratamento da dor não oncológica. Sobre este aspecto, a Dr.ª Conceição Nascimento comenta “é necessário, por um lado, fazer mais acções de formação explicando que os opióides não se usam, só na dor oncológica, mas também na dor crónica não oncológica, e por outro desmistificar no sentido que esses fármacos não são “droga” e que não causam adição”.

Tendo em consideração que a dor crónica atinge um em cada cinco adultos na Europa e destes, cerca de 2/3 referem dor de intensidade moderada ou severa, o Dr. Duarte Correia considera que existe a necessidade de “adequar a terapêutica analgésica à intensidade da dor, prescrevendo de uma forma racional e adequada, optimizando todos os recursos disponíveis, conduz inevitavelmente a um conjunto de terapêuticas em que os opióides estão implícita e necessariamente incluídos”.

Contudo, o recurso a estes fármacos ainda constitui um desafio actual, quer pelos os mitos e os fantasmas da prescrição terapêutica com opioídes “major”, quer pelo elevado custo de algumas fórmulas terapêuticas, ou da eventual necessidade de material oneroso, adequado, para determinadas vias de administração. Assim, “estes são aspectos que dificultam, e por vezes impossibilitam o recurso a determinadas soluções que optimizariam a prestação de cuidados que todos desejamos”, conclui o mesmo especialista.

Mais uma vez, o Fórum de Dor das Ilhas Atlânticas conta com a participação de prestigiados oradores e clínicos no tratamento da dor. Pela mais valia científica que representam, destaca-se a participação do Professor Doutor Castro Lopes, presidente da APED; do Prof. Jorge Tavares; do Prof. Thomas Toelle; do Dr. José Caseiro; do Dr. Rui Sobral Campos; da Drª. Teresa Flor de Lima; do Dr. Duarte Correia; do Dr. Francisco Robaina; do Dr. Miguel Caramês; do Prof. Albino Teixeira; da Drª. Maria Filomena Lopes e do Dr. Torres Morera.

Com a realização do VII Fórum de Dor das Ilhas Atlânticas pretende-se, mais uma vez, sensibilizar profissionais de saúde e sociedade civil para uma questão tão complexa como a dor. Sobre este aspecto, o Dr. Duarte Correia afirma que “aferir a sensibilização de uma Sociedade numa questão tão complexa como a dor, de uma forma objectiva e desapaixonada pelos seus profissionais, será manifestamente difícil ou impossível, pela parcialidade com que analisarão, pelo entusiasmo que o efectuarão, pelas necessidades e vivências sentidas e perspectivadas por quem de perto conhece a realidade, vive e sente as dificuldades de uma forma diária quase permanente” e acrescenta “é necessário uma sensibilização constante e permanente de todos, para que seja possível uma maior consciencialização que a dor, crónica ou aguda pode e deve ser tratada e que o tratamento da dor é um dever dos profissionais e um direito inalienável dos doentes”.

Sobre o Fórum de Dor das Ilhas do Atlântico

Desde a sua constituição, em 2000, o Fórum tem promovido e realizado os esforços necessários para assumir um papel interveniente na unificação de programas educacionais na área do diagnóstico e tratamento da dor, na racionalização e normalização de métodos, e na divulgação de novas técnicas e formas de tratamento, de acordo com a evolução científica e tecnológica.

De acordo com as normas da Internacional Association for the Study of Pain (IASP), o Fórum tem vindo a promover o ensino e a divulgação no tratamento da dor, contribuindo para a valorização profissional e científica, com especial incidência na formação pós graduada nos Arquipélagos da Macaronésia – Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde.

Anualmente, realiza um congresso (ex. 2005 em Cabo Verde), de forma rotativa nas diferentes Regiões, com a colaboração e participação das pessoas que se dedicam ao tratamento da dor, e promove diversas reuniões científicas periódicas (conferências, colóquios, simpósios, mesas redondas e cursos especializados).

Além de divulgar, elaborar e compilar documentos de cariz científico entre os seus membros, o Fórum tem estimulado a investigação e fomentado a cooperação entre as Unidades de Dor, mediante a participação, colaboração, formação e treino dos seus elementos nos diferentes Serviços e Unidades de Dor nas Regiões onde está integrado, num intercâmbio que se tem revelado extremamente frutuoso.

No âmbito da partilha de experiências e conhecimentos técnico-científicos, tem dinamizado as relações com as organizações congéneres, nacionais e estrangeiras (APED, CAR, SED, EFIC, IASP).

Sob o ponto de vista editorial, todos os anos tem sido da responsabilidade do Fórum, na qualidade de editor convidado, a elaboração de um dos quatro números da revista do CAR (a revista científica de maior divulgação em Portugal na área da anestesiologia e no tratamento da dor).

A colaboração com a APED (Associação Portuguesa para o Estudo da Dor) tem sido recorrente, nomeadamente através da participação nas actividades comemorativas do Dia Nacional de Luta contra a Dor (14 de Junho), no Word Day Against Pain (11 de Outubro), na Semana Europeia de Luta Contra a Dor (Outubro), mediante a promoção destas acções nas Regiões Autónomas. Na Madeira, por exemplo, registou-se uma ampla participação e adesão da sociedade civil nesta actividades, preconizada pelos slogans ”Tratar a Dor, um direito, um dever” e “A dor não é uma fatalidade e que esta pode e deve ser tratada”.

Apesar dos avanços significativos registados nos últimos anos e da visibilidade da dor junto da opinião pública e das entidades governamentais, ainda existe um enorme percurso a ser feito por todos os intervenientes – médicos, doentes, sociedade civil e estruturas de saúde – na promoção de um direito inalienável “Tratar a Dor, melhorar a qualidade de vida” de todos aqueles que são afectados por este flagelo.

Para mais informações, por favor contacte:

Dr.ª Maria da Conceição Nascimento – Presidente da Comissão Organizadora do VII Fórum de Dor das Ilhas Atlânticas e Directora do Serviço de Anestesiologia do Hospital da Horta através do Telf. 292 201 124 e Dr. Duarte Correia – Unidade de Dor do Hospital Central do Funchal e membro do Fórum de Dor das Ilhas do Atlântico através do Tlm. 917 305 040

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