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Entrevista: Doença Urológica

A recente fusão entre os serviços de Urologia do Hospital Pulido Valente e do Hospital de Stª Maria deu origem ao novo Departamento de Urologia, considerado pelos especialistas ao nível dos melhores centros europeus, com tecnologia moderna e avançada para o tratamento das mais diversas patologias.

 

Em entrevista à “Saúde em Revista”, Tomé Lopes, Director do Serviço de Urologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte e Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Urologia, fala-nos da importância da fusão pela melhoria da acessibilidade dos utentes com doença do foro urológico, tanto a nível de consultas como de exames complementares de diagnóstico e tratamentos médicos ou cirúrgicos.

 

Como se desencadeou o processo de fusão entre os serviços de Urologia do Hospital Pulido Valente e do Hospital de Stª Maria?

Tomé Lopes – Esta fusão surge na sequência da criação do Centro Hospitalar Lisboa Norte que uniu os Hospitais de Santa Maria e Pulido Valente. Com a necessidade de modernizar o Serviço de Urologia do Hospital de Sta. Maria entendeu–se que, investindo numa só unidade seria possível potenciar o que de bom tinham os dois Serviços, ultrapassando limitações individuais.

Pode-se, desta forma, ambicionar um Departamento de Urologia ao nível dos melhores centros europeus, com tecnologia moderna e avançada para o tratamento das mais diversas patologias. A nível de recursos humanos, teremos uma equipa de especialistas que, para além de toda a Urologia Geral, têm também experiência em várias sub-especialidades desta valência.

 

O que poderão encontrar os utentes quando se dirigirem ao novo Serviço de Urologia do Hospital de Stª Maria?

Com o novo Serviço de Urologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte, que estará concluído dentro de alguns meses, os utentes terão à sua disposição modernas instalações, quer para o internamento quer para o ambulatório. São objectivos importantes a melhoria da acessibilidade dos utentes com doença do foro urológico, tanto a nível de consultas como de exames complementares de diagnóstico e tratamentos médicos ou cirúrgicos.

As doenças oncológicas urológicas e, especialmente, o cancro da próstata serão área de especial interesse deste Serviço. Também outras áreas, como a Urologia feminina, o tratamento dos cálculos urinários, a cirurgia reconstrutiva do aparelho urinário e a cirurgia laparoscópica serão merecedoras de grande desenvolvimento.

 

O Serviço ocupará dois pisos do Hospital que se irão dividir essencialmente em três áreas: uma de internamento, a qual disporá de trinta camas; uma área administrativa; por último, uma área de técnicas.

Nesta existirá um moderno bloco operatório para cirurgia de ambulatório, com todas as zonas envolventes necessárias para suportar este tipo de actividade. Existirá então, neste novo Serviço, uma aposta muito forte neste tipo de cirurgia, pelo benefício que apresenta para os utentes.

Actualmente, a Urologia é uma especialidade que, com as condições adequadas, permite que muitas cirurgias sejam realizadas em ambiente ambulatório, o que representa uma mais valia para o uten-te, pois não necessita de permanecer internado.

Disporemos também de litotrícia extracorporal por ondas de choque para o tratamento não invasivo dos cálculos do aparelho urinário.

Na área destinada a técnicas existirão unidades de ecografia, urodinâmica, endoscopia e andrologia, essenciais para a avaliação e diagnóstico de múltiplas doenças urológicas como a disfunção sexual masculina e as disfunções miccioniais da mulher e do homem.

O bloco operatório central do Hospital dispõe de uma sala de operações exclusiva para a especialidade de Urologia, com funcionamento diário das 8 às 20 horas. Também ela sofrerá uma remodelação no sentido de modernizar, sendo introduzido equipamento de vanguarda.

 

Estará este serviço reequipado com as mais modernas tecnologias?

Naturalmente que para a ambição deste projecto e para o seu sucesso, a Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte disponibilizou os meios necessários para que o Serviço tivesse as tecnologias existentes mais actuais.

Desde tecnologia Laser para tratamento de várias doenças urológicas a modernas técnicas para tratamento do cancro da próstata, como a braquiterapia e crioterapia, estarão disponíveis. Também as diferentes unidades serão equipadas com novos aparelhos e as mais recentes inovações de forma a permitir o tratamento mais adequado aos utentes que se dirigirem a este Serviço.

 

Dr. Tomé Lopes,
Director do Serviço de Urologia do Centro Hospitalar
Lisboa Norte e Vice-Presidente da Associação
Portuguesa de Urologia

Saúde em Revista

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