Dossier: Infertilidade
É importante que ambos os elementos do casal sejam examinados, de forma a que se possa escolher o tratamento mais adequado à situação. Em cerca de 10% dos casos não é possível determinar as causas da infertilidade. Mesmo nesses casos é ainda possível uma intervenção.
6. Há muitos casais infertéis?
Calcula-se que 15 a 20% dos casais são inférteis:
– Em 40 % das situações a causa é Feminina
– Em 40% das situações a causa é Mascullina
– Em 20% das situações a causa é Mista ou Desconhecida
7. Infertilidade em Portugal
Em Portugal, estima-se que haja cerca de 500 mil casais inférteis, o que significa que existe um milhão de pessoas que não conseguem ter filhos. Este número representa 10% da população total portuguesa. E a tendência é ainda para aumentar mais.
«É uma verdadeira doença que se encontra em ascensão de frequência», alerta o Prof. João Silva Carvalho, da Faculdade de Medicina do Porto, referindo que os cálculos são de dez mil novos casos por ano. Isso significa que a incidência da infertilidade andará por volta dos 10 a 15%, o mesmo que a média europeia.
Hoje em dia, as razões tanto se devem a problemas masculinos como femininos. São problemas do casal. Para o homem as coisas parecem ser mais simples. Devido a alterações ambientais, regras alimentares, profissões, consumo de tabaco, de álcool, cada vez existem mais homens com espermatozóides de «má qualidade». Um factor em que a idade não tem influência significativa. Nas mulheres, a principal razão para a sua esterilidade é o avanço da idade em que têm o primeiro filho. «Se até aos 35 anos a probabilidade da mulher engravidar em cada mês é de 20 a 25%, a partir dos 35 isso começa a baixar brutalmente em cada período, de tal maneira que aos 38/39 anos a probabilidade é de 10%», diz João Silva Carvalho.
Para João Silva Carvalho, o apoio aos casos inférteis tem de passar por dois vectores: por um lado, deveriam existir maiores incentivos para os casais terem filhos mais cedo, como benefícios fiscais, mais facilidades na compra de habitação, etc.; por outro lado, as técnicas e medicamentos para tratar a esterilidade deverão ser mais comparticipados pelo Estado, de modo a ser menos oneroso para o casal.
8. Quais os tratamentos disponíveis?
Alguns dos tratamentos disponíveis são efectuados através da medicação, da cirurgia, ou, então, através de técnicas laboratoriais, como sejam a fertilização in vitro ou a inseminação intra-uterina, entre outras. As taxas de sucesso para estes tratamentos variam de acordo com a técnica utilizada e de acordo com algumas outras condições, tais como a duração da infertilidade anterior ao início do tratamento.
9. Que alternativas existem?
Caso não seja possível a gravidez, resta sempre ao casal a possibilidade da adopção, que pode constituir a alternativa mais viável à parentalidade biológica
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