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Doenças sexualmente transmissíveis » Cuidado com o contágio!

No Verão surgem, não raras vezes, novos amores. Uns solidificam-se com o passar do tempo. Outros, porém, são tão efémeros como os dias mais quentes do ano. Urge, pois, ter cuidados redobrados, sobretudo quando se conhece pouco a mais recente «paixão».

A vida sexual activa pode andar de mãos dadas com o contágio de infecções transmitidas através do contacto sexual. Estas não escolhem idade, sexo ou estatuto social. Umas matam, outras são incuráveis e para outras existe cura. Podem até provocar doenças tão graves como o cancro do colo do útero ou infertilidade. A disseminação e o contágio continuam, apenas a prevenção é comum para todas estas infecções…

«Todas as doenças sexualmente transmissíveis (DST) são inicialmente apenas infecções, pelo que é mais correcto chamar–lhes infecções sexualmente transmissíveis (IST)», esclarece o Prof. Fernando Aires Ventura, director do Departamento de Clínica das Doenças Infecciosas e Parasitárias e assistente de Doenças Infecciosas do Hospital de Egas Moniz, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e ex-coordenador da Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA (CNLCS), acrescentando:

«Um indivíduo infectado por uma doença infecciosa pode infectar o parceiro, através do contacto sexual, sem que saiba que está contaminado.»

«Os sintomas das infecções contraídas pela via sexual são muito inespecíficos, sobretudo nos homens», refere a Dr.ª Fátima Bívar, médica especialista de Ginecologia e Obstetrícia, acrescentando:

«Normalmente, as doenças infecciosas manifestam-se no aparelho genital baixo, através de corrimento, comichão e ardor. Mas, em muitos casos, pode não haver qualquer tipo de manifestação e haver infecção, ou ocorrerem alguns sintomas próprios da infecção e não haver doença.»

No entanto, todas as doenças infecciosas são passíveis de ser diagnosticadas, quer através de exames objectivos, quer através de exames laboratoriais. Os exames de laboratório fornecem o diagnóstico mediante duas etapas: a presunção, baseada em testes serológicos em que são detectados anticorpos; e a certeza, dada pelo isolamento e identificação do agente infeccioso.

Vírus, bactérias e parasitas
A infecção por VIH (vírus da imunodeficiência humana), que provoca a SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida), a infecção por VPH (vírus do papiloma humano), que pode originar condilomas (doença sexualmente transmissível designada popularmente por «esponjas»), a hepatite B e o herpes genital são doenças venéreas causadas por vírus.

A gonorreia («esquentamento»), a sífilis («cancro duro»), a infecção por clamídia e a úlcera mole venérea («cancro mole») são causadas por bactérias. Finalmente, a pediculose púbica («chatos»), a escabiose («sarna»), a candidíase vulvovaginal («cândidas») e a infecção por tricomonas são causadas por parasitas.

«As doenças venéreas mais difundidas, originadas por vírus, são as infecções por VIH e os herpes genitais. Para os vírus do VIH, actualmente, não existe cura ou vacina; o herpes genital também é incurável e o doente infectado está sujeito a tratamentos regulares», aponta Fernando Ventura, referindo:

«Muito comum nas mulheres, mas de fácil tratamento, são as infecções provocadas por parasitas, sendo a infecção por tricomonas e a candidíase vulvovaginal as mais difundidas. A sífilis, actualmente curável, mas em contínua ascensão, é a infecção mais difundida, originada por bactérias.»

O grau de evolução da infecção e a forma como se manifesta, bem como as respectivas consequências, dependem do organismo infectado.

«A hepatite B e as infecções por VIH são incuráveis. A hepatite B tem um espectro clínico variável que vai desde a doença sintomática até ao desenvolvimento progressivo de cirrose. Mas para a hepatite B, pelo menos, existe uma vacina», salienta o ex-coordenador da CNLCS.

«As infecções pelos vírus VPH são assintomáticas, excepto numa fase avançada, em que podem originar condilomas e, eventualmente, cancro do colo do útero», menciona Fátima Bívar.

«A clamídia e a sífilis podem provocar infertilidade e originar gravidezes ectópicas nas mulheres», esclarece.

Além da disseminação, as consequências das infecções sexualmente transmissíveis podem estender-se aos recém-nascidos, assim como agravar a infecção da grávida:

«Se a mãe estiver infectada com sífilis poderá transmitir a infecção ao recém-nascido, causando-lhe sífilis congénita, cuja consequência poderá ser a alteração da morfologia da face. Se durante a gravidez a mulher estiver infectada com tricomonas ou clamídia, o tratamento pode ser feito durante a gestação, normalmente sem consequências nem para a futura mãe nem para o feto. Já se a mulher sofrer de uma infecção VPH não prejudica o feto, mas a gravidez influencia negativamente as manifestações desta infecção», esclarece Fátima Bivar.

«A hepatite B não afecta a gravidez, mas o recém-nascido carecerá de cuidados redobrados, sobretudo as condições do seu estado imunológico e, eventualmente poderá nascer com esta doença. Se a mulher for seropositiva não transmite obrigatoriamente o vírus ao feto. O risco de transmissão ocorre durante o parto, por isso a prevenção, através de antivíricos, é feita no final da gravidez e intraparto», diz a ginecologista, salientando que «a transmissão do VIH e da SIDA da mãe para o recém-nascido depende da carga viral da grávida, não sendo negligenciável».

Preservativo e não só…
Apenas as infecções pelos vírus da SIDA e da hepatite B podem provocar a morte. Contudo, é importante não esquecer as infecções incuráveis, que obrigam a tratamentos de quando em vez. A promiscuidade sexual é apontada como a principal causa da disseminação das infecções e doenças transmitidas através de contacto sexual.

«A morbilidade relativamente às IST é maior que a mortalidade», comenta Fernando Ventura, defendendo que «o uso do preservativo é a principal forma de prevenção para todas estas infecções».

Acontece, no entanto, que muitas pessoas usam mal o preservativo. Este deve ser colocado a partir do momento em que existe erecção, no início do contacto sexual, pois as secreções anteriores à ejaculação têm espermatozóides, logo os agentes da transmissão sexual estão presentes.

Segundo Fernando Ventura, além do uso do preservativo, a prevenção e a diminuição da propagação das doenças infecciosas também depende de outros factores:
«É fundamental o desenvolvimento de uma estrutura que permita uma vigilância epidemiológica eficaz, com dados estatísticos actualizados que possibilitem não somente um planeamento estratégico, a médio e longo prazo, como também o desenvolvimento de actividades com impacto positivo no combate a este flagelo. É, ainda, importante uma articulação de recursos com as associações de luta contra a SIDA, com a luta contra as doenças sexualmente transmissíveis, as hepatites víricas e a tuberculose, através da rentabilização das estruturas de prevenção, assim como o apoio clínico, saúde, hospitalar e extra-hospitalar.»

Conheça vários pormenores de algumas infecções sexualmente transmissíveis

1. Causadas por vírus

Infecção por VIH: o vírus da imunodeficiência humana (VIH) provoca a SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida) e pode ser transmitido através do contacto sexual, do sangue, de transfusões sanguíneas, da partilha de seringas e durante a gravidez. Numa fase inicial, os sintomas podem não existir ou apresentar-se febre, exantema, diarreia ou cansaço excessivo, sendo uma infecção incurável, para a qual não há vacina, mas existem tratamentos que reduzem ou mantêm a carga viral.

Infecção por VPH (vírus do papiloma humano): é uma infecção transmitida através do contacto sexual e que pode durar anos sem haver qualquer tipo de manifestação. Num estado mais avançado, pode originar condilomas, uma DST que surge sob a forma de verrugas na vagina, vulva ou ânus, nas mulheres, e no pénis, na glande e no ânus, nos homens. Os condilomas apenas podem ser tratados pelo médico especialista, através de vários métodos como laser, electrocoagulação ou criocirurgia.

Hepatite B: trata-se de uma infecção incurável que ataca o fígado e que pode ser transmitida através das relações sexuais, da partilha de seringas, do sangue e durante a gravidez. Existe vacina e os sintomas podem não existir ou apresentar-se icterícia, diarreia, febre ou falta de apetite.

Herpes genital: é uma virose incurável que se manifesta na área genital através de manchas avermelhadas sobre as quais surgem pequenas úlceras que rebentam. Geralmente, mediante um tratamento, as feridas cicatrizam sem deixar marcas, voltando a aparecer regularmente.

2. Causadas por bactérias

Gonorreia («esquentamento»): infecção muito frequente, mas tratável através de medicamentos. O contacto sexual é o responsável por esta doença, cujos sintomas são comichão, ardor e corrimento abundante. Todavia, pode não haver qualquer tipo de manifestações.

Sífilis («cancro duro»): transmitida através do contacto sexual, esta doença tem repercussões gerais no organismo que dependem do tipo de sífilis: primária, secundária, latente, terciária e congénita. É tratada com medicamentos à base de penicilina.

Infecção por clamídia: tal como a gonorreia, também é uma infecção muito frequente e curável através de fármacos. Os sintomas podem ser comichão, ardor e corrimento abundante, mas também podem não existir e, nas mulheres, se a infecção não for detectada e tratada a tempo pode afectar os ovários e as trompas de Falópio, podendo causar infertilidade.

Úlcera mole venérea («cancro mole»): é uma doença venérea que se manifesta uma semana após a transmissão da infecção, através de lesões dolorosas nos órgãos genitais, que podem ser curadas com medicamentos orais ou locais.

3. Causadas por parasitas

Pediculose púbica («chatos»): infestação de insectos, semelhantes aos piolhos, nos pêlos púbicos. Pode ser transmitida através de contactos sexuais, de contactos com lençóis ou roupas e, ainda, nas casas de banho públicas. Provoca uma intensa comichão e o tratamento é feito com a aplicação de loções no local atingido.

Escabiose («sarna»): doença que pode ser transmitida através do contacto sexual, do contacto com roupas, lençóis ou toalhas e que se caracteriza pelo aparecimento de lesões nas mãos, em redor dos mamilos, nos órgãos genitais e nas nádegas. As lesões provocam uma intensa comichão nas zonas afectadas e são facilmente tratadas através de medicamentos.

Candidíase vulvovaginal («cândida»): transmitida através de contactos sexuais, esta infecção é causada por um fungo existente na mucosa vaginal denominado por Candida, dai que popularmente a infecção seja designada por «cândida». Os sintomas são comichão, ardor, corrimento e dor durante as relações sexuais e são erradicados através de medicação e higiene adequadas.

Infecção por tricomonas: trata-se de uma infecção cujo único sintoma é o corrimento amarelado com cheiro intenso, mas na maioria dos casos é assintomática. Pode ser contraída através de relações sexuais e é tratada com medicamentos orais e locais.

A vida sexual activa pode andar de mãos dadas com o contágio de infecções transmitidas através do contacto sexual. Estas não escolhem idade, sexo ou estatuto social. Umas matam, outras são incuráveis e para outras existe cura. Podem até provocar doenças tão graves como o cancro do colo do útero ou infertilidade. A disseminação e o contágio continuam, apenas a prevenção é comum para todas estas infecções…

«Todas as doenças sexualmente transmissíveis (DST) são inicialmente apenas infecções, pelo que é mais correcto chamar–lhes infecções sexualmente transmissíveis (IST)», esclarece o Prof. Fernando Aires Ventura, director do Departamento de Clínica das Doenças Infecciosas e Parasitárias e assistente de Doenças Infecciosas do Hospital de Egas Moniz, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e ex-coordenador da Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA (CNLCS), acrescentando:

«Um indivíduo infectado por uma doença infecciosa pode infectar o parceiro, através do contacto sexual, sem que saiba que está contaminado.»

«Os sintomas das infecções contraídas pela via sexual são muito inespecíficos, sobretudo nos homens», refere a Dr.ª Fátima Bívar, médica especialista de Ginecologia e Obstetrícia, acrescentando:

«Normalmente, as doenças infecciosas manifestam-se no aparelho genital baixo, através de corrimento, comichão e ardor. Mas, em muitos casos, pode não haver qualquer tipo de manifestação e haver infecção, ou ocorrerem alguns sintomas próprios da infecção e não haver doença.»

No entanto, todas as doenças infecciosas são passíveis de ser diagnosticadas, quer através de exames objectivos, quer através de exames laboratoriais. Os exames de laboratório fornecem o diagnóstico mediante duas etapas: a presunção, baseada em testes serológicos em que são detectados anticorpos; e a certeza, dada pelo isolamento e identificação do agente infeccioso.

Vírus, bactérias e parasitas

A infecção por VIH (vírus da imunodeficiência humana), que provoca a SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida), a infecção por VPH (vírus do papiloma humano), que pode originar condilomas (doença sexualmente transmissível designada popularmente por «esponjas»), a hepatite B e o herpes genital são doenças venéreas causadas por vírus.

A gonorreia («esquentamento»), a sífilis («cancro duro»), a infecção por clamídia e a úlcera mole venérea («cancro mole») são causadas por bactérias. Finalmente, a pediculose púbica («chatos»), a escabiose («sarna»), a candidíase vulvovaginal («cândidas») e a infecção por tricomonas são causadas por parasitas.

«As doenças venéreas mais difundidas, originadas por vírus, são as infecções por VIH e os herpes genitais. Para os vírus do VIH, actualmente, não existe cura ou vacina; o herpes genital também é incurável e o doente infectado está sujeito a tratamentos regulares», aponta Fernando Ventura, referindo:

«Muito comum nas mulheres, mas de fácil tratamento, são as infecções provocadas por parasitas, sendo a infecção por tricomonas e a candidíase vulvovaginal as mais difundidas. A sífilis, actualmente curável, mas em contínua ascensão, é a infecção mais difundida, originada por bactérias.»

O grau de evolução da infecção e a forma como se manifesta, bem como as respectivas consequências, dependem do organismo infectado.

«A hepatite B e as infecções por VIH são incuráveis. A hepatite B tem um espectro clínico variável que vai desde a doença sintomática até ao desenvolvimento progressivo de cirrose. Mas para a hepatite B, pelo menos, existe uma vacina», salienta o ex-coordenador da CNLCS.

«As infecções pelos vírus VPH são assintomáticas, excepto numa fase avançada, em que podem originar condilomas e, eventualmente, cancro do colo do útero», menciona Fátima Bívar.

«A clamídia e a sífilis podem provocar infertilidade e originar gravidezes ectópicas nas mulheres», esclarece.

Além da disseminação, as consequências das infecções sexualmente transmissíveis podem estender-se aos recém-nascidos, assim como agravar a infecção da grávida:

«Se a mãe estiver infectada com sífilis poderá transmitir a infecção ao recém-nascido, causando-lhe sífilis congénita, cuja consequência poderá ser a alteração da morfologia da face. Se durante a gravidez a mulher estiver infectada com tricomonas ou clamídia, o tratamento pode ser feito durante a gestação, normalmente sem consequências nem para a futura mãe nem para o feto. Já se a mulher sofrer de uma infecção VPH não prejudica o feto, mas a gravidez influencia negativamente as manifestações desta infecção», esclarece Fátima Bivar.

«A hepatite B não afecta a gravidez, mas o recém-nascido carecerá de cuidados redobrados, sobretudo as condições do seu estado imunológico e, eventualmente poderá nascer com esta doença. Se a mulher for seropositiva não transmite obrigatoriamente o vírus ao feto. O risco de transmissão ocorre durante o parto, por isso a prevenção, através de antivíricos, é feita no final da gravidez e intraparto», diz a ginecologista, salientando que «a transmissão do VIH e da SIDA da mãe para o recém-nascido depende da carga viral da grávida, não sendo negligenciável».

Preservativo e não só…

Apenas as infecções pelos vírus da SIDA e da hepatite B podem provocar a morte. Contudo, é importante não esquecer as infecções incuráveis, que obrigam a tratamentos de quando em vez. A promiscuidade sexual é apontada como a principal causa da disseminação das infecções e doenças transmitidas através de contacto sexual.

«A morbilidade relativamente às IST é maior que a mortalidade», comenta Fernando Ventura, defendendo que «o uso do preservativo é a principal forma de prevenção para todas estas infecções».

Acontece, no entanto, que muitas pessoas usam mal o preservativo. Este deve ser colocado a partir do momento em que existe erecção, no início do contacto sexual, pois as secreções anteriores à ejaculação têm espermatozóides, logo os agentes da transmissão sexual estão presentes.

Segundo Fernando Ventura, além do uso do preservativo, a prevenção e a diminuição da propagação das doenças infecciosas também depende de outros factores:

«É fundamental o desenvolvimento de uma estrutura que permita uma vigilância epidemiológica eficaz, com dados estatísticos actualizados que possibilitem não somente um planeamento estratégico, a médio e longo prazo, como também o desenvolvimento de actividades com impacto positivo no combate a este flagelo. É, ainda, importante uma articulação de recursos com as associações de luta contra a SIDA, com a luta contra as doenças sexualmente transmissíveis, as hepatites víricas e a tuberculose, através da rentabilização das estruturas de prevenção, assim como o apoio clínico, saúde, hospitalar e extra-hospitalar.»

Conheça vários pormenores de algumas infecções sexualmente transmissíveis

1. Causadas por vírus

Infecção por VIH: o vírus da imunodeficiência humana (VIH) provoca a SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida) e pode ser transmitido através do contacto sexual, do sangue, de transfusões sanguíneas, da partilha de seringas e durante a gravidez. Numa fase inicial, os sintomas podem não existir ou apresentar-se febre, exantema, diarreia ou cansaço excessivo, sendo uma infecção incurável, para a qual não há vacina, mas existem tratamentos que reduzem ou mantêm a carga viral.

Infecção por VPH (vírus do papiloma humano): é uma infecção transmitida através do contacto sexual e que pode durar anos sem haver qualquer tipo de manifestação. Num estado mais avançado, pode originar condilomas, uma DST que surge sob a forma de verrugas na vagina, vulva ou ânus, nas mulheres, e no pénis, na glande e no ânus, nos homens. Os condilomas apenas podem ser tratados pelo médico especialista, através de vários métodos como laser, electrocoagulação ou criocirurgia.

Hepatite B: trata-se de uma infecção incurável que ataca o fígado e que pode ser transmitida através das relações sexuais, da partilha de seringas, do sangue e durante a gravidez. Existe vacina e os sintomas podem não existir ou apresentar-se icterícia, diarreia, febre ou falta de apetite.

Herpes genital: é uma virose incurável que se manifesta na área genital através de manchas avermelhadas sobre as quais surgem pequenas úlceras que rebentam. Geralmente, mediante um tratamento, as feridas cicatrizam sem deixar marcas, voltando a aparecer regularmente.

2. Causadas por bactérias

Gonorreia («esquentamento»): infecção muito frequente, mas tratável através de medicamentos. O contacto sexual é o responsável por esta doença, cujos sintomas são comichão, ardor e corrimento abundante. Todavia, pode não haver qualquer tipo de manifestações.

Sífilis («cancro duro»): transmitida através do contacto sexual, esta doença tem repercussões gerais no organismo que dependem do tipo de sífilis: primária, secundária, latente, terciária e congénita. É tratada com medicamentos à base de penicilina.

Infecção por clamídia: tal como a gonorreia, também é uma infecção muito frequente e curável através de fármacos. Os sintomas podem ser comichão, ardor e corrimento abundante, mas também podem não existir e, nas mulheres, se a infecção não for detectada e tratada a tempo pode afectar os ovários e as trompas de Falópio, podendo causar infertilidade.

Úlcera mole venérea («cancro mole»): é uma doença venérea que se manifesta uma semana após a transmissão da infecção, através de lesões dolorosas nos órgãos genitais, que podem ser curadas com medicamentos orais ou locais.

3. Causadas por parasitas

Pediculose púbica («chatos»): infestação de insectos, semelhantes aos piolhos, nos pêlos púbicos. Pode ser transmitida através de contactos sexuais, de contactos com lençóis ou roupas e, ainda, nas casas de banho públicas. Provoca uma intensa comichão e o tratamento é feito com a aplicação de loções no local atingido.

Escabiose («sarna»): doença que pode ser transmitida através do contacto sexual, do contacto com roupas, lençóis ou toalhas e que se caracteriza pelo aparecimento de lesões nas mãos, em redor dos mamilos, nos órgãos genitais e nas nádegas. As lesões provocam uma intensa comichão nas zonas afectadas e são facilmente tratadas através de medicamentos.

Candidíase vulvovaginal («cândida»): transmitida através de contactos sexuais, esta infecção é causada por um fungo existente na mucosa vaginal denominado por Candida, dai que popularmente a infecção seja designada por «cândida». Os sintomas são comichão, ardor, corrimento e dor durante as relações sexuais e são erradicados através de medicação e higiene adequadas.

Infecção por tricomonas: trata-se de uma infecção cujo único sintoma é o corrimento amarelado com cheiro intenso, mas na maioria dos casos é assintomática. Pode ser contraída através de relações sexuais e é tratada com medicamentos orais e locais.

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