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Diabetes: Minha laranja amarga e doce

Sedentarismo e alimentação desequilibrada favorecem o desenvolvimento da diabetes tipo 2. Saber usar o açúcar é meio caminho para uma vida mais saudável.

Considerar que a diabetes é a doença dos gulosos é um mito que urge desmontar. A diabetes resulta não do consumo excessivo de açúcares mas da incapacidade do organismo em utilizar os açúcares que ingerimos, sob as mais diversas formas e provenientes das mais diversas origens.

Essa incapacidade traduz-se em níveis exagerados de glucose no sangue, originando um quadro de hiperglicemia. Quando ingerimos determinados alimentos, estes são transformados em glucose no aparelho digestivo, por acção da digestão. Na sua nova forma, hidratos de carbono e açúcares são absorvidos, entram na circulação sanguínea, ficando disponíveis para serem utilizados pelas células. Mas, para que a glucose cumpra o seu papel, funcionando como originador de energia, é necessária a intervenção da insulina, uma hormona produzida no pâncreas.

Sendo essencial à condição humana, a insuficiência (ou ausência) de insulina perturba o processo de aproveitamento dos nutrientes que nos fornecem energia. Quando o pâncreas não produz insulina ou a produz em quantidade insuficiente, distinguimos a diabetes do tipo 1 ou do tipo 2, respectivamente.

Também conhecida como insulinodependente, a diabetes do tipo 1 caracteriza-se pela ausência de insulina devido a uma destruição massiva das células do pâncreas responsáveis pela sua produção.

Não se sabe ainda qual o motivo, mas é o sistema imunitário que ataca o próprio pâncreas do doente, sendo esta acção responsável pela destruição das células que produzem a insulina. Assim acontece em cerca de 10 por cento dos diabéticos, na maioria crianças e jovens, embora a diabetes tipo 1 também possa atingir adultos e até idosos.

Já na diabetes do tipo 2, mais comum, o pâncreas é capaz de produzir insulina, mas hábitos de vida pouco saudáveis, nomeadamente ao nível da alimentação e na falta de actividade física, tornam o organismo resistente à insulina, obrigando o pâncreas a um maior esforço para a produzir, até que ela se torna insuficiente. Surge então a diabetes.

Estes doentes são, normalmente, adultos que se alimentam incorrectamente, consumindo calorias e açúcares em demasia e que praticam pouca ou nenhuma actividade física. São, quase sempre, pessoas com excesso de peso ou mesmo obesas. Têm, com frequência, a tensão arterial elevada e colesterol ou triglicerídeos a mais no sangue.

[Continua na página seguinte]

Para além da diabetes

A diabetes é uma doença crónica – mas é controlável. Há que vigiar os níveis de glicemia e, no caso da diabetes do tipo 1, importa administrar insulina, dado que o pâncreas deixou de a fabricar.

Para além disso, a diabetes está associada a outras doenças: cerca de 40 por cento dos diabéticos tem complicações tardias com a doença, as quais evoluem silenciosamente, só sendo detectadas quando já se instalaram e já fizeram danos no organismo, como a aterosclerose e também lesões a nível dos olhos e rins, entre outras.

Estas sequelas decorrem normalmente de lesões nos vasos sanguíneos, os canais que conduzem o oxigénio e os nutrientes às diversas partes do corpo, veiculados através do sangue. Se o seu aporte for insuficiente em determinadas regiões do corpo, podem surgir consequências graves. Se as alterações se dão ao nível dos grandes vasos, as repercussões podem atingir o cérebro, o coração e os pés. Quando ocorrem nos pequenos vasos, os olhos, os rins e os nervos periféricos são os mais prejudicados.

A possibilidade de ocorrência destas complicações deve ser um incentivo para a mudança de hábitos.

 

Questões fundamentais

1. A diabetes do tipo 2 pode ser prevenida e controlada mantendo uma alimentação saudável, evitando o excesso de peso e praticando regularmente exercício físico.

2. A diabetes não é causada pelo consumo excessivo de açúcar, mas pela deficiente ou inadequada produção de insulina; ter excesso de peso, comer mal e levar uma vida sedentária aumenta o risco de desenvolver diabetes do tipo 2.

3. Não fazer exercício contribui para a diabetes do tipo 2, porque pode potenciar a resistência à insulina.

4. A diabetes do tipo 1 não está directamente relacionada com hábitos de vida ou de alimentação errados, ao contrário do que acontece com a diabetes do tipo 2.

5. As pessoas com diabetes podem praticar actividade física, devendo seguir algumas recomendações, como medir o valor de glicemia, beber água, antes e depois, usar calçado adequado e fazer aquecimento prévio.

6. Os antecedentes familiares podem aumentar a probabilidade de desenvolver a diabetes do tipo 2.

7. A diabetes pode ocorrer durante a gravidez, sendo que mais de metade das mulheres que tiveram diabetes gestacional podem vir a tornar-se diabéticas no futuro, caso não sejam tomadas medidas de prevenção.

8. A glicemia deve ser controlada diariamente.

Considerar que a diabetes é a doença dos gulosos é um mito que urge desmontar. A diabetes resulta não do consumo excessivo de açúcares mas da incapacidade do organismo em utilizar os açúcares que ingerimos, sob as mais diversas formas e provenientes das mais diversas origens.

Essa incapacidade traduz-se em níveis exagerados de glucose no sangue, originando um quadro de hiperglicemia. Quando ingerimos determinados alimentos, estes são transformados em glucose no aparelho digestivo, por acção da digestão. Na sua nova forma, hidratos de carbono e açúcares são absorvidos, entram na circulação sanguínea, ficando disponíveis para serem utilizados pelas células. Mas, para que a glucose cumpra o seu papel, funcionando como originador de energia, é necessária a intervenção da insulina, uma hormona produzida no pâncreas.

Sendo essencial à condição humana, a insuficiência (ou ausência) de insulina perturba o processo de aproveitamento dos nutrientes que nos fornecem energia. Quando o pâncreas não produz insulina ou a produz em quantidade insuficiente, distinguimos a diabetes do tipo 1 ou do tipo 2, respectivamente.

Também conhecida como insulinodependente, a diabetes do tipo 1 caracteriza-se pela ausência de insulina devido a uma destruição massiva das células do pâncreas responsáveis pela sua produção.

Não se sabe ainda qual o motivo, mas é o sistema imunitário que ataca o próprio pâncreas do doente, sendo esta acção responsável pela destruição das células que produzem a insulina. Assim acontece em cerca de 10 por cento dos diabéticos, na maioria crianças e jovens, embora a diabetes tipo 1 também possa atingir adultos e até idosos.

Já na diabetes do tipo 2, mais comum, o pâncreas é capaz de produzir insulina, mas hábitos de vida pouco saudáveis, nomeadamente ao nível da alimentação e na falta de actividade física, tornam o organismo resistente à insulina, obrigando o pâncreas a um maior esforço para a produzir, até que ela se torna insuficiente. Surge então a diabetes.

Estes doentes são, normalmente, adultos que se alimentam incorrectamente, consumindo calorias e açúcares em demasia e que praticam pouca ou nenhuma actividade física. São, quase sempre, pessoas com excesso de peso ou mesmo obesas. Têm, com frequência, a tensão arterial elevada e colesterol ou triglicerídeos a mais no sangue.

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Para além da diabetes

A diabetes é uma doença crónica – mas é controlável. Há que vigiar os níveis de glicemia e, no caso da diabetes do tipo 1, importa administrar insulina, dado que o pâncreas deixou de a fabricar.

Para além disso, a diabetes está associada a outras doenças: cerca de 40 por cento dos diabéticos tem complicações tardias com a doença, as quais evoluem silenciosamente, só sendo detectadas quando já se instalaram e já fizeram danos no organismo, como a aterosclerose e também lesões a nível dos olhos e rins, entre outras.

Estas sequelas decorrem normalmente de lesões nos vasos sanguíneos, os canais que conduzem o oxigénio e os nutrientes às diversas partes do corpo, veiculados através do sangue. Se o seu aporte for insuficiente em determinadas regiões do corpo, podem surgir consequências graves. Se as alterações se dão ao nível dos grandes vasos, as repercussões podem atingir o cérebro, o coração e os pés. Quando ocorrem nos pequenos vasos, os olhos, os rins e os nervos periféricos são os mais prejudicados.

A possibilidade de ocorrência destas complicações deve ser um incentivo para a mudança de hábitos.

 

Questões fundamentais

1. A diabetes do tipo 2 pode ser prevenida e controlada mantendo uma alimentação saudável, evitando o excesso de peso e praticando regularmente exercício físico.

2. A diabetes não é causada pelo consumo excessivo de açúcar, mas pela deficiente ou inadequada produção de insulina; ter excesso de peso, comer mal e levar uma vida sedentária aumenta o risco de desenvolver diabetes do tipo 2.

3. Não fazer exercício contribui para a diabetes do tipo 2, porque pode potenciar a resistência à insulina.

4. A diabetes do tipo 1 não está directamente relacionada com hábitos de vida ou de alimentação errados, ao contrário do que acontece com a diabetes do tipo 2.

5. As pessoas com diabetes podem praticar actividade física, devendo seguir algumas recomendações, como medir o valor de glicemia, beber água, antes e depois, usar calçado adequado e fazer aquecimento prévio.

6. Os antecedentes familiares podem aumentar a probabilidade de desenvolver a diabetes do tipo 2.

7. A diabetes pode ocorrer durante a gravidez, sendo que mais de metade das mulheres que tiveram diabetes gestacional podem vir a tornar-se diabéticas no futuro, caso não sejam tomadas medidas de prevenção.

8. A glicemia deve ser controlada diariamente.

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