Cruz Vermelha continua a responder ao apelo de ajuda ao Haiti
Desde o terramoto de 12 de Janeiro, o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho reforçou consideravelmente a sua presença e actividades. Sob a coordenação da Federação Internacional, as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho do mundo inteiro mobilizaram-se a favor das vítimas do Haiti: cada uma no quadro do plano da Federação Internacional e segundo as necessidades..
A Cruz Vermelha Portuguesa mobilizou-se para angariar fundos e assim financiar as actividades que estão a decorrer nesta fase de emergência. O Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa para apoio das vítimas do sismo já conta com 600 mil Euros, recolhidos graças à generosidade dos doadores portugueses. De acordo com as necessidades que irão surgir na fase de reabilitação, a Cruz Vermelha Portuguesa poderá participar com pessoal de saúde ou noutras áreas, dependendo das solicitações de recursos humanos por parte da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
A assistência
Desde o dia 12 de Janeiro foram mobilizadas mais de 500 toneladas de ajuda e 18 Unidades de Resposta a Emergência (ERUs). Neste momento, estão a operar em Port-au Prince entre 2.500 a 3.000 voluntários da Cruz Vermelha Haitiana (cerca de 10.000 em todo o país), apoiados nesta missão por 500 voluntários e profissionais especializados do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho procedentes, em parte, das Cruzes Vermelhas da zona das Caraíbas e da América latina.
Importa destacar a heróica intervenção dos voluntários sobreviventes da Cruz Vermelha Haitiana logo depois o terramoto. Esta intervenção, previamente treinada e preparada, permitiu salvar muitas vidas. A actual operação, uma das maiores da história da Cruz Vermelha, nunca seria possível sem estes voluntários e a sua dedicação e coragem.
As equipas internacionais (ERUs) no terreno operam na área da logística, em Port-au-Prince e em Santo Domingo, telecomunicações, na assistência e na criação de abrigos para os deslocados. 13.000 pessoas já receberam tendas, lonas, cobertores, kits de higiene e de cozinha. Mais de 40.000 pessoas receberão esta assistência nos próximos dias. Até à data, 380 toneladas métricas foram já transportados para Port-au-Prince a partir do Panamá, onde a Cruz Vermelha dispõe de armazéns com assistência pré-posicionada.
Na área da saúde foi instalado um hospital de campanha no Hospital Universitário de Port-au-Prince. 2 unidades móveis de cuidados básicos de saúde, com capacidade para fornecer cuidados de saúde preventivos e curativos a 30.000 pessoas, estão operacionais desde há alguns dias. 500 pessoas são actualmente tratadas diariamente em centros de atendimento criados pelo Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
Actualmente o fornecimento da água é uma grande prioridade: as 4 unidades ERU especializadas no fornecimento de água já presentes, forneceram 2 milhões de litros em Port-au-Prince e Leogane. Espera-se que nos próximos dias a capacidade de fornecimento em água chegue a 500.000 litros por dia.
Voluntários locais especificamente treinados no quadro da preparação para desastres, causados pelos furacões frequentes nas Caraíbas, já estão a prestar apoio psicológico aos sobreviventes.

