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Consulta de rotina: Eu vou!

3 Junho, 2011 0

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Adelaide Laranjeira lembra, contudo, que muitas pessoas não têm médico de família e para estas fica mais complicado. Só em Odivelas, onde há 169 mil utentes, 59 mil não têm médico de família, embora existam consultas de recurso, “que não chegam para dar resposta a todos os casos”. No entanto, a responsável está confiante que com a nova organização em Unidades de Saúde Familiar (USF) a situação melhore e garante que os clínicos gerais estão mais preparados e sensibilizados para estas questões.

Se ainda não está convencida de que tem de ser activa nesta matéria, deixe-se contagiar pelo incentivo do ginecologista Daniel Pereira da Silva: “A mulher tem de ser positivamente mais egoísta. Tem de encontrar e ocupar o seu espaço e os cuidados de saúde tem aí um lugar de destaque”.

Pergunta & Resposta
Daniel Pereira da Silva, ginecologista

 

Que doenças podem ser evitadas com a ida às consultas ginecológicas de rotina?

Doenças de transmissão sexual e mesmo outras infecções de menor impacto. Algumas perturbações nos ovários (quistos), no útero (pólipos, miomas, cancro e outros) ou nos seios (quistos, nódulos e cancro) podem ser evitados ou diagnosticados mais precocemente, o que pode fazer toda a diferença. As consequências da menopausa podem ser minimizadas. O uso de um método contraceptivo bem ajustado é fundamental para evitar uma gravidez indesejada e proporcionar a base para uma sexualidade satisfatória.

 

Qual a periodicidade com que estas consultas devem acontecer?

Uma consulta por ano. Nessa consulta devem ser avaliados todos os sinais e sintomas, deve ser feito um exame geral e ginecológico. A contracepção e a sexualidade não devem ser esquecidas. Os exames complementares devem feitos em função da idade e condições da mulher. A citologia, para prevenção do cancro do colo do útero, deve ser realizada a partir dos 25 anos, de 3 em 3, no máximo de 5 em 5 anos; a mamografia, para a prevenção do cancro da mama, deve ser feita no máximo de 2 em 2 anos, a partir dos 40-45 anos; os outros exames devem ser pedidos conforme os elementos colhidos na consulta.

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Estudo demonstra que vacina contra 4 tipos de Papilomavírus Humano (HPV) permite salvar centenas de vidas e poupar milhões de euros

Quatro anos após a introdução em Portugal da vacina contra 4 tipos de HPV (Papiloma Vírus Humano) – e cerca de três anos depois de ter sido integrada no Programa Nacional de Vacinação (PNV) -, estima-se que o Estado poupe cerca de 114 milhões de euros em despesas de diagnóstico e tratamento de doenças associadas a este vírus, prevendo-se ainda que possam ser evitadas 422 mortes por cancro do colo do útero, 2.225 casos de cancro do colo do útero e 19.352 casos de verrugas ou condilomas genitais. Estas são as principais conclusões do estudo “Impacto da Vacinação com a Vacina Quadrivalente em Portugal: 2007-2011”, um trabalho científico realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública e apresentado este mês pelo Prof. Carlos Costa no Congresso EUROGIN 2011 que decorreu no Centro de Congresso de Lisboa.

O referido estudo, desenvolvido por uma equipa orientada pelo Prof. Carlos Costa, confirma a excelente efectividade da vacina (contra quatro tipos de HPV) escolhida pelas Autoridades de Saúde para integrar o PNV, demonstrando os elevados ganhos em saúde. A vacina contra 4 tipos de HPV é a única que confere protecção contra os subtipos 6 e 11, responsáveis por 90% dos casos de condilomas genitais.

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