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Chegaram as gripes!

22 Janeiro, 2009 0

Em Portugal a vacina não é distribuída gratuitamente, mas, à semelhança de outros medicamentos, está sujeita a comparticipação. Existem, porém, algumas autarquias onde a vacina é disponibilizada à população “sem encargos”.

Até ao momento, esclarece o especialista, “a vacinação anual contra a gripe constitui a melhor forma de prevenir a doença, as suas complicações e reduzir o impacto das epidemias”. Acresce, ainda, a vantagem de “ser inócua, não dolorosa e barata”.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), na população idosa, a vacina “reduz a morbilidade em 60% e a mortalidade entre 70 a 80% dos casos”. Há, contudo, uma contra-indicação da vacina: “não pode ser administrada a pessoas alérgicas à proteína do ovo, uma vez que as vacinas são preparadas a partir de ovos de galinha”.

 

Distinga a gripe da constipação

Confusões à parte, a gripe, geralmente, apresenta febre elevada, com temperaturas que rondam os 38,5º e dura entre três a quatro dias. Já no caso da constipação, este é um sintoma que raramente ocorre. Mas há outros sintomas que se cruzam na gripe e na constipação, nomeadamente as dores no corpo, que, na gripe, são mais intensas e a fadiga.

Os espirros, o nariz congestionado e a garganta inflamada são sintomas típicos de uma constipação, assim como a tosse. Para além da gravidade dos sintomas, que na gripe atacam com mais força, as diferenças também se colocam ao nível do tratamento e prevenção.

Até agora, não é possível prevenir as constipações, contrariamente à gripe, em que a vacinação tem um papel importante, principalmente nos grupos de risco. O tratamento da constipação, como refere Raul Amaral Marques, passa pelo alívio dos sintomas. Para combater a gripe, antivirais podem dar uma ajuda.

 

Tosse para que te quero?

É incómoda e, em certos casos, chega mesmo a tirar o sono, quando é persistente. Fala-se, pois, da tosse. Um sintoma comum a gripes e constipações que, embora desagradável, tem uma razão de ser. “É bom que exista”, diz Manuel Soares.

E de onde vem, afinal, a tosse? “Os vírus alteram as células da mucosa do aparelho respiratório e criam uma inflamação. Ao inflamar, são produzidas substâncias que geram mecanismos de reflexo. A tosse é um reflexo para eliminar os vírus e os produtos de secreção.”

Mesmo que a vontade seja de acabar com a tosse, nem sempre se deve fazê-lo. “Só deve ser eliminada quando os músculos do tórax começam a doer”, defende Manuel Soares, embora admita que há alguma discussão de quando se deve “silenciar” a tosse. “Não se deve acabar a tosse, porque esta representa um mecanismo de defesa.”

Jornal do Centro de Saúde

www.jornaldocentrodesaude.pt

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