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Caixões em praças públicas assinalam Dia Mundial da Hepatite

19 Maio, 2009 0

• Estima-se que em Portugal há 120 000 pessoas infectadas com o vírus da hepatite B e 150 000 com o da hepatite C. Estima-se, também, que no mundo existam 500 milhões de pessoas infectadas.

• A hepatite B tem vacina.

• A principal forma de transmissão na Europa Ocidental é a via sexual, pelo que se aconselha sempre o uso do preservativo.

• Estima-se que 1 a 1,2% da população portuguesa seja portadora crónica.

• Com o tratamento, a hepatite B crónica é uma doença controlável, garantindo ao portador boa qualidade de vida.

• A hepatite C não tem vacina.

• A hepatite C é, essencialmente, transmitida pelo sangue embora se aconselhe o uso do preservativo.

• A hepatite C tem tratamento com uma eficácia (cura) de 60%.

• A única maneira de se saber se se é portador é através de um rastreio pedido no/pelo médico de família.

• A hepatite crónica é uma doença controlável, sendo por isso importante acompanhamento feito por médico especialista.

• 1 em cada 37 portugueses é portador de hepatite B ou C.

• 1 em cada 12 pessoas no mundo é portadora de hepatite B ou C.

 

“Os 12 desafios para 2012” no combate à hepatite, a nível global

1. Reconhecimento público da hepatite viral crónica como uma questão urgente de saúde pública.

2. Nomeação de individualidade para liderar a estratégia nacional do Governo.

3. Desenvolvimento da rede para o rastreio, diagnóstico, referenciação e tratamento.

4. Objectivos claros e quantificáveis para a redução da incidência e da prevalência.

5. Objectivos claros e quantificáveis para a redução da mortalidade.

6. Objectivos claros e quantificáveis para o rastreio.

7. Vigilância eficaz e publicação das estatísticas nacionais de incidência e prevalência.

8. Compromisso de análise dos casos internacionais de boas práticas.

9. Compromisso de trabalho com os grupos de doentes na concepção e implementação das políticas.

10. Oferta de teste gratuito e anónimo (ou confidencial).

11. Campanha pública de sensibilização para alertar as pessoas para a questão e reduzir o estigma.

12. Compromisso de um programa de vacinação nacional. * Em Portugal, já existe programa de vacinação.

Em Lisboa e no Porto, uma “acção de choque” com um caixão apela à consciência de cada um para o perigo da doença e para a necessidade do teste de diagnóstico e acesso atempado ao tratamento: “Cadáver cedido pela falta de um rastreio! E você sabe se tem hepatite?”.

Nas restantes cidades uma projecção com a frase “Sou o número 12?” em edifícios simbólicos, chama a atenção da população para uma questão vital de saúde pública, que faz parte do dia-a-dia de todas as pessoas.

Em Lisboa, a presidente da SOS Hepatites, Emília Rodrigues, com um grupo de profissionais de saúde, defendeu a necessidade de consciencializar a população para a prevenção da doença e em particular para o rastreio.

Nas restantes cinco cidades, os representantes locais da SOS Hepatites fazem o mesmo apelo.

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