Caixões em praças públicas assinalam Dia Mundial da Hepatite
• Estima-se que em Portugal há 120 000 pessoas infectadas com o vírus da hepatite B e 150 000 com o da hepatite C. Estima-se, também, que no mundo existam 500 milhões de pessoas infectadas.
• A hepatite B tem vacina.
• A principal forma de transmissão na Europa Ocidental é a via sexual, pelo que se aconselha sempre o uso do preservativo.
• Estima-se que 1 a 1,2% da população portuguesa seja portadora crónica.
• Com o tratamento, a hepatite B crónica é uma doença controlável, garantindo ao portador boa qualidade de vida.
• A hepatite C não tem vacina.
• A hepatite C é, essencialmente, transmitida pelo sangue embora se aconselhe o uso do preservativo.
• A hepatite C tem tratamento com uma eficácia (cura) de 60%.
• A única maneira de se saber se se é portador é através de um rastreio pedido no/pelo médico de família.
• A hepatite crónica é uma doença controlável, sendo por isso importante acompanhamento feito por médico especialista.
• 1 em cada 37 portugueses é portador de hepatite B ou C.
• 1 em cada 12 pessoas no mundo é portadora de hepatite B ou C.
“Os 12 desafios para 2012” no combate à hepatite, a nível global
1. Reconhecimento público da hepatite viral crónica como uma questão urgente de saúde pública.
2. Nomeação de individualidade para liderar a estratégia nacional do Governo.
3. Desenvolvimento da rede para o rastreio, diagnóstico, referenciação e tratamento.
4. Objectivos claros e quantificáveis para a redução da incidência e da prevalência.
5. Objectivos claros e quantificáveis para a redução da mortalidade.
6. Objectivos claros e quantificáveis para o rastreio.
7. Vigilância eficaz e publicação das estatísticas nacionais de incidência e prevalência.
8. Compromisso de análise dos casos internacionais de boas práticas.
9. Compromisso de trabalho com os grupos de doentes na concepção e implementação das políticas.
10. Oferta de teste gratuito e anónimo (ou confidencial).
11. Campanha pública de sensibilização para alertar as pessoas para a questão e reduzir o estigma.
12. Compromisso de um programa de vacinação nacional. * Em Portugal, já existe programa de vacinação.
Em Lisboa e no Porto, uma “acção de choque” com um caixão apela à consciência de cada um para o perigo da doença e para a necessidade do teste de diagnóstico e acesso atempado ao tratamento: “Cadáver cedido pela falta de um rastreio! E você sabe se tem hepatite?”.
Nas restantes cidades uma projecção com a frase “Sou o número 12?” em edifícios simbólicos, chama a atenção da população para uma questão vital de saúde pública, que faz parte do dia-a-dia de todas as pessoas.
Em Lisboa, a presidente da SOS Hepatites, Emília Rodrigues, com um grupo de profissionais de saúde, defendeu a necessidade de consciencializar a população para a prevenção da doença e em particular para o rastreio.
Nas restantes cinco cidades, os representantes locais da SOS Hepatites fazem o mesmo apelo.

