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Uma em cada quatro mulheres com mais de 45 anos nunca consultou um médico sobre osteoporose

De acordo com um estudo promovido pela Associação Nacional Contra a Osteoporose (APOROS) e pela Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas (LPCDR), 25.7 por cento das mulheres com mais de 45 anos nunca consultou um médico para falar sobre osteoporose, apesar da esmagadora maioria das mulheres (92.3 por cento) considerar a osteoporose uma doença incapacitante.

O presidente da LPCDR, Prof. Jaime Branco, alerta para a preocupação com estes dados novos, “a visita tardia ao médico justifica-se pelo facto da osteoporose ser uma doença silenciosa, pelo que se pode passar inúmeros anos sem sintomas. O mesmo acontece nas doentes medicadas que quando não sentem sintomas abandonam a sua medicação, mas estas atitudes podem ter consequências muito graves para a mulher, como fracturas”.

O estudo revela também que 6 por cento das mulheres acima dos 45 anos que afirmam ter osteoporose ainda não consultou um médico sobre a doença e que 24.6 por cento das mulheres inquiridas não está a fazer tratamento.

Por outro lado, mais de metade das mulheres com osteoporose a tomar medicamentos vê vantagens em tomar um único comprimido mensal (58.2 por cento) e a esmagadora maioria (77.5 por cento) admite mesmo que, se pudesse escolher, preferia um único comprimido por mês em vez de toma semanal ou diária.

De acordo com o Prof. Jaime Branco, médico reumatologista, “um dos principais problemas nas doentes com osteoporose é o abandono dos tratamentos receitados pelos médicos, o que pode ter consequências graves como por exemplo as fracturas. A oferta de um maior número de possibilidades terapêuticas como o tratamento mensal pode reduzir a percentagem de abandonos das mulheres à terapêutica”.

Entre os principais factores de risco da osteoporose as mulheres destacam a alimentação deficiente (86.2 por cento), a menopausa (85.2 por cento), a idade (76.4 por cento), e a falta de exercício (75.2 por cento).

Para a Dra. Viviana Tavares, médica reumatologista e presidente da APOROS, “apesar de dois factores de risco modificáveis serem bem compreendidos (a alimentação e o exercício), existem outros factores de igual importância que não estão a ser bem percebidos pelas mulheres. É o caso do tabagismo, do alcoolismo, da história familiar, ou mesmo do baixo peso, que foram referidos no estudo por menos de 30 por cento das inquiridas. Estas conclusões são preocupantes e mostram-nos que a auto-avaliação do risco é deficiente”.

Em relação aos sintomas da doença o estudo revela que 32.4 por cento das mulheres acima dos 45 anos associa a osteoporose a dores em geral, 18.6 por cento associa a dores ósseas, 9 por cento a dificuldade de movimentos e 7 por cento a fracturas.

Por outro lado, a esmagadora maioria das mulheres considera que as dores ósseas (93.6 por cento), as fracturas (87.8 por cento) e a dificuldade de andar (86.6 por cento) são as principais consequências da osteoporose.

De acordo com a Dra. Viviana Tavares, “reconhecemos que é muito positivo as mulheres identificarem que as fracturas são uma das principais consequências desta doença e que esse risco é superior em caso de presença de osteoporose”.

Apesar de quase todas as mulheres acima dos 45 anos afirmarem saber o que é osteoporose (95.2 por cento), a maioria gostaria de ter acesso a mais informação generalista sobre a doença (81.6 por cento) e sobre tratamentos e causas (36.6 por cento e 35.9 por cento respectivamente).

O estudo indica ainda que 52 por cento das mulheres inquiridas admite que tenciona consultar em 2008 um médico sobre osteoporose. (63.4 por cento refere que irá a um médico de família e 36.6 por cento a um médico especialista).

A investigação mostra igualmente que 38.1 por cento das mulheres com mais de 45 anos refere ter osteoporose, o que extrapolando para a população portuguesa corresponderá a cerca de 895 mil mulheres. Das mulheres entre os 45 e os 59 anos, cerca de 17 por cento refere ter osteoporose; entre os 60 a 69 anos, 47.6 por cento também afirma o mesmo; finalmente, das mulheres com mais de 70 anos, 59.6 por cento refere ter osteoporose.

Para a realização deste estudo, a empresa CAM Portugal/Grupo Cegedim, responsável pela investigação, inquiriu uma amostra de 500 mulheres com idades acima dos 45 anos, com base na distribuição geográfica e por escalões etários, de forma a ser representativa. A margem de erro é de aproximadamente 4.38 por cento para um nível de confiança de 95 por cento.

A osteoporose é uma doença que se caracteriza pela diminuição da resistência dos ossos que, por isso, se tornam mais frágeis e mais susceptíveis a quebrar-se. É uma doença silenciosa e pode progredir sem sintomas dolorosos até ocorrer uma fractura.

 

Ficha técnica do estudo:

Este estudo foi efectuado pela CAM Cegedim Strategic Data Portugal entre 11 e 20 de Março de 2008, com a recolha da informação a ser feita telefonicamente.

O Universo deste estudo é constituído por mulheres com idade igual ou superior a 45 anos, residentes em Portugal Continental. (2349 000 mulheres – Fonte: INE 2006)

A amostra deste estudo é composta por um total de 500 mulheres. A sua distribuição geográfica, que tem por base a distribuição populacional por distrito, é a seguinte:

Lisboa – 113 Entrevistas
Porto – 82 Entrevistas
Interior – 114 Entrevistas
Litoral – 191 Entrevistas

Quanto à variável idade, encontra-se assim distribuída:

Dos 45 aos 59 anos – 167 Entrevistas
Dos 60 aos 69 anos – 158 Entrevistas
Mais de 69 anos – 175 Entrevistas

A amostra tem uma margem de erro de +/- 4,38%, para um nível de confiança de 95%.

Hill & Knowlton

www.hillandknowlton.com

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