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Será importante falarmos de Saúde Mental?

5 Novembro, 2008 0

Julian Leff referiu também que doentes hospitalizados há longos anos perderam, em 75% dos casos, os contactos com a família. São pessoas de fracas aptidões sociais, muitas ve-zes desinteressadas do meio envolvente e carenciadas de apoio. Carecem, por isso, de apoio social, de incentivo e de melhorar as suas aptidões.

Foram feitas diversas tentativas para, na passagem dos doentes hospitalizados para a comunidade, permitirem-lhes arranjar trabalho para se poderem manter autónomos. Muitas das tentativas falharam. Contudo, houve uma que deu resultado. Consistia em arranjar empresas que aceitassem a entrada de doentes mentais, devidamente tratados, para serem aí empregados. Cada doente aceite estava durante seis meses ligado a um supervisor que lhe ensinava o tipo de trabalho a fazer até ele se tornar completamente autónomo e rentável. Havia diversos supervisores por empresa. Quando os doentes se tornavam autónomos e rentáveis, então chegavam mais doentes que os supervisores ensinavam da mesma maneira.

Estes aspectos obrigam-nos a estarmos atentos para que a transferência dos doentes hospitalizados há longos anos, quando forem incluídos na comunidade, possam ter condições de autonomia, com respeito pelos seus direitos e qualidade de vida.

 

Professor Adriano Vaz Serra,
Professor Catedrático de Psiquiatria da F.M.C.
Director da Clínica Psiquiátrica dos H.U.C.
Presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria Saúde Mental

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