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Saúde Respiratória: hoje, amanhã e sempre

Ter saúde respiratória é um dos factores fundamentais para levar a cabo uma vida saudável e pautada por uma elevada longevidade. No entanto, a saúde respiratória é uma questão que não se esgota no mero campo pessoal e dos cuidados pessoais. É uma questão que exige intervenção pública e consciencialização da sociedade e das organizações que levam a cabo as necessárias medidas de apoio a áreas tão importantes como é hoje a pneumologia, incidindo fundamentalmente na saúde respiratória.

É neste sentido que a Pneumologia se tem revelado, no nosso país, um desafio crescente e de grande dimensão, relacionado com diversas variáveis que não podem ser ignoradas. O volume e o impacto da patologia respiratória, de crescente prevalência em diversos quadros clínicos, tem vindo a ocupar lugares cimeiros, infelizmente pouco honrosos, na lista das principais causas de morbilidade e mortalidade. Com o envelhecimento da população, é expectável um aumento de doenças crónicas e degenerativas do foro respiratório nestes escalões etários.

Anualmente quatro milhões de portugueses lutam pela capacidade de respirar melhor, afectados por doenças respiratórias, nomeadamente doenças respiratórias crónicas – DPOC, asma e rinite, cancro do pulmão, tuberculose, pneumonias e gripe

O défice de suporte institucional para as doenças respiratórias acaba por remeter para um plano secundário uma área que tem também, um enorme impacto nos âmbitos profissional e social. A patologia respiratória é responsável por cerca de 30 por cento dos recursos às urgências hospitalares e uma percentagem não inferior a 20% do internamento e isso não tem tido reflexo nos eixos estratégicos da saúde em Portugal, nem no respectivo suporte institucional, que a tem remetido para um plano secundário.

O escasso conhecimento efectivo da realidade da patologia respiratória no país, associado a uma divulgação ainda pouco eficaz de conteúdos médicos acessíveis à população, constitui um constrangimento na implementação de uma abordagem preventiva eficaz.

A decorrente pressão assistencial associada à evolução tecnológica e do conhecimento científico condicionam igualmente desafios prementes, de que se salientam a necessidade de organizar a assistência respiratória domiciliária em Portugal, implementando uma rede de cuidados domiciliários respiratórios integrada com os cuidados continuados, que podem ter impacto na redução dos internamentos, da morbilidade e da mortalidade e ainda dos custos directos e indirectos com a doença respiratória.

Os desafios transformam-se frequentemente em oportunidades, que neste domínio extravasarão o âmbito do Sistema Nacional da Saúde, eventualmente incapaz, sem articulação com estruturas privadas e sociais, de responder eficazmente a estes inadiáveis desideratos.

Jornal do Centro de Saúde

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