Escovar os dentes depois das refeições e consultar, com regularidade, o dentista são o segredo para uma boa saúde oral.
O sorriso ganha outro brilho com dentes saudáveis, brancos como a neve, sem sombra de cárie e com um hálito fresco. Conquistar esse brilho nem sequer é uma missão difícil, estando ao alcance de quem segue uma cuidadosa higiene oral. E este é um hábito que se deve criar desde tenra idade: dentes sempre limpos, gengivas rosadas e sem odores desagradáveis.
Escova, dentífrico e fio dentário são condição necessária para prevenir problemas futuros e despesas acrescidas. Os dentes devem ser lavados duas vezes por dia, no mínimo, sendo uma delas antes de deitar, e o fio dentário é eficaz para retirar restos alimentares, que podem favorecer o desenvolvimento de bactérias com o consequente aparecimento de cáries. As bactérias transformam os açúcares em ácidos, minando o esmalte e alastrando até à polpa, originando as cáries.
De pequenino…
Cuidar dos dentes é sinónimo de saúde e bem–estar. Até na relação com os outros. Por isso, desde pequenino se deve zelar pela saúde dentária.
Os primeiros dentes rompem por volta dos seis meses e devem logo ser limpos, mesmo que a alimentação seja ainda pouco diversificada.
Basta recorrer a uma gaze húmida, evoluindo progressivamente para a escova, evitando que o bebé adormeça com o biberão, pois o açúcar do leite deposita-se em volta dos dentes, aumentado a probabilidade de desenvolver uma cárie. São as chamadas “cáries de biberão”, e para as evitar, convém dar um pouco de água ao bebé, no biberão antes de ele dormir, ou não voltar a dar-lhe leite depois de escovar os dentes à noite.
A cárie está associada à destruição do esmalte (a camada externa dos dentes), que é desencadeada pela desmineralização provocada pela acidificação.
Esta depende de vários factores como sejam o tipo de saliva, a qualidade do esmalte, a alimentação estando também muito dependente de uma boa higiene oral, sendo, assim, variável de pessoa para pessoa.
A placa bacteriana é comum a todas as bocas, sendo formada por bactérias e substâncias resultantes da acção destas sobre os resíduos alimentares.
Inicialmente mole e transparente, quando não removida na altura devida, a placa dentária mineraliza, dando origem ao tártaro. Quando o dente é atingido em profundidade causa dor e uma inevitável ida ao dentista. Por isso é tão importante uma higienização regular no dentista – e, nunca por nunca, esperar pela dor.
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Como os restos alimentares são prejudiciais à saúde dos dentes, há que ter cuidado com os alimentos que são consumidos, limitando a ingestão de açúcares, que favorecem a produção de ácidos pelas bactérias. A serem consumidos, convém que seja às refeições, pois a maior abundância de saliva ajuda a impedir que estes resíduos adiram aos dentes e gengivas.
A higiene oral é um hábito que deve ser mantido na idade adulta e na terceira idade, mesmo quando os dentes escasseiam. Se tudo começar cedo, há maiores probabilidades de conservar a dentição e exibir um sorriso saudável, mesmo num rosto já marcado pelo tempo.
Mas as cáries não são os únicos inimigos da saúde oral. As gengivas também sofrem. Rosadas, em estado normal, tornam-se avermelhadas e podem sangrar facilmente por acção dos resíduos das bactérias, que as inflamam – eis as gengivites. Se as gengivas estiverem inflamadas e houver tártaro, está aberto o caminho para uma periodontite ou doença periodontal, que não é mais do que a inflamação das estruturas que suportam os dentes, incluindo ossos.
Estas são as doenças mais comuns das gengivas e dos dentes.
Três armas infalíveis
Escova, pasta e fio dentário são três braços armados contra a acção das cáries. A escova de dentes deve ser substituída regularmente, porque se as suas fibras estiverem gastas não conseguem eliminar a placa bacteriana eficazmente.
Manual ou eléctrica, uma boa escolha incide numa escova com cabeça pequena, pois chega mais facilmente a todos os recantos da boca, incluindo aos dentes posteriores.
E quando surge uma gripe ou constipação, é fundamental substituir a escova, ou, ao menos, esterilizá-la, pois os filamentos podem ter retido germes que podem originar uma nova infecção.
Para uma utilização correcta, a escova deve ser inclinada num ângulo de 45º, de encontro à gengiva, e os movimentos devem ser horizontais ou circulares. As superfícies exteriores, interiores e de mastigação devem ser escovadas com movimentos do tipo vaivém, bem como a língua, de modo a remover as bactérias e refrescar o hálito. É necessário que as fibras da escova penetrem bem em todos os espaços entre os dentes para evitar que fiquem agarrados restos de comida. O fio dentário é ideal para esta função, devendo ser utilizado uma vez por dia.
Convém usar cerca de 40 cm de fio, recorrendo aos dedos médios de cada mão e deixando apenas uma pequena porção de fio, cerca de 4 cm para circular: segurar o fio esticado entre os polegares e os indicadores e faça-o oscilar, para cima e para baixo, entre os dentes; depois, faz-se uma volta de fio na base do dente e utilizam-se as partes limpas do fio quando se passa de um dente para outro. A utilização do fio dentário deve ser cuidadosa para não agredir as gengivas.
A pasta de dentes deverá conter flúor, entre 1000 e 1500 ppm, permitindo complementar a acção da escovagem na eliminação de restos de comida que permanecem entre os dentes, para além de o flúor ser um dos melhores agentes anti-cáries, porque permite reforçar a qualidade do esmalte dentário, aumentando a resistência às cáries.
FARMÁCIA SAÚDE – ANF
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