A osteoporose, enquanto doença silenciosa, sem cura, e com manifestações relativamente tardias, pode ser prevenida através de várias medidas. O radiologista Luís Rosa explica ao Jornal do Centro de Saúde qual o papel da densitometria óssea na detecção da doença.
Como pode ser detectada a osteoporose?
A osteoporose é uma doença silenciosa até uma fase relativamente tardia, sendo a ocorrência de uma fractura, o seu diagnóstico clínico. Muitas vezes, só quando o osso parte é que a doença é detectada.
Nessa fase, já é relativamente tarde na medida em que doentes que já sofreram uma fractura osteoporótica correm muito mais risco de sofrer novamente fracturas do que outro doente que na realidade nunca sofreu essa fractura.
As pessoas, na maioria dos casos, fazem um diagnóstico precoce?
Hoje em dia, começa-se a fazer porque a densitometria óssea em Portugal tem uma distribuição relativamente generalizada, sobretudo nos centros urbanos.
A osteodensitometria é uma técnica que avalia a quantidade de osso existente e permite assim o diagnóstico da doença numa fase precoce. Claro está que estes exames não devem ser interpretados isoladamente mas sim no contexto concreto de cada paciente.
Quem deve ser submetido aos estudos de densitometria óssea?
Todos nós perdemos osso a partir dos 30 anos de idade. Essa perda é na ordem dos 1 ou 2 % até por volta dos 50 anos. Nos homens continua a ser esse o declive de perda de massa óssea, mas nas mulheres a perda de massa óssea a partir da menopausa acentua-se em consequência de alterações hormonais. Por esse motivo, são elas que são sobretudo afectadas pela osteoporose.
Assim, a esmagadora maioria dos pacientes que devem ser submetidos a este tipo de exames são sobretudo as senhoras em fase pós-menopáusica a partir dos 65 anos de idade, ou mais cedo se existirem factores que possam acelerar a perda de tecido ósseo.
Esses factores são de natureza vária e devem ser pesquisados pelo médico assistente.
Os homens deverão ser submetidos a exames apenas a partir dos 65 ou 70 anos.
Ao detectar a doença precocemente, como poderão os doentes osteoporóticos lidar melhor com ela?
As pessoas que apresentam uma quantidade de matéria óssea inferior ao desejável mas que ainda não sofrem propriamente de osteoporose, em geral beneficiam com a instituição de medidas de ordem preventiva como o incentivo à prática de exercício físico e o reforço de cálcio e eventualmente de vitamina D na dieta.
Já os doentes claramente osteoporóticos, que estão realmente em risco de fracturas para pequenos traumatismos, precisam de uma intervenção terapêutica e, sobretudo os doentes mais idosos, deverão adoptar novos comportamentos que, essencialmente, reduzam o risco de queda.
A intervenção farmacológica hoje em dia é eficaz e permite em muitos casos estabilizar e até aumentar a quantidade de osso ao longo dos anos.
Jornal do Centro de Saúde
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