Peixe: Um tesouro na alimentação
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Vários estudos concluíram já que nos indivíduos que sofreram enfarte de miocárdio a ingestão regular de peixe pode mesmo reduzir o risco de morte.
Outro grupo no qual o consumo de peixe altamente indicado são as grávidas, por fornecer DHA – ácido docosahexaenóico – importante na edificação dos tecidos do sistema neurológico.
Todavia, para optimizar todos os benefícios do peixe, é preciso respeitar algumas regras na sua confecção.
Assim, saiba que a fritura é desaconselhável na medida em que anula o seu conteúdo de gorduras. Ainda assim, a gordura de um peixe frito é três a cinco vezes menor do que a da carne guisada, por exemplo.
Quando optar por cozer ou grelhar o peixe, tenha atenção à quantidade de sal que usa: evite-o, sob pena de perder uma das vantagens da ingestão dos ácidos Ómega 3 – a baixa da tensão arterial.
Em relação ao peixe cozido, por exemplo, basta temperá-lo apenas com um fio de azeite virgem, gordura natural e tradicional em Portugal que valoriza o sabor do peixe e tem benefícios comprovados na baixa dos níveis de colesterol. Prefira-o ao molho de manteiga, porque se trata de uma gordura saturada, que promove a aterosclerose.
Bom mesmo é que coza o peixe a vapor, porque, quando cozido mergulhado em líquido, perde 50 por cento do seu conteúdo mineral. Mas, seja qual for a forma, o importante é comer peixe, pelo material proteico que proporciona ao organismo em quantidade e qualidade.
Um mito
Do peixe diz-se que “não puxa carroça” mas, na verdade, este é mais um dos mitos associados ao consumo de peixe. E de mito em mito, acabamos por cometer erros alimentares. Mas o mito tem algum fundamento: após uma refeição de peixe, a sensação de “fome” aparece mais cedo, o que nos leva muitas vezes a querer “enriquecê-la” com um ovo cozido. Este é um dos erros mais comuns, pois, com este “complemento”, estamos a ingerir, de uma só vez, toda a nossa “dose” diária de colesterol.
A verdade é que a sensação de “fome” resulta do facto de o peixe ser um alimento que se digere facilmente. Para resolver a questão, os nutricionistas recomendam o recurso aos vegetais e leguminosas, em vez do ovo cozido. Feijão, grão, lentilhas e ervilhas têm uma digestão mais lenta e adiam, desta forma, o impulso de voltar a comer.
FARMÁCIA SAÚDE – ANF
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