O cancro da próstata tem consequências graves que passam pela incontinência urinária e pela impotência, podendo mesmo conduzir à morte. O diagnóstico precoce é um factor crucial no tratamento deste tipo de cancro.
O cancro da próstata é um tumor maligno que surge na próstata, mas que pode alastrar a outros órgãos, em casos mais avançados. Os homens com idade superior a 50 anos são os mais afectados, embora possa aparecer em indivíduos mais jovens.
Segundo o Dr. Sérgio Barroso, oncologista no Centro Hospitalar do Baixo Alentejo – Beja, «o cancro da próstata é uma doença muito silenciosa», em que os sintomas podem não ser totalmente perceptíveis para o homem. O indivíduo apresenta-se sem sintomas na fase inicial.
Mais tarde, em fases avançadas, apresenta sintomas, tais como dificuldade em urinar, uma frequência maior na necessidade de urinar, que pode mesmo surgir durante a noite, sangue na urina ou infecções urinárias. A dor local e nos ossos, quando está presente, é sinal de que a doença já está avançada.
Segundo o especialista, «o que acontece é que muitos homens já têm o hábito de se levantar durante a noite para ir à casa–de-banho, pelo que os sintomas são, na maioria das vezes, descurados».
Sérgio Barroso afirma ainda que estes sintomas podem confundir-se com patologias como a hipertrofia benigna da próstata, o que faz com que estes sintomas sejam muito difíceis de distinguir.
«No entanto, há que estar atento aos primeiros sintomas», avisa o médico.
O oncologista adianta também que não há factores de risco claramente associados a esta doença. Os especialistas sabem que indivíduos com familiares directos afectados pelo carcinoma da próstata têm uma probabilidade maior de contrair a doença, e que esta é também mais frequente na raça negra.
No entanto, «a relação entre factores como o ambiental ou o sexual, por exemplo, e o cancro da próstata não está claramente provada. Não existe uma relação causa-efeito como a existente entre o tabaco e o cancro do pulmão, por exemplo».
O diagnóstico
O melhor método para detectar o cancro da próstata de forma precoce é o rastreio, que é recomendado anualmente a partir dos 50 anos ou nos grupos de maior risco, desde os 40 anos. Porém, o oncologista afirma que esta não é uma atitude consensual na comunidade médica.
Os que não vêem benefícios no rastreio sistemático defendem que ele apenas permite saber mais cedo que o doente tem cancro, mas não impede a mortalidade. Quem está a favor do rastreio acredita que as novas técnicas de tratamento irão permitir aumentar a esperança de vida dos doentes.
A doença pode ser detectada através do toque rectal e por meio de uma análise ao sangue que detecta o antigénio específico da próstata (PSA). Esta é uma substância produzida pelas células normais e também pelas cancerígenas da próstata que circula na corrente sanguínea. Quando há um tumor, a quantidade da substância aumenta, devido a uma maior libertação de PSA na corrente sanguínea.
«Mas os níveis elevados de PSA também podem estar associados a outras doenças», como a já referida hipertrofia benigna da próstata. «No entanto, os níveis de PSA, quando em presença de hipertrofia, e apesar de elevados, são mais baixos do que em caso de cancro. Para confirmar o diagnóstico, o médico especialista realiza um conjunto de análises sanguíneas seriadas, incluindo o PSA, de modo a estabelecer um padrão».
Sérgio Barroso adianta que este é dos métodos mais importantes para o diagnóstico do cancro da próstata: «É uma das análises que mais ajudam no diagnóstico e que fornecem informações muito importantes.»
O toque rectal é, normalmente, o exame mais difícil para o paciente. Existe alguma relutância e algum preconceito por parte do homem em submeter-se a este exame.
«É um factor dissuasor e faz com que o doente vá adiando e acabe por não consultar atempadamente o médico, fazendo com que o cancro seja detectado numa fase evolutiva mais avançada», conforme diz Sérgio Barroso.
O diagnóstico de certeza é feito através de uma biopsia, que consiste na remoção ou colheita de tecido da próstata para posterior análise microscópica e confirmação da presença de células cancerígenas.
Fases de evolução e tratamentos
Quando o cancro da próstata é detectado numa fase inicial, este consiste num tumor de pequenas dimensões, perfeitamente localizado, na próstata. Sérgio Barroso afirma que, «nestes casos, um dos tratamentos de eleição é a operação ou remoção cirúrgica do tumor». Este tratamento «permite algumas vezes curar o doente», afirma o médico. Mas a intervenção cirúrgica pode ter efeitos secundários associados, como a impotência ou a incontinência urinária.
Numa fase inicial também pode recorrer-se à radioterapia, que consiste na aplicação de radiação para tratar o tumor. Segundo Sérgio Barroso, há dois tipos de radioterapia: a externa e a realizada através de implantes, a braquiterapia ou radioterapia intersticial. Esta última implica a introdução de pequenos grãos ou sementes de material radioactivo no interior da próstata, junto ao tumor, que vão emitir radiações que o vão destruir. Na radioterapia externa, o doente é colocado num aparelho semelhante a uma TAC e é submetido a radiações locais.
«A escolha do tratamento depende do quadro clínico do paciente, de outras doenças que tenha e da sua vontade após conhecer as vantagens e desvantagens de cada opção», diz Sérgio Barroso.
Quando o tumor é detectado numa fase mais avançada, dispomos de uma outra alternativa, a terapêutica hormonal.
O tumor da próstata é hormonossensível, isto é, alimenta-se das hormonas masculinas ou androgénios, como a testosterona. O tratamento hormonal consiste no bloqueio ou na supressão da produção dos androgénios através de medicamentos.
«Mas este tratamento controla a doença por um período de aproximadamente dois anos, dependendo da agressividade do tumor», considera o especialista.
A partir desta altura o organismo e as células cancerígenas tornam-se resistentes à terapêutica hormonal:
«Diz-se que o doente entra em escape hormonal. A partir daqui torna-se necessário um tratamento mais agressivo, já que o tumor fica de novo descontrolado e livre para evoluir e alastrar a outros órgãos.»
O cancro em estado metastático espalha-se para outros órgãos, afectando primeiro o osso e os gânglios linfáticos, posteriormente o pulmão e o fígado. Nestes casos, o tratamento mais indicado é a quimioterapia.
Avanço no tratamento
A Comissão Europeia (CE) aprovou recentemente a utilização do docetaxel, um fármaco específico utilizado na quimioterapia, ou seja, usado no tratamento do cancro em fases mais avançadas.
A aprovação por parte da CE baseou-se nos resultados de um estudo, o TAX 327, realizado em 1000 doentes. Foram constituídos dois grupos, um em que foi utilizada a mitoxantrona, fármaco até agora standard no tratamento por quimioterapia deste tumor, e o segundo em que se recorreu ao docetaxel. A conclusão mais relevante do estudo foi o aumento do tempo de vida dos doentes.
«Até aqui, as terapêuticas utilizadas não tinham tradução ao nível da sobrevivência, apenas ao nível da diminuição da dor. Pela primeira vez, conseguiu-se, com este tratamento, aumentar o tempo de vida dos doentes», afirma Sérgio Barroso.
Os doentes tratados com docetaxel sobreviveram em média 18,9 meses, o que corresponde a 24% de redução do risco de morte devido ao tumor. Verificou-se também um aumento de 59% na resposta à dor e uma melhoria dos níveis de PSA de 43%.
Contudo, neste estudo, o tratamento com docetaxel foi mais tóxico do que com a mitoxantrona. «Os efeitos secundários são mais intensos, sendo que entre os mais comuns estão náuseas, fadiga e diarreia», afirma Sérgio Barroso, acrescentando:
«Mas estes efeitos secundários, no seu conjunto, não afectam significativamente a qualidade de vida do paciente, de tal modo que, no estudo, os doentes que fizeram este tratamento tiveram melhor qualidade de vida global.»
O tratamento é administrado de forma simples, sem necessidade de hospitalização, deslocando-se o doente ao hospital apenas de três em três semanas.
«A utilização do docetaxel foi um passo muito importante. Este passou a ser o tratamento standard para o cancro da próstata hormonorresistente, substituindo a mitoxantrona. Podemos agora começar a investigar e a combinar com este vários fármacos e abordagens terapêuticas, para que o tratamento se torne ainda mais eficiente», afirma Sérgio Barroso.
Esta terapêutica já está disponível em Portugal. O docetaxel havia sido aprovado no tratamento de outros tipos de cancro, mas só em Novembro passado a entidade reguladora europeia (EMEA) concedeu a aprovação deste fármaco para a utilização no cancro da próstata resistente à terapêutica hormonal.
Sintomas
– Dor ao urinar;
– Aumento da frequência da necessidade de urinar;
– Fluxo urinário fraco ou intermitente;
– Dificuldade em atingir a erecção;
– Sangue ou sémen na urina;
– Dor ou rigidez a nível da coluna lombar, ancas ou parte superior das coxas.
Estatísticas relacionadas com o cancro da próstata
• O carcinoma da próstata ocupa
o terceiro lugar, a nível mundial, no que respeita a incidência de doenças oncológicas e o sexto lugar em termos de taxa de mortalidade por cancro no sexo masculino.
• Um em cada seis homens tem probabilidade de contrair cancro da próstata, segundo as estatísticas europeias.
• Em Portugal, surgem quatro mil casos por ano, o que representa cerca de 19% do total dos tumores.
• Em termos de mortalidade em Portugal, o cancro da próstata é o segundo tumor responsável pela morte por doença oncológica no homem. Morrem cerca de 1800 homens por ano com cancro da próstata.
• Nos EUA, mais de 230 mil homens terão sido diagnosticados com cancro da próstata em 2004 e cerca de 30 mil virão a falecer da doença.
• Na Europa, as previsões apontam para 138 mil novos casos diagnosticados e 45 mil mortes.
Fases de evolução do cancro e tratamentos
Fase precoce ou inicial:
– Cirurgia;
– Radioterapia externa;
– Radioterapia por implantes ou braquiterapia ou radioterapia intersticial.
Fase mais avançada:
– Terapêutica hormonal.
Fase disseminada (metastizada):
– Quimioterapia.
A necessidade de urinar
O cancro da próstata desenvolve-se na glândula prostática, órgão que circunda a uretra, o canal por onde a urina é expelida. O tumor comprime a uretra, provocando dor na micção e o aumento da frequência da necessidade de urinar.
O cancro da próstata é um tumor maligno que surge na próstata, mas que pode alastrar a outros órgãos, em casos mais avançados. Os homens com idade superior a 50 anos são os mais afectados, embora possa aparecer em indivíduos mais jovens.
Segundo o Dr. Sérgio Barroso, oncologista no Centro Hospitalar do Baixo Alentejo – Beja, «o cancro da próstata é uma doença muito silenciosa», em que os sintomas podem não ser totalmente perceptíveis para o homem. O indivíduo apresenta-se sem sintomas na fase inicial.
Mais tarde, em fases avançadas, apresenta sintomas, tais como dificuldade em urinar, uma frequência maior na necessidade de urinar, que pode mesmo surgir durante a noite, sangue na urina ou infecções urinárias. A dor local e nos ossos, quando está presente, é sinal de que a doença já está avançada.
Segundo o especialista, «o que acontece é que muitos homens já têm o hábito de se levantar durante a noite para ir à casa–de-banho, pelo que os sintomas são, na maioria das vezes, descurados».
Sérgio Barroso afirma ainda que estes sintomas podem confundir-se com patologias como a hipertrofia benigna da próstata, o que faz com que estes sintomas sejam muito difíceis de distinguir.
«No entanto, há que estar atento aos primeiros sintomas», avisa o médico.
O oncologista adianta também que não há factores de risco claramente associados a esta doença. Os especialistas sabem que indivíduos com familiares directos afectados pelo carcinoma da próstata têm uma probabilidade maior de contrair a doença, e que esta é também mais frequente na raça negra.
No entanto, «a relação entre factores como o ambiental ou o sexual, por exemplo, e o cancro da próstata não está claramente provada. Não existe uma relação causa-efeito como a existente entre o tabaco e o cancro do pulmão, por exemplo».
O diagnóstico
O melhor método para detectar o cancro da próstata de forma precoce é o rastreio, que é recomendado anualmente a partir dos 50 anos ou nos grupos de maior risco, desde os 40 anos. Porém, o oncologista afirma que esta não é uma atitude consensual na comunidade médica.
Os que não vêem benefícios no rastreio sistemático defendem que ele apenas permite saber mais cedo que o doente tem cancro, mas não impede a mortalidade. Quem está a favor do rastreio acredita que as novas técnicas de tratamento irão permitir aumentar a esperança de vida dos doentes.
A doença pode ser detectada através do toque rectal e por meio de uma análise ao sangue que detecta o antigénio específico da próstata (PSA). Esta é uma substância produzida pelas células normais e também pelas cancerígenas da próstata que circula na corrente sanguínea. Quando há um tumor, a quantidade da substância aumenta, devido a uma maior libertação de PSA na corrente sanguínea.
«Mas os níveis elevados de PSA também podem estar associados a outras doenças», como a já referida hipertrofia benigna da próstata. «No entanto, os níveis de PSA, quando em presença de hipertrofia, e apesar de elevados, são mais baixos do que em caso de cancro. Para confirmar o diagnóstico, o médico especialista realiza um conjunto de análises sanguíneas seriadas, incluindo o PSA, de modo a estabelecer um padrão».
Sérgio Barroso adianta que este é dos métodos mais importantes para o diagnóstico do cancro da próstata: «É uma das análises que mais ajudam no diagnóstico e que fornecem informações muito importantes.»
O toque rectal é, normalmente, o exame mais difícil para o paciente. Existe alguma relutância e algum preconceito por parte do homem em submeter-se a este exame.
«É um factor dissuasor e faz com que o doente vá adiando e acabe por não consultar atempadamente o médico, fazendo com que o cancro seja detectado numa fase evolutiva mais avançada», conforme diz Sérgio Barroso.
O diagnóstico de certeza é feito através de uma biopsia, que consiste na remoção ou colheita de tecido da próstata para posterior análise microscópica e confirmação da presença de células cancerígenas.
Fases de evolução e tratamentos
Quando o cancro da próstata é detectado numa fase inicial, este consiste num tumor de pequenas dimensões, perfeitamente localizado, na próstata. Sérgio Barroso afirma que, «nestes casos, um dos tratamentos de eleição é a operação ou remoção cirúrgica do tumor». Este tratamento «permite algumas vezes curar o doente», afirma o médico. Mas a intervenção cirúrgica pode ter efeitos secundários associados, como a impotência ou a incontinência urinária.
Numa fase inicial também pode recorrer-se à radioterapia, que consiste na aplicação de radiação para tratar o tumor. Segundo Sérgio Barroso, há dois tipos de radioterapia: a externa e a realizada através de implantes, a braquiterapia ou radioterapia intersticial. Esta última implica a introdução de pequenos grãos ou sementes de material radioactivo no interior da próstata, junto ao tumor, que vão emitir radiações que o vão destruir. Na radioterapia externa, o doente é colocado num aparelho semelhante a uma TAC e é submetido a radiações locais.
«A escolha do tratamento depende do quadro clínico do paciente, de outras doenças que tenha e da sua vontade após conhecer as vantagens e desvantagens de cada opção», diz Sérgio Barroso.
Quando o tumor é detectado numa fase mais avançada, dispomos de uma outra alternativa, a terapêutica hormonal.
O tumor da próstata é hormonossensível, isto é, alimenta-se das hormonas masculinas ou androgénios, como a testosterona. O tratamento hormonal consiste no bloqueio ou na supressão da produção dos androgénios através de medicamentos.
«Mas este tratamento controla a doença por um período de aproximadamente dois anos, dependendo da agressividade do tumor», considera o especialista.
A partir desta altura o organismo e as células cancerígenas tornam-se resistentes à terapêutica hormonal:
«Diz-se que o doente entra em escape hormonal. A partir daqui torna-se necessário um tratamento mais agressivo, já que o tumor fica de novo descontrolado e livre para evoluir e alastrar a outros órgãos.»
O cancro em estado metastático espalha-se para outros órgãos, afectando primeiro o osso e os gânglios linfáticos, posteriormente o pulmão e o fígado. Nestes casos, o tratamento mais indicado é a quimioterapia.
Avanço no tratamento
A Comissão Europeia (CE) aprovou recentemente a utilização do docetaxel, um fármaco específico utilizado na quimioterapia, ou seja, usado no tratamento do cancro em fases mais avançadas.
A aprovação por parte da CE baseou-se nos resultados de um estudo, o TAX 327, realizado em 1000 doentes. Foram constituídos dois grupos, um em que foi utilizada a mitoxantrona, fármaco até agora standard no tratamento por quimioterapia deste tumor, e o segundo em que se recorreu ao docetaxel. A conclusão mais relevante do estudo foi o aumento do tempo de vida dos doentes.
«Até aqui, as terapêuticas utilizadas não tinham tradução ao nível da sobrevivência, apenas ao nível da diminuição da dor. Pela primeira vez, conseguiu-se, com este tratamento, aumentar o tempo de vida dos doentes», afirma Sérgio Barroso.
Os doentes tratados com docetaxel sobreviveram em média 18,9 meses, o que corresponde a 24% de redução do risco de morte devido ao tumor. Verificou-se também um aumento de 59% na resposta à dor e uma melhoria dos níveis de PSA de 43%.
Contudo, neste estudo, o tratamento com docetaxel foi mais tóxico do que com a mitoxantrona. «Os efeitos secundários são mais intensos, sendo que entre os mais comuns estão náuseas, fadiga e diarreia», afirma Sérgio Barroso, acrescentando:
«Mas estes efeitos secundários, no seu conjunto, não afectam significativamente a qualidade de vida do paciente, de tal modo que, no estudo, os doentes que fizeram este tratamento tiveram melhor qualidade de vida global.»
O tratamento é administrado de forma simples, sem necessidade de hospitalização, deslocando-se o doente ao hospital apenas de três em três semanas.
«A utilização do docetaxel foi um passo muito importante. Este passou a ser o tratamento standard para o cancro da próstata hormonorresistente, substituindo a mitoxantrona. Podemos agora começar a investigar e a combinar com este vários fármacos e abordagens terapêuticas, para que o tratamento se torne ainda mais eficiente», afirma Sérgio Barroso.
Esta terapêutica já está disponível em Portugal. O docetaxel havia sido aprovado no tratamento de outros tipos de cancro, mas só em Novembro passado a entidade reguladora europeia (EMEA) concedeu a aprovação deste fármaco para a utilização no cancro da próstata resistente à terapêutica hormonal.
Sintomas
– Dor ao urinar;
– Aumento da frequência da necessidade de urinar;
– Fluxo urinário fraco ou intermitente;
– Dificuldade em atingir a erecção;
– Sangue ou sémen na urina;
– Dor ou rigidez a nível da coluna lombar, ancas ou parte superior das coxas.
Estatísticas relacionadas com o cancro da próstata
• O carcinoma da próstata ocupa
o terceiro lugar, a nível mundial, no que respeita a incidência de doenças oncológicas e o sexto lugar em termos de taxa de mortalidade por cancro no sexo masculino.
• Um em cada seis homens tem probabilidade de contrair cancro da próstata, segundo as estatísticas europeias.
• Em Portugal, surgem quatro mil casos por ano, o que representa cerca de 19% do total dos tumores.
• Em termos de mortalidade em Portugal, o cancro da próstata é o segundo tumor responsável pela morte por doença oncológica no homem. Morrem cerca de 1800 homens por ano com cancro da próstata.
• Nos EUA, mais de 230 mil homens terão sido diagnosticados com cancro da próstata em 2004 e cerca de 30 mil virão a falecer da doença.
• Na Europa, as previsões apontam para 138 mil novos casos diagnosticados e 45 mil mortes.
Fases de evolução do cancro e tratamentos
Fase precoce ou inicial:
– Cirurgia;
– Radioterapia externa;
– Radioterapia por implantes ou braquiterapia ou radioterapia intersticial.
Fase mais avançada:
– Terapêutica hormonal.
Fase disseminada (metastizada):
– Quimioterapia.
A necessidade de urinar
O cancro da próstata desenvolve-se na glândula prostática, órgão que circunda a uretra, o canal por onde a urina é expelida. O tumor comprime a uretra, provocando dor na micção e o aumento da frequência da necessidade de urinar.