X
    Categories: EspecialidadesEstética e Bem EstarInformações

Voz: Diagnóstico e tratamento multidisciplinar

A capacidade de uma pessoa se expressar eficazmente constitui uma das chaves de sucesso para a sua realização global. Dos vários meios que usamos para nos expressarmos, a voz é sem dúvida um dos mais importantes. Investigar, diagnosticar e tratar a voz de uma forma especializada e multidisciplinar é o desafio do laboratório de voz, uma nova unidade criada no centro de otorrinolaringologia do hospitalcuf Infante Santo, dirigido pelo Professor João Paço, destinado, principalmente, ao tratamento das patologias e afecções da voz de vários profissionais que usam este instrumento no âmbito da sua actividade.

O Hospitalcuf Infante Santo disponibiliza a partir de agora um serviço específico aos doentes que têm problemas de voz – O laboratório de voz. Segundo Maria Caçador, otorrinolaringologista responsável por esta nova unidade, “trata-se de uma unidade especializada na área da voz e linguagem, na qual é feita uma avaliação completa, integrada e multidisciplinar da voz falada e cantada.”

Para além da moderna tecnologia com que está equipado que o torna único, demarca-se pela sua abordagem multidisciplinar, na medida em que vários especialistas participam no processo de diagnóstico e tratamento.

 

O laboratório de voz do Hospitalcuf Infante Santo

Os pacientes podem recorrer ao laboratório de voz do Hospitalcuf Infante Santo por opção própria ou a pedido de otorrinolaringologistas, professores de canto ou terapeutas da fala. Avaliar o doente é o principal objectivo da unidade que pretende elaborar um relatório detalhado, descriminando todo e qualquer problema diagnosticado. Fornecer uma cópia do exame em dvd e sugerir uma terapêutica são outras das metas do laboratório da voz. De acordo com a especialista, “o doente percorre várias etapas.

Primeiro, é realizada a história clínica exaustiva que diga respeito à sua patologia vocal, abordagem distinta daquela que é característica de uma consulta de otorrinolaringologia convencional”. Para além da sintomatologia da laringe (onde a voz é produzida) investigam-se queixas de outros orgãos, dado que a voz resulta do correcto funcionamento de muitas estruturas.

Acrescenta que a qualidade final da voz resulta da ressonância originada por diferentes estruturas da cabeça e pescoço. “Se o doente não tiver uma boa ressonância, também não terá uma boa voz .É o que acontece por exemplo quando temos o nariz muito bloqueado durante uma sinusite.”

Porque a palavra de ordem é a cooperação pluridisciplinar em nome da melhoria da saúde vocal dos pacientes, a equipa é constituída por otorrinolaringologistas, um terapeuta da fala, um pneumologista, um endocrinologista, um gastroentrelogista, um neurologista, um psicólogo, um psiquiatra e um nutricionista. “São profissionais que dentro das suas áreas têm uma especial sensibilidade e dedicação ao estudo da voz.” remata Maria Caçador. A especialista percepciona a subespecialização como uma tendência impreterível dos tempos actuais. Refere que “a velocidade e a quantidade com que surgem novos conhecimentos e técnicas leva a que só dedicando-nos a uma área, seja possível oferecer aos doentes o melhor tratamento”.

[Continua na página seguinte]

Passos seguintes: endoscopia e avaliação da voz

Após a avaliação geral de otorrinolaringologia, o doente é submetido a exames endoscópicos. “Com o objectivo de se realizar uma avaliação completa realizam-se laringoscopia rígida, nasofaringolaringofibroscopia, estroboscopia, glotografia e provas de função respiratória”, especifica a especialista.

Posteriormente, intervem a terapeuta da fala que analisa subjectiva e objectivamente a voz do doente e faz o seu registo. Salienta que esta abordagem integrada é realizada no mesmo dia, com evidentes benefícios para os pacientes. O relatório final é redigido após reunião destes diferentes profissionais sendo fornecida uma descrição detalhada dos resultados obtidos, uma proposta terapêutica e o registo das imagens e som.

 

A quem se destina o laboratório

O laboratório destina-se a “avaliar qualquer pessoa com disturbios vocais, que não se identifique ou não goste da voz que tem.” Obviamente pelo detalhe com que estuda a voz está muito direccionado para certos grupos profissionais como: cantores, actores, professores, advogados, telefonistas, operadores de call center e até de jornalistas.

Ou seja, “destina-se a todos os profissionais que dependam da sua voz para trabalhar”, acrescenta Maria Caçador. Além dos cantores e actores, os professores sofrem, frequentemente, de afecções da voz que resultam do seu esforço para se fazerem ouvir ou para impôr disciplina, em salas deaulas com uma acústica insuficiente, explica a especialista.

 

Doenças da voz

Qualquer pessoa com rouquidão com a duração de mais de duas semanas, especialmente se fumador, deve ser observada. “A rouquidão pode ter várias causas. Pode resultar de lesões benignas, como nódulos,pólipos, quistos, mas também pode ser o primeiro sinal de um tumor” explica Maria Caçador. “O sucesso no tratamento destes tumores depende predominantemente da precocidade com que são diagnosticados e tratados.”

De acordo com a especialista, é ainda importante que as pessoas tenham cuidados de higiene vocal, para poderem prevenir algumas afecções da voz. Sugere que “deve beber-se muita água, evitar o esforço vocal e reduzir a ingestão de álcool, para não haver agressões das cordas vocais”.

 

Reabilitação específica

Os casos clínicos diferem de doente para doente. Segundo a otorrinolaringologista “Deve ser feita uma abordagem individualizada que pode passar por terapêutica médica, terapia da fala ou cirurgia. Além disso, o sucesso no tratamento destas alterações depende muito da motivação do doente.”

[Continua na página seguinte]

Conhecimentos sobre a voz

“Nos últimos anos tem havido bastantes avanços nos conhecimentos da anatomia, histologia e fisiologia da voz (onde e como é produzida, quais as leis da física a que obedece, etc) o que levou ao desenvolvimento de novas técnicas de observação e diagnóstico” refere Maria Caçador.

A especialista salienta que são escassos os laboratórios europeus especializados em voz, porque, segundo afirma, implicam um investimento considerável em termos de tecnologia e uma dedicação particular por parte dos profissionais envolvidos.

 

Formação em voz para profissionais do canto

A equipa do laboratório de voz do Hospitalcuf Infante Santo vai participar no curso subordinado ao tema “A Saúde e o Canto” organizado pela Universidade Católica de Lisboa, de 15 a 18 de Abril. Na óptica de Maria Caçador, existem lacunas de formação por parte dos profissionais de canto, no que diz respeito ao conhecimento da anatomia e funcionamento do aparelho fonatório e das normas e comportamentos a respeitar para não prejudicar as cordas vocais. Encara os cantores “como atletas de alta competição que precisam de um treinador e um médico ao seu lado, para maximizarem a sua performance”.

Os cantores são um grupo muito especial dentro dos profissionais de voz, pois para além de outras razões, são submetidos a esforços intensos e a situações de stress, sofrendo frequentemente de rouquidão, alterações vocais ou alterações do timbre, que podem prejudicar gravemente a sua actividade, conclui.

O Hospitalcuf Infante Santo disponibiliza a partir de agora um serviço específico aos doentes que têm problemas de voz – O laboratório de voz. Segundo Maria Caçador, otorrinolaringologista responsável por esta nova unidade, “trata-se de uma unidade especializada na área da voz e linguagem, na qual é feita uma avaliação completa, integrada e multidisciplinar da voz falada e cantada.”

Para além da moderna tecnologia com que está equipado que o torna único, demarca-se pela sua abordagem multidisciplinar, na medida em que vários especialistas participam no processo de diagnóstico e tratamento.

 

O laboratório de voz do Hospitalcuf Infante Santo

Os pacientes podem recorrer ao laboratório de voz do Hospitalcuf Infante Santo por opção própria ou a pedido de otorrinolaringologistas, professores de canto ou terapeutas da fala. Avaliar o doente é o principal objectivo da unidade que pretende elaborar um relatório detalhado, descriminando todo e qualquer problema diagnosticado. Fornecer uma cópia do exame em dvd e sugerir uma terapêutica são outras das metas do laboratório da voz. De acordo com a especialista, “o doente percorre várias etapas.

Primeiro, é realizada a história clínica exaustiva que diga respeito à sua patologia vocal, abordagem distinta daquela que é característica de uma consulta de otorrinolaringologia convencional”. Para além da sintomatologia da laringe (onde a voz é produzida) investigam-se queixas de outros orgãos, dado que a voz resulta do correcto funcionamento de muitas estruturas.

Acrescenta que a qualidade final da voz resulta da ressonância originada por diferentes estruturas da cabeça e pescoço. “Se o doente não tiver uma boa ressonância, também não terá uma boa voz .É o que acontece por exemplo quando temos o nariz muito bloqueado durante uma sinusite.”

Porque a palavra de ordem é a cooperação pluridisciplinar em nome da melhoria da saúde vocal dos pacientes, a equipa é constituída por otorrinolaringologistas, um terapeuta da fala, um pneumologista, um endocrinologista, um gastroentrelogista, um neurologista, um psicólogo, um psiquiatra e um nutricionista. “São profissionais que dentro das suas áreas têm uma especial sensibilidade e dedicação ao estudo da voz.” remata Maria Caçador. A especialista percepciona a subespecialização como uma tendência impreterível dos tempos actuais. Refere que “a velocidade e a quantidade com que surgem novos conhecimentos e técnicas leva a que só dedicando-nos a uma área, seja possível oferecer aos doentes o melhor tratamento”.

[Continua na página seguinte]

Passos seguintes: endoscopia e avaliação da voz

Após a avaliação geral de otorrinolaringologia, o doente é submetido a exames endoscópicos. “Com o objectivo de se realizar uma avaliação completa realizam-se laringoscopia rígida, nasofaringolaringofibroscopia, estroboscopia, glotografia e provas de função respiratória”, especifica a especialista.

Posteriormente, intervem a terapeuta da fala que analisa subjectiva e objectivamente a voz do doente e faz o seu registo. Salienta que esta abordagem integrada é realizada no mesmo dia, com evidentes benefícios para os pacientes. O relatório final é redigido após reunião destes diferentes profissionais sendo fornecida uma descrição detalhada dos resultados obtidos, uma proposta terapêutica e o registo das imagens e som.

 

A quem se destina o laboratório

O laboratório destina-se a “avaliar qualquer pessoa com disturbios vocais, que não se identifique ou não goste da voz que tem.” Obviamente pelo detalhe com que estuda a voz está muito direccionado para certos grupos profissionais como: cantores, actores, professores, advogados, telefonistas, operadores de call center e até de jornalistas.

Ou seja, “destina-se a todos os profissionais que dependam da sua voz para trabalhar”, acrescenta Maria Caçador. Além dos cantores e actores, os professores sofrem, frequentemente, de afecções da voz que resultam do seu esforço para se fazerem ouvir ou para impôr disciplina, em salas deaulas com uma acústica insuficiente, explica a especialista.

 

Doenças da voz

Qualquer pessoa com rouquidão com a duração de mais de duas semanas, especialmente se fumador, deve ser observada. “A rouquidão pode ter várias causas. Pode resultar de lesões benignas, como nódulos,pólipos, quistos, mas também pode ser o primeiro sinal de um tumor” explica Maria Caçador. “O sucesso no tratamento destes tumores depende predominantemente da precocidade com que são diagnosticados e tratados.”

De acordo com a especialista, é ainda importante que as pessoas tenham cuidados de higiene vocal, para poderem prevenir algumas afecções da voz. Sugere que “deve beber-se muita água, evitar o esforço vocal e reduzir a ingestão de álcool, para não haver agressões das cordas vocais”.

 

Reabilitação específica

Os casos clínicos diferem de doente para doente. Segundo a otorrinolaringologista “Deve ser feita uma abordagem individualizada que pode passar por terapêutica médica, terapia da fala ou cirurgia. Além disso, o sucesso no tratamento destas alterações depende muito da motivação do doente.”

[Continua na página seguinte]

Conhecimentos sobre a voz

“Nos últimos anos tem havido bastantes avanços nos conhecimentos da anatomia, histologia e fisiologia da voz (onde e como é produzida, quais as leis da física a que obedece, etc) o que levou ao desenvolvimento de novas técnicas de observação e diagnóstico” refere Maria Caçador.

A especialista salienta que são escassos os laboratórios europeus especializados em voz, porque, segundo afirma, implicam um investimento considerável em termos de tecnologia e uma dedicação particular por parte dos profissionais envolvidos.

 

Formação em voz para profissionais do canto

A equipa do laboratório de voz do Hospitalcuf Infante Santo vai participar no curso subordinado ao tema “A Saúde e o Canto” organizado pela Universidade Católica de Lisboa, de 15 a 18 de Abril. Na óptica de Maria Caçador, existem lacunas de formação por parte dos profissionais de canto, no que diz respeito ao conhecimento da anatomia e funcionamento do aparelho fonatório e das normas e comportamentos a respeitar para não prejudicar as cordas vocais. Encara os cantores “como atletas de alta competição que precisam de um treinador e um médico ao seu lado, para maximizarem a sua performance”.

Os cantores são um grupo muito especial dentro dos profissionais de voz, pois para além de outras razões, são submetidos a esforços intensos e a situações de stress, sofrendo frequentemente de rouquidão, alterações vocais ou alterações do timbre, que podem prejudicar gravemente a sua actividade, conclui.

admin: