Unhas perfeitas e inquebráveis » agradáveis aos olhares alheios…
Sem inconvenientes «Costumo recomendar às minhas doentes que querem deixar de roer as unhas que experimentem usar este género de extensões, pois os resultados são, regra geral, positivos», adianta Manuela Cochito, salientando não existirem contra-indicações no uso prolongado destas unhas falsas.
Contudo, adverte: «Os materiais usados – acrilatos ou resinas à base de formaldeído – podem provocar alergias. Assim, se surgirem algumas reacções anormais, deverá consultar o dermatologista, que poderá efectuar testes para esclarecimento da situação.»
As reacções alérgicas raramente se repercutem nos dedos ou nas mãos. «Normalmente, manifestam-se sob a forma de eczemas nas pálpebras ou em outras zonas da face, porque constantemente levamos as mãos à face, cuja pele tem uma estrutura muito mais sensível que as outras zonas do corpo», esclarece Manuela Cochito.
Este hábito causa danos estéticos não somente nas pontas dos dedos que, com o passar do tempo, ficam deformadas («gordinhas» e «abatatadas»), mas também no aspecto geral das mãos. Além do mais, estar constantemente a levar os dedos à boca transmite uma certa má imagem às outras pessoas. E, em certas ocasiões, o roedor de unhas pode até ter tendência em esconder as mãos, principalmente as mulheres. Porém, o vício «fala mais alto» e quem, por momentos, se sente incomodado com o aspecto dos próprios dedos rapidamente o esquece e volta a «atacar» as unhas.
Além de ser inestética, a onicofagia pode dar origem a problemas mais graves.
«As pessoas que têm o hábito de roer as unhas engolem pequenas partículas, o que pode originar apendicite», adverte a Dr.ª Manuela Cochito, dermatologista, assistente hospitalar graduada nos Hospitais Civis de Lisboa.
Ainda segundo a nossa interlocutora, «pode aumentar a probabilidade da propagação de verrugas e infecções bacterianas e virais nos dedos e nas mãos».
Faz parte do universo de roedores de unhas? Já tentou deixar crescer as unhas e não conseguiu? Nem com a colocação de verniz amargo ou pimenta obteve resultados satisfatórios?
Não desespere!
As unhas artificiais, de plástico, podem ser uma opção. Contudo, a forma e o tamanho nem sempre conseguem cativar quem pretende largar este vício! Existe uma outra alternativa… Já ouviu falar de extensões de unhas? Tal como as extensões de cabelo, confundidas com o cabelo natural, também existem extensões de unhas que, de todo, parecem falsas.
Gel, porcelana, seda ou fibra de vidro são os materiais possíveis para as extensões de unhas e todos cumprem a mesma função: tornar as unhas agradáveis aos olhares alheios e sobejamente bonitas, perfeitas e inquebráveis.
Quanto aos locais onde é possível fazer estas extensões são vários: em alguns salões de cabeleireiros e institutos de beleza, nos quiosques nos centros comerciais, entre outros locais.
Segundo Anabela de Souza, técnica de unhas, gerente do franchizing Magrife Clínica de Unhas e formadora do Curso de Técnica de Unhas, «é aconselhado à cliente o material mais resistente e que melhor se adequa ao seu estilo de vida. Por sua vez, a cliente deve saber se é ou não alérgica, já que são usados materiais que podem provocar alergias».
«O cuidado não deve ser apenas da pessoa que vai colocar extensões. Antes que elas sejam feitas, a técnica de unhas deve perguntar à cliente se é alérgica e, sobretudo, deve ter um know-how semelhante ao de um médico especialista, ou seja, perceber as diferenças dos materiais, saber colocar as extensões e conhecer a anatomia da mão e da unha», salienta Anabela de Souza.
«Além da formação adequada, as alunas só estarão totalmente aptas após um ano de experiência profissional, altura em que obtêm a cédula profissional», acrescenta.

